“Oi, Vegas.”
O mencionado abre o melhor sorriso que poderia oferecer, não demorando a dar passagem para o Phongsakorn entrar dentro da residência. Claro que não deixou de examiná-lo da cabeça aos pés, frente e atrás, quando a presença passou por si, o perfume masculino parecido com café incendiou sua narina e lhe fez arrepiar os pelinhos da nuca.
Vestido com uma jardineira jeans com um símbolo minimalista de girassol no peito, o pano cobria grande parte dos pés do professor, escondendo o all-star preto e parte da camiseta roxa. Uma visão e tanto para ele.
“Olá, Pee.” respondeu certamente imitando o tom alheio enquanto se prestava a fechar a porta atrás de si, passando a chave na fechadura e colocando-a na mesinha que residia ao lado da porta. Seus passos se firmaram até o homem de pé, perto do sofá. “Desculpa te chamar assim repentinamente, pensei que gostaria de comer alguma coisa.”
“Você que fez os biscoitos ou comprou? Achei que não cozinhasse, não tem muita cara de quem tem experiência na cozinha.”
Pete murmurou meio baixo, pondo as duas mãos juntas em frente ao corpo em uma posição que Vegas achou um tanto quanto fofa. Os olhos percorrendo para o outro canto e ignorando seu encarar, talvez tentando evitar contato visual por ter dado a entender que o achava um desastre do pano de prato queimado.
“Bom, meu irmão e eu precisamos sobreviver de algo sem ser macarrão instantâneo.” sorriu para ele, ganhando um breve acenar de cabeça em concordância. Ficou parado por alguns instantes observando-o por inteiro e demorando no rosto meio corado. Droga, ele era tão bonito que se tornava quase impossível não querer tocá-lo ao menos um pouco. “Quer me comer na cozinha?”
Os olhos castanhos se tornando esbugalhados lhe fez balançar as mãos em frente ao peito, rindo de nervoso.
“Q-quer comer biscoitos na cozinha! Quero dizer os biscoitos, comer bisco-”
Uma risada entre’cortou seus tímpanos, interrompendo-o de terminar a frase e lhe fazendo fixar o olhar sem graça nos dentes alinhados do Saengtham. Ele tinha uma das palmas na barriga enquanto mostrava as covinhas na qual Vegas sentiu a necessidade extrema de enfiar as pontas dos dedos nelas.
“Isso me lembrou de algo…” Pete cantarolou sem dizer mais nada sobre o que trazia de lembrança, também não esperou quando caminhou para a cozinha já conhecida e abanou a mão sem virar para trás, chamando pelo dono da casa. “Vem.”
Como um verdadeiro cachorrinho abanando a cauda para o dono, Vegas o seguiu rapidamente e tomou a dianteira indo para onde tinha colocado o pote com a massa. Tirou o pano e Pete riu mais ainda quando viu o conteúdo, o Theerapanyakul fechou a cara e deu um soco de leve no ombro do homem.
“Porra, eu suei fazendo então finja que parece um coração.”
Desgostoso, colocou o recipiente para o lado e empurrou o corpo para cima, tomando impulso para sentar-se confortavelmente no mármore e roubar um dos biscoitos feitos. Pete levantou os braços se rendendo e também fez o mesmo movimento, capturando entre os dedos a massinha deformada e pondo-a entre os dentes antes de morder fortemente.
“Vegas…” antes que comesse, foi chamado e claramente deu prioridade ao outro do que segurava. “se eu tentar morder mais uma vez, vai quebrar meus dentes.”
“O quê-” levou o coração deformado na boca, tentando arrancar pelo menos um pedacinho por todos os lados. Sem sucesso nenhum, parou e jogou-o dentro da pia para que pudesse colocar as duas palmas no rosto, tampando-o de vergonha. “Desculpa professor, o cheiro estava t-tão bom que esqueci de morder…”
A voz foi abafada pelas mãos. Meu Deus, se sentia tão envergonhado nesse exato momento por ter convidado o — provável —, amor da sua vida para comer algo completamente imastigável ou que desse para ingerir, se houvesse um buraco no chão era certeza de que estaria com a cabeça entalada nele.
“Está tudo bem, antes de vir pra cá eu estava com alguns amigos da época de faculdade que moram longe em um restaurante perto da minha casa.”
Sentiu um carinho singelo ser depositado no joelho esquerdo, fazendo-o remover a tampa dos olhos para conseguir visualizar a imagem de Pete perto mas não tão suficiente. Suspirou entre o espaço dos dentes inferiores e superiores.
“Por que veio se estava com seus amigos? Não queria ter interrompido seu momento com bobagem que, aliás, nem deu pra comer.” o tom sarcástico e quebrado sambou na língua.
“Não é bobagem, posso encontrá-los em outro dia.”
Pete não parecia estar mentindo, o semblante reconfortante alcançou seu estômago e o fez sentir as famosas borboletas da ansiedade. Não sabia em qual momento passou a ser aquilo, mas definitivamente receber boas palavras do Saenghtam se tornou a melhor parte da sua vida e lhe trazia palpitações descompassadas no peito.
“Eu sou sua prioridade?” questionou impulsivamente.
“Você é meu aluno”, rebateu rapidamente, desviando as íris castanhas das suas.
“Não estamos no colégio, Pete.” Vegas voltou a ser impulsivo, segurando o queixo do outro entre o indicador e o polegar, puxando-o para restabelecer o contato visual. Sem demora, envolveu a palma da mão na nuca arrepiada e o puxou para mais perto de suas pernas, colocando-o entre elas sem dar tempo para o mesmo reagir. “Estou falando como pessoa, para deixar seus amigos que vieram de longe para te ver apenas para correr até mim, isso me faz sua prioridade?”
Pete se calou, uma das mãos repousando na coxa de Vegas e a outra jogada sob o grande mármore, a inclinação sugestiva o fez morder os lábios e soltá-los no instante seguinte.
“Eu vim pelos biscoitos, nada mais.”
Foi a vez de Vegas tomar uma atitude, revirando os olhos e voltando a encarar a imagem ereta do outro.
“Agora que viu que não dá para comê-los, vai embora?” Pete assentiu, mas permaneceu imóvel, sem tentar se soltar do aperto dos joelhos que o mantinham ali. “A chave está ao lado da porta, não estou prendendo você em minha casa, senhor Pete. Ou eu estou?”
“É um desgraçado mesmo, não é?”
Até tentaria interrogá-lo sobre o motivo de ter sido chamado de desgraçado, mas foi interrompido de qualquer fala possível quando seus lábios foram tomados por um beijo afoito e repleto de desejo. A boca de Pete escorria saliva ao que Vegas abria caminho para que sua língua fosse engolida vorazmente, seus cabelos agarrados com força pela mão do professor, obrigando-o a interromper o beijo e inclinar a cabeça, expondo seu pescoço imaculado.
“Eu não vou sair daqui até fazer o que foi dito, vim por comida e só vou sair daqui quando receber o que foi prometido.”
Pete sussurou rente a pele, deixando-o arrepiar dos pés a cabeça pela sensibilidade do baforada quente jogada nele. Recebeu uma mordida e gemeu em frustração pela provocação curta.
“Se for pra me comer, pode tirar seu cavalo-” Pete riu e deixou um selar casto onde mordeu antes de ficar mais uma vez em posição reta, encarando-o de forma risonha.
“Não disse sobre ser eu a comer algo nessa cozinha, Vegas.”
A mãozinha atrevida subiu para o laço da calça, desfazendo-o e puxando o cós minimamente para baixo, expondo o fato de Vegas não estar a utilizar nenhuma peça íntima enquanto lhe atendia na porta. Infiltrou os dedos para dentro, agarrando-o fortemente entre eles e empurrando-o para fora. O pênis saltou e Pete lambeu os lábios.
“Prometo que na próxima vai ter biscoitos.”
“Claro, posso bater a massa para você na próxima vez também.” Vegas abriu os lábios, vendo-o agachar o corpo até que estivesse prestes a circular os lábios gordinhos e delicados ao redor da cabeça ereta, fornecendo um tom rosado escuro enquanto expelia o pré-sémen ansiosamente. “vou garantir de te ensinar bem hoje.”
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professor Pete
Fiksi PenggemarVegas encontrava-se completamente obcecado pelo seu professor de artes, Pete. Desde o momento em que ele entrou na sala de aula pela primeira vez, Vegas sentiu uma conexão imediata, uma atração magnética regada a pensamentos invasivos que desviava s...
