Mais alguns dias se passaram, Sakura continuava acompanhando o estado de Kakashi de perto, o mesmo encontrava-se um pouco fadigado, porém em sã consciência e bem menos incomodado. Naquela manhã, a rosada estava junto de Sasuke e Hidan.
‒ Foi muito oportuno termos a senhorita Haruno aqui, é uma jovem sábia. ‒o líder dos Hatake comentou.
‒ Eu agradeço, contudo se quiser mesmo retribuir os meus cuidados, peço que me liberte para que eu possa retornar ao meu lar. ‒disse um tanto amargurada e sem pestanejar.
‒ Sinto muito, mas está sob nosso domínio, infiltrada em nossas terras e em nossa rotina, não posso deixar que volte para as mãos inimigas. ‒o conde respondeu prontamente.
‒ Garota petulante, não fez mais do que sua obrigação, o que ela necessita mesmo é de alguém que lhe ensine boas maneiras. ‒Hidan palpitou a encarando com ódio.
Suspirando pesadamente, Sakura deixou o cômodo antes que fizesse alguma besteira, a verdade é que a cada dia a convivência ali se tornava mais difícil, sentia falta de casa, saudade da família e sabia que uma batalha estaria por vir, logo desejava estar ao lado dos seus afim de lutar por eles.
‒ Sasuke é o culpado por isso, depois daquela ceia, a escrava pensa que pode fazer o que bem quiser. ‒Hidan acusou.
‒ Ele a determinou como serva, cabe ao mesmo domar a fera. ‒Kakashi desdenhou em seu leito, parecia rir por debaixo da máscara enquanto encarava ao filho postiço com certa malícia.
O dia havia apenas começado e Sakura já se sentia ao ponto de explodir, então decidiu que precisava de algum relaxamento, encontrou Siv na cozinha descascando batatas e não hesitou em pedir um favor a mulher:
‒ Ei, Siv. Sei que não é a melhor hora, mas poderia me acompanhar à terma?
‒ Claro, parece que não está em um bom dia.
‒ Não mesmo. ‒assentiu.
Despiu-se do pesado vestido que usava, da roupa de baixo e imergiu na água quente, não havia mais ninguém se não ela e a velha criada que observava de longe, ao menos era o que pensava. As duas escravas bisbilhoteiras, ressentiam por Sakura uma sinistra repugnância, enquanto a Haruno relaxava de olhos fechados, uma delas abordou Siv:
‒ Ei, Siv. Kakashi ordenou nesse instante que seu escaldado fosse servido.
‒ Mas, Sakura...
‒ Quer mesmo desrespeitar sua ordem? O homem está debilitado e possesso.
‒ T-Tudo bem. ‒afirmou seguindo de volta para a cozinha.
Foi a deixa para que a segunda delas caminhasse vagarosamente como uma gata e se apropriasse dos trajes da Haruno, que nem percebera tal ação. Pouco depois, despertou de seu transe com a falação feminina:
‒ Agora todos verão o quanto é uma desavergonhada.
‒ Terá que andar nua em público se não quiser cozer-se aí dentro.
‒ O quê? Onde estão as minhas roupas? ‒Sakura despertou num salto, tomando o cuidado de manter-se ainda dentro das águas.
‒ Estas? ‒uma delas indicou os panos em suas mãos. ‒ Acho que não precisará delas.
‒ Voltem aqui suas ratas imundas, quando eu sair é bom que corram o máximo que conseguirem! ‒esbravejou com ódio, vendo-as se afastarem rindo à beça.
O que faria naquele momento? Sair andando pelada por aí? E se mais alguém aparecesse? Pensou em gritar por Siv, que aliás, havia sumido do mapa, porém a estratégia poderia atrair outras pessoas indesejadas.
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Eternamente
FanfictionPenínsula Escandinava, século XII d.C. Sakura Haruno é uma aldeã corajosa disposta a tudo para proteger seus entes queridos, depois de um ataque em seu povoado, ela se verá diante de outras terras, desafios e ameaças. Mas também encontrará Sasuke, u...
