Dipper gemeu e tentou se sentar.
A gravidade parecia estar contra ele enquanto ele lutava para se mover. O adolescente suspirou e se espreguiçou enquanto se deitava. Ele podia sentir seus músculos se expandindo e contraindo. Sua pele parecia muito sensível também. Os membros doloridos finalmente o colocaram em uma posição ereta.
Dipper engasgou, sentindo o mundo girar ao seu redor. O adolescente encostou-se na cabeceira da cama para obter o apoio necessário. Ele olhou para si mesmo e encontrou padrões azuis rodopiantes em seu peito. Eles pareciam circundar seu coração e desabrochar como uma flor de fogo.
- Die Blaue Blume.
- Você está bem?
Dipper virou a cabeça para o lado e viu Bill na porta. O demônio estava segurando uma grande caixa e flores. Dipper sorriu para a expressão envergonhada que Bill usava.
- Eu... eu realmente não sei como essa coisa toda funciona. Eu assisti alguns de seus filmes mortais, então, eu acho, é assim que você faz. - O demônio colocou a caixa e as flores na cama. Ele riu e caiu de costas na cama, fazendo os presentes recém-colocados balançarem. - Nossa, estou acasalado. Nunca pensei que isso fosse acontecer. - Um sorriso triste surgiu em seu rosto. - Como você conhece esse feitiço? - ele perguntou, com os olhos fixos em Dipper.
O adolescente franziu a testa. Hora de confessar.
- Você não cortou a conexão ontem à noite. - Isso fez o demônio congelar. Dipper continuou. - Eu vi, tudo. Eu vi tudo. - Ele sentiu seu lábio tremer quando perguntou. - Por que você não me contou?
Bill sentou-se e olhou para o chão. Ele procurou por uma resposta, mas não conseguiu pensar em nenhuma.
- Eu acho. - Ele começou. - Eu não queria que você se lembrasse. - Bill riu tristemente, - Quero dizer, eu vi você morrer. Sou um demônio imortal onisciente e mal consegui lidar com sua morte. Eu só... não sabia como isso afetaria você, como você reagiria a mim. - Seus olhos se arregalaram, - Quero dizer, como você reagiria se eu chegasse até você e dissesse "Ei, nós somos almas gêmeas e eu deixei você morrer em sua vida anterior." Além disso, seu tio desta vez, sim, eu o manipulei para fazer um portal para que eu pudesse estar aqui. Quer namorar?! - Bill sentiu uma lágrima escorrer por sua bochecha.
Ele odiava esse maldito corpo.
Dipper estava perdido nessa situação. Ele tentou aliviar o clima.
- Sim, ou eu teria fugido gritando ou teríamos namorado.
- Eu tinha cinquenta por cento de chance? - Bill ergueu as mãos. - Agora me diga você!
Dipper riu. Ele olhou para os presentes.
- O que há na caixa?
Bill abriu a tampa.
- Doces.
O adolescente viu os bombons gourmet e riu.
- Flores e Chocolates hein?
Bill encolheu os ombros.
- Vi isso em seus filmes mortais. Achei legal. - Ele pegou um dos doces e acenou na frente do adolescente. - Diga "Ah", pinheiro.
Dipper abriu a boca e comeu o doce. Ele lambeu os dedos do demônio antes de se afastar.
Bill rosnou baixinho.
- Seja legal com seu companheiro, Pinheiro. - O demônio avisou enquanto rastejava em direção ao outro.
Dipper riu e descansou contra a cabeceira da cama novamente. Ele abriu as pernas para Bill se mover entre elas. O demônio pressionou um doce beijo em seus lábios antes de se mover para deitar no peito de Dipper.
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Um Acordo
Fiksi PenggemarO Estranhagedon começou e toda a família Pines é capturada. A realidade está desmoronando e ninguém pode fazer nada para impedir isso. Dipper sabe que não há esperança em tentar combater o senhor dos demônios, mas ele sabe que há uma maneira de pelo...