Pequeno grande trauma

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O capítulo seguinte pode contar gatilhos para algumas pessoas em específico, falaremos de algo fictício, que não possui quaisquer relação com a vida pessoal/privada dos personagens citados. Se algo ocorreu com você, meu amado leitor, sinto muito que existam pessoas tão imundas que chegam ao ponto de ferir física e psicologicamente. Te desejo cura e liberdade, mas saiba também, a culpa nunca foi, não é e jamais será sua. 

Sinta-se amado (a)  e livre todos os dias de sua vida. 

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Meus dias em Portugal sempre estiveram em contagem regressiva, mais perto do fim que do começo, mas comecei a sentir o chão se abrindo quando voltamos ao hotel, depois de ela dizer que me amava e o celular de Sn não parar de tocar. 

Perceber sua resistência em atender Bang, me fez cair na real de que aquelas ligações ocorressem com certa frequência. Meus instintos gritavam para que eu desse um jeito de descobrir o teor das conversas, tendo a noção de que Bang gostava de mulheres mais jovens, me preocupei com a situação podendo tomar um caminho meio errado, mas também me dei conta de que era sobre Sn que estávamos falando, e sendo ela, ele não chegaria muito longe com um assunto desses. 

Depois de colocar o celular no modo avião, ela virou em minha direção, estendeu os braços até meu pescoço e fiz questão de me agarrar em sua cintura e deixá-la o mais pertinho possível, conseguindo erguê-la do chão até sentir suas pernas rodearem minha cintura e minhas mãos buscarem apoio para que ela pudesse permanecer ali, daquele jeito, coladinha em mim como se nada além daquele toque fosse realmente necessário.
-Até me aperta o coração quando penso que você vai para longe de novo. -Sussurrou no meu ouvido, deixando beijinhos em meu pescoço. 
-Vem comigo? Te deixo num cantinho só nosso e ficamos juntos. -Intervi sentando-a no balcão de canto, ainda permanecendo entre suas coxas.
-Ninguém me dá sossego de longe, imagine se eu estiver perto? -Brincou.

Os tons de deboche dela eram meus favoritos, sempre havia uma piadinha inocente pronta para pular de seus lábios e o que mais me encantava era não haver um momento certo para aquilo acontecer, era na hora mais aleatória possível e eu sempre me surpreendia, embora ficasse esperando por isso ansiosamente. Sn era cheia de vida e tudo em mim tinha uma grande tendência para ser caidinho por ela, menos uma parte especial, que ela sempre conseguia manter de pé.

Ainda sentada no balcão com meu corpo entre suas coxas, as mãos macias aproveitaram para passear em meu rosto, com tanto carinho e cuidado que me senti no paraíso só por poder aproveitar aquele momento, olhando nos olhos dela e sentindo nossa química pisotear meu coração e seus dedinhos brincarem em minhas pintinhas, até o biquinho dela alcaçar a que fica baixo do meu lábio inferior.
-Sabe que é muito fácil se apaixonar por você, não sabe? -Perguntei baixinho, encarando-a.
-Você é ainda mais fácil de amar. -Retrucou alcançando a barra de minha camisa, só para arrancá-la de mim sem qualquer cuidado. -Parece que você sempre está pronto pra mim. -Resmungou mordiscando o lábio.
-Eu acho que sim, nós viveríamos fazendo chameguinho o tempo todo se tivéssemos a oportunidade. -Ironizei ganhando uma gargalhada dela.
-A culpa é toda sua, peitudo gostoso do cacete!

Um tapa ecoou pelo quarto, mas era ela estapeando meu glúteo esquerdo, ou pelo menos tentando fazer isso, algo que jamais me constrangia se fosse vindo dela, assim como estava sendo. 
-Você é uma delícia em todos os ângulos, roupas, cheiros e lugares. -Brinquei puxando a boca para a minha, estando longe, eu me martirizava todos os dias observando aqueles lábios por fotos, vídeos e chamadas e me agoniava só em pensar que demoraria para tocá-los novamente e talvez nem me houvesse mais chance de o fazer.

Era meu beijo favorito, com o carinho e as mãos passeando, o toque especial de língua na medida certa, que só ela sabia fazer e toda aquela brincadeira que nossa química produzia estando juntos. Tudo em mim era inclinado para ela e não me passava nada na cabeça além de tê-la ao meu lado todos os momentos de minha vida,  me arrepiando, me envergonhando com sua língua afiada e me deixando todo bobo, como se realmente, meu ser estivesse esperando por aquela pessoinha especial com cheiro de pêssego, que havia se materializado diante de meus olhos.

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