Visita ao Rkive

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Mãos macias apertavam, unhas arranhavam minhas costas e sua boca deixava mordidas, mas não me importava com isso, desde que eu fosse dela e ela minha.

Essa noite ela era. Toda sorrisos e vestido preto colado que chegava ao meio das coxas e me fazia fantasiar muitas coisas.

-Vai continuar sua tortura? –Indaguei sentando no sofá e vendo-a caminhar até mim, maliciosa.
-Você me tortura também. Com esse peitoral aparecendo. –Sn sentou-se sob minhas coxas e o tecido de sua roupa subiu, dando-me uma visão privilegiada do lugar que mais desejava conhecer nesse mundo.

-Você sempre provoca e corre. O que faço contigo? –Brinquei deixando um tapinha na coxa dela e arrancando uma gargalhada da mesma.
-Você não 'tá sabendo pedir. –Sussurrou mordendo meu ombro.
-E o que falta minha deusa? Já pedi com jeitinho, tentei até roubar carinho seu. –Pausei tentando organizar meus pensamentos. -Você é malvada demais. –Brinquei sentindo meu corpo arrepiar com os lábios dela passeando por mim.
-Têm coisas que são tomadas a força. –Retornou levantando, me deixando pasmo de olhos fechados, aguardando por mais.

Uma fera a espreita que me olhava com luxuria e desdém.

Sn era travessa e esse sonho parecia real demais. Por aqui ela usava o inglês gostoso que ouvi no parque e estava sempre sorridente, provocante, feliz.
-Quero você na minha cama. –Resmunguei e ela riu, como sempre.
-Vivo na sua cama. –Retrucou pegando o copo de Whisky da mesinha ao lado e dando um gole, fazendo uma careta fofa após.
-Não do jeito que quero! –Continuei me pondo de pé e tomando o copo da mão dela, bebendo o restante.

-Do seu jeito é mais gostoso, Joona. Mas do meu fica divertido. –A mordidinha no lábio e aquela língua linda passando por ele, me fez puxa-la para meu colo. Sn enlaçou minha cintura com as pernas e agarrou meu pescoço roubando meus lábios para si.
-Vai me torturar até quando? –Perguntei sentando-a no encosto do sofá, ainda entre suas pernas.
-Quando você perceber que não quero ser boazinha e sim mandada.

Era um jogo de dominações e claramente eu, Namjoon estava perdendo! Precisava reverter aquilo antes de o sonho acabar.

-Quer que eu seja o que tenho vontade? –Indaguei entregando-lhe tudo em mim. Essa danada me tinha nas mãos, mandava e eu nem percebia.
-Se a sua vontade for ser um Daddy. Sim!

Dessa vez quem riu fui eu. Sn me dominava com o olhar e aquele par de coxas me tirava do eixo, só poderia ser de propósito!
-Desce. –Mandei parando de rir e usando a cara mais séria que tinha.

Sn me olhou com luxuria e desceu mordendo o lábio.
-'Tô sendo fofo contigo e te tratando com carinho. Mas você 'tá querendo ver um outro lado meu. –Sussurrei entrelaçando meus dedos em seus cachos. –Você vai ter exatamente o que 'tá pedindo e eu espero que você aguente! –Finalizei deixando dois tapas nas coxas que me enlouqueciam e ela gemeu baixinho enquanto o fazia.

Era isso. Ela só precisava ser desafiada. Literalmente um homem que fosse mais homem que ela.

Senti Sn amolecer em meus braços e puxei-a para o sofá enquanto nos beijávamos. Minhas mãos passeavam por suas curvas e o cheiro de pêssego invadia o ambiente, mas ela não deixava barato. Tocava meus pontos mais sensíveis e isso me fazia tremer na base.

Precisava dela.

Precisava demais dela.

Só imaginar não saciava minhas vontades, tinha que sentir como era. O quão quente seria ter e ser dela.

A menor afastou meu corpo do seu e me empurrou sentado no sofá.

-Quem manda em você, sou eu! –Resmunguei tentando levantar, porém ela foi mais rápida, sentando em meu colo.
-Gosto quando manda. Quero você sendo Rm na minha cama.
-Rm?
-É. Um homem grande, mandão que me domina.

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