Vegas murmurou incompreensivelmente com as pálpebras fechadas enquanto sentia algo deslizar de seu umbigo e serpentear até seu peito, rodeando a auréola e estranhamente sendo colocado dentro de um lugar morno. Abriu os olhos e os fechou rapidamente ao sentir a claridade do cômodo afetar sua visão recém despertada, mas retornou a abrir rapidamente ao sentir uma parte específica do seu peito ser puxado com força.
Droga, aquilo ardia pra caralho.
Levantou a cabeça e primeiramente tentou não se assustar ao ver um punhado de cabelo se mexendo e relando na sua pele, depois tentou não se assustar mais ainda ao ver Pete em cima de si olhando-o de forma divertida ao mesmo tempo que abria a boca, passando a língua ao redor de seu mamilo como se estivesse tentando aliviá-lo da dor sofrida segundos antes. Dor esta que ele mesmo causou.
"C-como você chegou aqui?"
Questionou, sua voz saiu em perfeito estado e agradeceu mentalmente pelo fato de não parecer mais o pato Donald. Pete soltou risinhos deixando-o sem respostas voltando a mergulhar a boca no mesmo lugar de antes e descansando a palma direita em cima de sua calça, exatamente onde seu pau permanecia meio acordado igualmente ao Kornwit. Vegas grunhiu e agarrou sua cintura forçando-o a colar mais seus corpos.
"Eu não sei o que está acontecendo, Pet', mas não para." Praticamente choramingou e impulsionou mais o quadril contra a mão do professor, sentindo-o pressionar mais. "Por favor..."
Pete ondulou a parte de baixo e Vegas gemeu arrastado ao sentir perfeitamente ambas as intimidades entrando em atrito mesmo escondidas dentro da roupa. Droga, aquilo era muito bom.
Queria pensar sobre o motivo de não conseguir se lembrar de como conseguiu a proeza de levar o homem mais velho finalmente para sua cama ou o fato de que o lugar parecia poucamente diferente do habitual quarto que vivia, mas não conseguia raciocinar bem enquanto tinha o Saengtham chupando seu peito como se tivesse com fome e se roçando nele.
"É desse jeito que gosta, Vee?" Assentiu sem demora, removendo uma das suas mãos da cintura fina e sobrepondo nos fios negros do outro. Mordendo os lábios ao vê-lo inclinar a cabeça para olhá-lo e mais uma vez mordendo o biquinho inchado levemente antes de soltá-lo. "Sabe que não podemos fazer agora, preciso trocar a fraldinha de Payu. Ele já está chorando."
Pete trocou a feição de excitação para uma parecendo cansada enquanto se levantava sem dificuldade alguma, ignorando totalmente o Kornwit esticado no colchão sem camisa e a calça mais que apertada em certo ponto, causando um certo alerta dentro de sua mente. Ele tinha mesmo lhe deixado de pau duro e abandonado- em seguida para trocar a fraldinha de Payu?
Piscou atónito se dando conta.
Quem caralhos era Payu?
Repentinamente o choro do que parecia um recém-nascido invadiu e ecoou por todo espaço até sua audição, Vegas levantou da cama rapidamente ao notar que Pete estava pra sair do quarto e segurou em seu pulso puxando-o para trás, fazendo-o fixar seus olhos escuros nele.
"Pete..." Um som instigando-o a continuar sua fala se fez presente. "Quem é Payu?"
Recebeu um sorriso com direito a covinhas e quase se desmanchou ali mesmo, se não fosse por ter vivido segundos atrás, apenas por aquele sorriso nunca seria capaz de imaginar que o homem fosse alguma outra coisa além de inocente e fofo.
"Você sempre se esquece disso, que ótimo pai fui arrumar." Recebeu um selar pequeno na pontinha de seu nariz. "Ele é seu filho de dois aninhos."
Como assim? Porra, ele não tinha filhos e muito menos capacidade pra querer entrar em um relacionamento!
Aquilo só podia ser um pesadelo ou uma brincadeira de muito mau gosto.
Vegas sorriu amarelado soltando do pulso alheio e observando-o se afastar pela porta que estranhamente começou a crescer de tamanho assim que a imagem do Saengtham sumiu, deu passos para trás e a porta simplesmente cresceu completamente engolindo-o.
"Eu achava que era estranho, mas você superou."
Abriu as pálpebras bruscamente e segurou no travesseiro do sofá antes de rolar para o chão, caindo do estofado em um susto ao ver o nariz do seu irmão praticamente tampando sua visão.
Suspirou de alívio. Aquilo tinha sido apenas um pesadelo, nunca que teria filhos e criado um laço romântico com alguém, Pete também se enquadrava na lista.
"Por que estava me olhando tão perto assim, idiota?" Murmurou alto o suficiente para ele lhe ouvir, começando a se levantar e voltando a sentar no sofá. "Tira foto na próxima."
"Você começou a gemer e depois repetir um nome que nunca vi, pensei que estivesse delirando por conta da gripe."
Macau deu de ombros se jogando ao seu lado e só então Vegas pôde perceber a pequena bolsa de gelos na sua mão direita, que logo foi posta sobre o olho colorido de roxo e meio inchadinho.
"Quem é esse tal de Payu?" Inclinou a cabeça para trás confuso, Macau revirou os olhos. "Desistiu de Pete? Estavam se comendo horas atrás na varanda, que superação rápida do tipo...uma hora."
Ele havia dormido no sofá por uma hora e sonhado com aquilo?
Suas bochechas esquentaram enquanto negava freneticamente para o irmão curioso e com o olho pintado das cores roxas.
"Eu não superei Pete em nada. Só preciso dele na minha cama e só." Fez cara de emburrado ao ver o olhar desconfiado do outro. "Sonhei que tinha um filho com Pete. Sonhei não, está mais pra pesadelo."
"Caralho, já está sonhando que cria uma família com ele? Que fofo, irmãozinho."
Vegas não se importaria nenhum pouco em mudar o saco de pancadas de dentro do seu quarto para a imagem do irmão. Talvez devesse agradecer a Venice por ter adiantado seu trabalho em socar aquele rostinho angelicalmente idiota do Theerapanyakul mais novo.
"Se ver Venice, agradeça a ele por não ter apanhado mais."
Riu da careta recebida e se acomodou mais no estofado com a meta de querer se fundir com ele.
"Engraçadinho." Macau tirou a bolsinha de gelo do olho acertado e colocou sobre a mesa de qualquer jeito, voltando a mirar em Vegas em seguida. "O que Pete veio fazer aqui? Ele me perguntou o endereço mas não quis falar o motivo. Vocês foderam?"
"Ele me trouxe alguns remédios e as anotações da aula." Mordeu a língua, repetindo seu velho hábito de não tentar pensar demais. "A gente apenas tomou algo juntos e beijamos lá fora, apenas isso. Se tivéssemos fodido, ele ainda estaria desmaiado na minha cama."
"Você se acha muito pra quem nunca teve uma relação sexual."
Deu de ombros. Não era culpa dele se cresceu ouvindo de todos que era bom em tudo que se dedicava, então se dedicasse a dar prazer para o Phongsakorn, não seria culpa dele o homem ter visto estrelas durante o ato ou deixá-lo tão satisfeito que ele não conseguisse ficar duro com mais ninguém além do Kornwit.
"Se você acha."
"Não é engraçado?" Soltou um grunhido no fundo da garganta instigando-o a continuar e falar de uma vez. "Fiquei sabendo que aquele loiro que estuda na mesma sala que você, Arm, ele faltou ontem e hoje mas Pete pareceu preocupado demais em levar remédios pra uma única pessoa que nem ligou se Arm também estava doente. E ele mora literalmente do lado da casa um do outro."
Arm era um dos melhores e também tinha ficado acamado ao mesmo tempo que si, mas o professor ignorou a existência do vizinho/aluno e apenas decidiu gastar dinheiro com remédios exclusivamente pra ele, apenas com Vegas?
Não queria pensar demais sobre isso, mas aquele olhar idiotamente sugestivo do irmão não ajudava em nada. Sentiu um misto de alguma coisa acontecendo dentro de seu estômago, não era sensação de ansiedade ou muito menos a sensação de que estivesse começando a ter vontade de ir ao banheiro, era uma sensação parecida como...satisfação e alivio.
Estava mesmo se sentindo feliz por saber que Pete pensou somente nele mesmo que outro estivesse igualmente adoentado e mais perto? Droga, não deveria ter a sensação de borboletas voando por todo centímetro e canto do seu corpo.
VOCÊ ESTÁ LENDO
professor Pete
FanfictionVegas encontrava-se completamente obcecado pelo seu professor de artes, Pete. Desde o momento em que ele entrou na sala de aula pela primeira vez, Vegas sentiu uma conexão imediata, uma atração magnética regada a pensamentos invasivos que desviava s...
