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O corredor do colégio estava mais barulhento que o normal. Cochichos se espalhavam de um canto a outro, e todos os olhares pareciam seguir uma única direção: o garoto novo.

Jackson Whittemore caminhava como se fosse dono do lugar. O uniforme da escola caía perfeitamente nele, o cabelo penteado com cuidado, o sorriso metido no rosto. Não precisava de esforço para chamar atenção; cada passo exalava confiança.

Spencer, ao lado do armário, observava de longe. — Ótimo. Mais um pavão para o zoológico. — murmurou, ajeitando os livros.

Aria, sempre mais curiosa, acompanhou o olhar da amiga. — Você viu? Ele mal entrou e já parece que conhece todo mundo.

Emily fechou o armário devagar. — Ou talvez seja só mais um garoto tentando se mostrar.

Hanna, que chegava atrasada, parou ao lado delas. O olhar se acendeu ao notar Jackson atravessando o corredor. — Hm... ou talvez seja só um garoto que nasceu bonito.

Spencer revirou os olhos, mas não conseguiu disfarçar o incômodo. Havia algo naquele garoto que a deixava em alerta.

Do outro lado do corredor, Isaac Lahey caminhava em silêncio, os fones de ouvido pendurados no pescoço

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Do outro lado do corredor, Isaac Lahey caminhava em silêncio, os fones de ouvido pendurados no pescoço. Diferente de Jackson, ele não gostava da atenção. Era discreto, observador, e desde a noite em que encontrara Davina caída no chão ensanguentada, não conseguia deixar de olhar por cima do ombro.

O olhar de Isaac cruzou com o de Jackson por um segundo. Havia algo familiar ali — não porque se conheciam, mas porque ambos carregavam um tipo de presença que fazia o corredor parar.

— Ei, você é o novo. — Caleb, o namorado da Hanna, apareceu, sempre simpático. — Jackson, certo?

— Certíssimo. — Jackson respondeu, confiante. — E você é...?

— Caleb. — ele disse, com aquele ar relaxado. — Bem-vindo ao circo de Rosewood.

Isaac se aproximou devagar, sem se envolver muito. Caleb logo percebeu. — Ah, esse é o Isaac. — disse, apontando. — Jogador de lacrosse. Quieto, mas gente boa.

Jackson sorriu para Isaac, mas ele apenas fez um aceno curto com a cabeça, voltando a caminhar.

Na biblioteca, as quatro meninas estavam reunidas em torno de uma mesa, mas o clima era pesado

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Na biblioteca, as quatro meninas estavam reunidas em torno de uma mesa, mas o clima era pesado. Os livros estavam abertos, mas ninguém de fato estudava.

— Vocês sentiram? — Emily disse baixinho. — Todo mundo olha pra gente como se fosse um zoológico.

— Eles não olham só pela Davina. — Hanna suspirou. — Eles olham porque A fez a gente parecer um espetáculo.

Spencer fechou o livro com força. — Eu não vou ser controlada por mensagens anônimas. A pode tentar me assustar, mas eu não vou parar até descobrir quem é.

Aria mordeu o lábio, ansiosa. — E se descobrir custar caro demais?

As amigas se entreolharam. Nenhuma queria admitir em voz alta, mas o medo estava lá, sempre rondando.

De repente, o celular de Hanna vibrou. Ela puxou o aparelho, e todas se inclinaram para ver a tela.

"Tão unidas sem sua líder? Vamos ver quanto tempo isso dura. –A"

Um arrepio percorreu as quatro ao mesmo tempo.

No campo, mais tarde, Jackson foi apresentado ao time. O treinador parecia animado com a chegada do novo aluno, e Jackson não perdeu tempo mostrando habilidade. Cada movimento parecia calculado para impressionar.

Isaac, que já fazia parte do time, observava com frieza. Quando Jackson marcou um ponto com facilidade, os colegas gritaram em comemoração. Isaac, no entanto, apenas ajeitou o uniforme, tentando não demonstrar irritação.

Durante uma pausa, Jackson se aproximou dele. — Você joga bem.

Isaac levantou os olhos. — Você também.

— Ótimo, então não vamos competir, vamos ganhar juntos. — Jackson deu um tapinha no ombro dele, mas Isaac não respondeu. Apenas voltou para o campo, sério.

Na saída do colégio, Luca Salvatore estava cercado de amigos, como sempre. O sorriso metido, as roupas caras, a aura de popularidade. Mas, por dentro, ele estava em pedaços.

Os cochichos sobre sua irmã nunca paravam. "O corpo nunca apareceu... será que ela morreu mesmo?"

Jason, um de seus melhores amigos, se aproximou. — Você está bem?

Luca forçou um riso. — Claro que estou. Eu sou sempre o melhor, lembra?

Jason não comprou a mentira, mas não insistiu. Sabia que Luca nunca deixaria ninguém ver suas rachaduras.

Enquanto isso, longe dali, Davina observava tudo pelas palavras de Jackson, que naquela noite relatava a ela cada detalhe da chegada ao colégio.

— Você devia ter visto, Davi. — Jackson contou. — As meninas... estão cada vez mais pressionadas. E o seu irmão, Luca, ainda tenta se segurar, mas eu percebi que está sofrendo mais do que mostra.

Davina mordeu o lábio, inquieta. — Não quero que elas desmoronem. Nem ele.

Isaac a olhou de canto. — Então precisamos agir antes que A vá longe demais.

Ela fechou os olhos, respirando fundo. Ainda não sabia como. Ainda não sabia quando. Mas uma coisa era certa: esse jogo estava só começando.

 Mas uma coisa era certa: esse jogo estava só começando

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