Vegas batucava os dedos repetidamente no pequeno caderno em suas mãos e olhava para todas as alas do colégio em busca de algum vestígio do professor, tanto de Paul quanto de Pete. Torcendo para que desse de topa com o último, precisava se aliviar de alguma forma e ver apenas o rosto do homem na qual fazia seu estômago dar cambalhotas de serotonina extras já era alguma coisa para animá-lo naquela manhã.
Não foi tão difícil chegar a sala dos professores, e última também já que existia três delas para poupar que os educadores e inscritos no colégio transitassem pelos corredores enormes, tanto quanto pretexto de aluno para passear ou descansar na salinha depois de uma longa disputa com adolescentes mal-educados.
Bateu na porta e as vozes de dentro se dispersaram rapidamente, Vegas empurrou a língua contra os dentes do lado quando escutou um entre. A voz sendo reconhecida rapidamente e causando um revirar de estômago ansioso. Pete era mesmo surpreendente, até mesmo sua voz o fazia ficar ansioso. Dedilhou o trinco antes de rodá-lo e abrir, observando Paul e o Saengtham.
Pete estava no segundo andar sozinho com aquele homem? E pela cara antes do primeiro perceber que era Vegas e fechar a expressão, eles estavam se divertindo no que quer que fosse o assunto. Pressionou mais forte a ponta da língua, estendendo o caderno enquanto cravava seus pés a cada passo no chão em direção ao professor de artes. Ignorando o outro presente.
“Você me mandou entregar. Não achei que estivesse aqui, mas já que está…” Passou o polegar uma última vez na figurinha do ursinho azul Zangadinho colado na capa e colocou sobre o colo de Pete, que apenas o olhava duramente. “Seu caderno, Phi Pete.”
“Você é o Vegas, certo? Zack me falou sobre você ser o melhor aluno na matéria de química.” Acenou positivamente só então erguendo o rosto para Paul. Zack, seu professor de química, realmente gostava dele. Um senhorzinho fofo, deveria admitir. “É uma pena que esteja terminando o ano, queria te dar aulas e testar seu conhecimento na área.”
Vegas colocou um sorriso amigável com os dentes fechados, impedindo os homens da sua frente de saberem que estava arrastando a ponta da língua nos dentes. Descontando a frustração que crescia a cada vez que pensava na expressão de Pete quando recebeu seu olhar e a diferença de minutos antes do mesmo perceber que ele estava na porta.
“Ele é bom em qualquer área, menos na minha.” Sua íris contornou dentro das pálpebras e parou no Phongsakorn, observando-o com mais afinco. “Acho que deve ter algum problema comigo. Suas notas são péssimas.”
Claro que tinha problemas com ele.
Problemas na qual se resolveria em uma bela surra de pau no estacionamento do colégio, como em seus sonhos molhados, Pete amordaçado com as mãos pra cima e totalmente empinado no próprio carro. Entregue e a disposição sexual a qualquer momento que quisesse até Vegas enjoar de brincar.
“Eu facilmente sou distraído durante seu ensinamento.” Fechou o sorriso dando uma olhada de cima abaixo com afinco e voltando a fixar-se na expressão neutra, quase entediada. “Mas sou avançado nas aulas de artes, só não coloco em prática por estar ocupado.”
“Ocupado durante a aula do Piti?”
Teve que se controlar para não voar no pescoço do moreno ao lado após ouvir o apelido idiota que saiu dos lábios dele. Piti era o apelido mais escroto que havia escutado.
“Sim, ocupado com coisas mais interessantes que, com todo respeito, não vem ao caso para o senhor.” Cravou a unha na palma, fechando em punho sem ligar se tinha sido grosso. Deu mais alguns passos em direção a Pete enquanto ignorava a presença incrédula, se aproximou o bastante para sentir o calor corporal emanando até si e inclinou o tronco até estar colado em um de seus ombros.
“Eu preciso conversar a sós, depois da aula me espere no estacionamento.”
Murmurou baixo e escutou um suspiro parecendo cansado. Se afastou completamente e Paul já tinha mudado de posição sem ele nem perceber, tendo um livro em mãos e lendo entretido. Ignorando os dois.
“Se quer conversar comigo a sós não precisa se jogar pra cima de mim apenas pra dizer isso. Eu não sou surdo pra ter alguém sussurrando no meu ouvido.” O professor sentenciou rouco, cruzando as pernas e virando-se para frente. “Cinco minutos, é o máximo que vou esperar.”
Outch. Vegas não aguentou e fez beicinho, entretanto assentiu mediamente a circunstância em resposta. Ele não precisava ser tão cruel assim só por estar na presença de outro educador, mas tudo bem, não havia sido novidade levar uma patada
Pete ainda era Pete no final das contas. Irritado como sempre.
“Vou chegar em três.”
Foi a única coisa que disse antes de ficar de costas e sair em disparada para fora do cômodo, seguindo em rumo a sua sala sem pressa alguma mesmo que o sinal já tivesse soado. Agora só restava esperar até o final das aulas e encontrar com o mais velho.
Phi*: referência para alguém que é mais velho que si.
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professor Pete
FanfictionVegas encontrava-se completamente obcecado pelo seu professor de artes, Pete. Desde o momento em que ele entrou na sala de aula pela primeira vez, Vegas sentiu uma conexão imediata, uma atração magnética regada a pensamentos invasivos que desviava s...
