Meu coração estava disparado, não fazia ideia de como dirigir aquela lata velha. Mais sangue começou a escorrer pelas minhas pernas, a dor insuportável ia e vinha. Meus olhos lutavam para permanecer de pé enquanto o mundo se acabava bem na minha frente, pessoas correndo e se matando. Não. Não eram pessoas.
— Droga. Droga. Droga. — Comecei a chorar de dor, a perda de sangue estava começando a afetar meus sentidos.
Dirigi até o hospital mais próximo, haviam ambulâncias indo e voltando, quando entrei tinham muitos feridos no caminho, coloquei as mãos no estômago me forçando a andar.
— Escuta senhor, é a minha mãe, ela acabou de entrar. — Danny estava no balcão de entrada do hospital tentando encontrar sua mãe, aparentemente ferida. — Lorie? Você está bem? O que aconteceu?
— Eu preciso de ajuda. Acho que estou perdendo o bebê. — Me apoiei em seu ombro, o garoto arregalou os olhos surpreso.
— Bebê? Você está grávida?!
— Me ajuda! — Torci a camiseta em seu ombro, o garoto olhou em volta e me levou até a emergência.
Haviam muitos feridos, sangue e confusão para todos os lados, só conseguia pensar na situação em que deixei a escola.
— Você dirigiu até aqui? — Me perguntou desviando rapidamente de uma maca.
— É. Aconteceu alguma coisa na escola, as pessoas estavam se atacando. — Logo percebi que ele estava apenas tentando me entreter, para me manter acordada. — Danny eu to com medo.
— Tudo bem, eu to aqui com você. — Ele segurou minhas mãos, senti conforto apesar de notar como ele sentia o mesmo que eu agora. — Quando pretendia me contar do bebê?
— Em... alguns dias. — Fechei os olhos com força sentindo uma pontada de dor, ele colocou as mãos em volta de mim e me pegou no colo. — Eu ia contar.
— E ele é meu?
— Faz diferença agora? — O encarei, o apertei com força.
— Doutor! Ajuda!
— Coloca na maca, aqui! — Um dos enfermeiros indicou, Daniel me colocou sobre a maca e me viu sendo levada para a emergência.
Assim que as portas se fecharam, uma mulher atacou um idoso gerando mais confusão. Daniel caiu no chão aterrorizado, um policial interviu e atirou na cabeça da mulher fazendo outros feridos gritarem assustados. De repente mais policiais entraram armados, consegui ouvir os tiros na sala em que estava mas a morfina começou a fazer efeito rapidamente.
— Espera. — Sussurrei enquanto avistava o doutor andar de um lado para o outro enquanto preenchia uma prancheta com meus dados.
— Só um segundo, preciso pegar mais antibióticos. — Explicou e me deixou sozinha, o silêncio pairou sobre o cômodo, olhei para o saco de soro diminuindo ao meu lado.
— Merda. — Resmunguei, o som dos tiros vindos de fora.
Mesmo ainda tonteando, arranguei o tubo da minha veia e continuei segurando o algodão. Saí do quarto dando de cara com um médico correndo rapidamente, haviam muitos enfermeiros indo e vindo.
— O que está fazendo? Você devia estar na cama! — Ouvi um doutor repreender seu paciente no fim do corredor, o ferido mesmo se contorcendo pulou no pescoço dele e começou a arrancar sua pele.
— Porra! — Recuei, comecei a correr com dificuldade para o lado oposto.
Os tiros estavam vindo de fora, logo percebi que Daniel não ia voltar. Entrei na primeira sala que vi, para minha sorte estava vazia, abri a janela e olhei para baixo avistando uma enorme escada de incêndio. Pulei a janela e desci rapidamente, quando dei a volta no hospital consegui ver na entrada pessoas se matando e se agredindo enquanto policiais atiravam diretamente neles, algo estava errado, não eram mais pessoas.
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A ÚLTIMA, The Last Of Us
أدب الهواة༄ The Last Of Us ❝ Ela enfrentou um grande trauma no início de tudo, vinte anos depois se junta ao exército rebelde com objetivo de trazer mudança e justiça para o que restou da humanidade. Mas uma garotinha mal educada e seu velho protetor irão...
