Outnumbered

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LEIAM OUVINDO: Outnumbered – Dermot Kennedy





Júlia POV

Depois de jantarmos, conversamos um pouco mas Daniel precisou ir embora, então fechei a porta pois ainda tinha que colocar o lixo para fora, coloquei os pratos e copos na máquina de lavar louças e subi para tomar um banho, mas ao sentir uma dor irritante corri até o banheiro. Droga.

— Eu sabia. – Resmunguei ao ver o sangue. – Explica 80 por cento do meu choro!

Tomei um banho um tanto mais demorado que o normal, precisava relaxar um pouco, e depois de me trocar, tomei remédio para dor, não queria arriscar sentir cólica durante a noite. Assim que me aconcheguei na cama, peguei meu celular e senti o coração disparar, com medo do que poderia descobrir, mas não havia jeito, eu precisava ter notícias de Luna, então disquei o número de Marisa e ela atendeu de imediato.

J: Alô? – Falei e não obtive resposta. –  Está tudo bem Marisa? – Eu sabia que ela estava me ouvindo bem. – Aconteceu alguma coisa que eu não estou sabendo?

M: Está... ahmmm, Luna tem trabalhado demais, brigou com Carlos... Ela te contou? – Marisa soou incerta, suas palavras completamente sem sentido.

J: Ela não me contou nada, não retornou minhas ligações, mensagens e o lindo do Carlos se achou no direito de vir me acusar de estar encubando, o que eu entendi ser uma traição de Luna! – Falei com calma e tentando deixar meu ódio por Carlos de lado naquele momento.

M: Lu... Luna traindo? – Gaguejou. –  Isso é incabível. Ela tem andado muito quieta, fechada, chega em casa vai direto pro quarto, tenho brigado com ela para que ela se alimente. – Explicou com cautela.

J: Ela tem recebido alguma ligação estranha? Mensagem? – Fui direto ao ponto, pois tudo indicava quem estava de volta e ouvir o suspiro de Marisa foi simplesmente a confirmação que eu precisava.

M: Minha filha tem acontecido tantas coisas que eu nem sei por onde começar... – A preocupação em sua voz me quebrou.

J: Começa pelo começo e não me poupe detalhes, afinal, já posso imaginar o que está acontecendo! – Pedi com firmeza e passei a mão no rosto, tentando aliviar a tensão.

M: Luna e Carlos estavam bem, brigaram, depois ele fez uma surpresa linda para ela, ele voltou a aparecer por aqui, ela a ir lá. Depois do nada brigaram de novo e foi aí quando tudo ficou estranho de vez... – Fez uma pequena pausa. – Ela começou a andar desconfiada de tudo, começou a me perguntar se quando eu saia me sentia observada, seguida. Ela começou a chegar em casa e observar a rua para ver se não via algo estranho... Um dos dias a encontrei desmaiada no quarto, liguei desesperada para que Carlos pudesse vir aqui porque não tinha mais ninguém para recorrer, de repente ela quebrou o telefone dela na parede, começou a não falar coisa com coisa para Carlos e então começaram umas ligações para cá estranhas... – Só pode ser ele. – Um homem procurando Luna, sempre que eu dizia que ela não estava ele desligava. Depois disse que eu estava escondendo-a e por isso eu não permitia que ele falasse com ela... E então ele começou a ameaçar Luna, falar coisas horríveis, ela não sabe dessas ligações porque eu não contei para ela, mas com certeza se ele conseguiu o telefone aqui de casa, ele deve ter conseguido o número do celular dela.

Respirei fundo, numa tentativa falha de me acalmar e pensar melhor, mas de uma coisa eu tenho certeza, já passou da hora de Luna falar para Carlos sobre Bernardo, sobre tudo que já aconteceu porque agora a vida dele também está em risco.

J: Eu já sei quem é a pessoa. – Me levanto da cama e ando de um lado para o outro. – Pelo visto ela não contou a Carlos, o que explica ele achar que é corno, coitado meu Deus... Enfim, preciso que você dê um jeito de mandar essas mensagens para mim. Tudo o que puder e também preciso do número novo dela, eu preciso conversar com Luna... isso não pode ficar assim! – Estou determina a colocar um ponto final nisso.

Only You  - D.R. (HIATUS)Onde histórias criam vida. Descubra agora