Um calafrio tomou correu por sua espinha, o que Sasuke tinha em mente, afinal? De repente um medo tomou conta de si, junto do temor de que ele reclamasse a posse que tinha sobre sua escrava e logo, sobre seu corpo. Porém, precavido pelas emoções transparecidas no olhar verde da rosada, sussurrou em seu ouvido:
‒ Eu não irei machucá-la, nem tirar-lhe a virtude.
‒ Mas... ‒ tentou argumentar.
‒ Shiii... ‒ sibilou com o dedo indicador diante dos lábios dela, para então descer a mesma mão pela lateral de seu corpo, enquanto a outra a mantinha segura pela cintura.
Percorreu a alvura de seu braço macio, a sua barriga, o quadril, até assentar-se no ponto entre as pernas femininas sobre o pano de sua saia. ‒ Nunca tocou a si mesma?
Apressadamente, Sakura levou suas mãos de encontro a dele, que havia iniciado uma massagem lenta e minuciosa.
‒ N-Não... ‒ protestou quase sem voz, os olhos jaziam arregalados, o cheiro amadeirado do moreno se tornava inebriante, pois o mesmo havia enterrado o próprio rosto em suas espáduas, poupando-a de encará-lo.
Por ser mais forte, apenas continuou sua tarefa, apesar do aperto que a Haruno lhe dava, plantava beijos cálidos em seu pescoço e às vezes lhe sussurrava:
‒ Relaxe... apenas sinta.
Ainda com a insegurança da garota, ele ergueu a saia da túnica grossa e a da roupa de baixo, levou a ponta dos dedos aos lábios da garota, umedecendo-os e baixou-os novamente tocando a superfície de sua carne. Um fervor tomava conta de Sakura, pela vergonha de ser tocada onde antes ninguém tivera contato, assim como pela estranha sensação que a leve pressão dos dedos de Sasuke lhe despertava bem no fundo de suas entranhas, onde habitava o desconhecido.
De vez em quando ainda pedia em murmúrios para que parasse, mas suas mãos já não faziam o mesmo esforço para mantê-lo longe, involuntariamente, como se a força dos seus instintos falasse mais alto, seus quadris aos poucos, como por reflexo, acompanhavam os movimentos circulares dele, como no intuito de expor o ponto mais vulnerável.
Os dedos longos e hábeis aumentavam a velocidade dos círculos à medida em que a rosada soltava suspiros, a quentura concentrada naquele ponto ia se espalhando gradativamente por seu corpo, até que não restasse mais nada, naquele instante Sakura não era uma escrava longe de suas terras, o moreno não era um inimigo, o branco tomava conta de suas lembranças e memórias, enquanto sentia uma onda de prazer lhe atingir em cheio. Prendeu as mãos nas costas desnudas de Sasuke, como que para manter-se firme, deixando de lado a razão, acabou por soltar alguns gemidos mais altos do que pretendia, suas vistas estavam nubladas por lágrimas que lhe enchiam os olhos pelo bom motivo, mas mesmo assim, pôde ver quando o rapaz levou os mesmos dedos que lhe causaram tanto deleite aos próprios lábios, provando de seu gosto.
Suas pernas tremiam e vacilaram, mas Sasuke a segurou firme e a conduziu para a cama enquanto sua mente vagava de volta para a realidade. O moreno também jazia extasiado, naquele momento mais do que nunca, a desejava para si: tão entregue, os lábios entreabertos convidativos e a sua intimidade pronta para recebê-lo, mas por outro lado, lembrava-se da regra que impôs a si mesmo, devido a triste sina do começo de sua vida: jamais se envolvia com escravas ou criadas.
Ela estava deitada de lado e ele a acompanhou, segurou uma mecha de seus cabelos entre os dedos, saudando a textura da flor proibida.
...
Atravessavam um morro pedregoso, quando Naruto decidiu que era a hora de parar e descansar um pouco antes de continuar com a viagem, Tenten, que já havia se recuperado da bebedeira, mantinha-se agora mais quieta do que o loiro havia percebido ser o "normal" para alguém como ela:
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Eternamente
FanfictionPenínsula Escandinava, século XII d.C. Sakura Haruno é uma aldeã corajosa disposta a tudo para proteger seus entes queridos, depois de um ataque em seu povoado, ela se verá diante de outras terras, desafios e ameaças. Mas também encontrará Sasuke, u...
