capítulo dezenove.

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“É claro que é sobre eu e você.” Soltou som gutural em falsa descrença e ironia. “Onde eu estava com a cabeça pensando que não era sobre nós? Essa onda de excitação confunde mesmo.”

Tentou dar uma desculpa esfarrapada para o deslize cometido. Tudo o que menos queria agora era fazer o professor pensar demais e decidir acabar com aquilo antes que se tornasse uma bola de neve sem controle achando que tinha feito-o ter ciúmes ou pior, imaginar que Vegas havia se apaixonado por acaso.

“Ainda bem que sabe.” Viu o sorriso transparecer assim como o aperto dos seus pulsos sumirem, mas ele ainda continuou mantendo seus dedos ao redor deles. “Se não for inconveniente para você, poderíamos agilizar nossa troca de favores? Ainda preciso dar aula amanhã e você comparecer ao colégio.”

Assentiu lento.

Certo, Pete estava pensando para frente e ele também deveria estar do mesmo jeito, sem pensar muito e fazer mais antes que recebesse um banho de água fria no próprio corpo por conta dos pensamentos frustrantes e broxantes. Se Pete tivesse mesmo um namorado, sentiria muito por ele mais tarde depois que levasse o homem para a cama. A culpa era do outro por ceder e não dele por querer seguir o fluxo.

Ergueu o rosto minimamente para frente selando suas bocas em um beijo calmo, sem contato além dos lábios se movendo em uníssono e procurando um ritmo melhor até que decidiu entreabrir, passando a língua devagarinho pela carne inferior do Phongsakorn em um pedido mudo para que pudesse tomar liderança.

“Não precisa pedir.”

Escutou o murmúrio e abriu os olhos, mirando a faceta alheia contendo levemente um resquício de luxúria enquanto devolvia o olhar. Sorriu ladino fechando as pálpebras rapidamente ao que se jogou para frente novamente e deu um jeito de enfiar a própria língua na cavidade bucal de Pete, enroscando-a na dele e explorando todo canto que poderia. Suas mãos se soltaram com brusquidão e agarrando a cintura do homem, o puxou contra si, tendo a ereção coberta batendo contra seu estômago e fazendo-o ofegar durante o ósculo. 

Pete queria mesmo lhe matar ou até mesmo enterrá-lo vivo, a língua com gostinho doce tinha sido o motivo para fazê-lo rodear e entrelaça-la de novo, capturando-a e tentando sentir mais o gosto de menta. A falta de ar parecia ter sufocado demais já que dado momento, o professor teve que forçar sua saída e se sentar em seu colo mesmo com suas mãos o segurando, respirando ofegante com um pouquinho de baba escorrendo no cantinho da boca que logo desapareceu ao ser limpado rapidamente.

Ninguém disse nada, o silêncio escurecedor se fez presente e tomou conta do espaço. O professor ainda não tinha vestido uma camiseta e provavelmente o cardigan de antes ainda estava em algum canto do carro, jogada e guardando a memória de horas atrás. Os mamilos permaneciam eriçados assim como os pelinhos existentes nos braços apoiados no seu estômago. Ele era uma gracinha mesmo em volta de tanta fumaça de excitação e ganância em obter o que desejava logo.

“Vai continuar admirando assim ou vai me dar o que quero?” Não conseguiu conter a risada fraca e recebeu uma encarada descontente. “O que é? Você ficou todo esse tempo enchendo meu saco pra ficar me enrolando?”

Vegas não precisava se considerar gênio para saber o quão desesperado o professor se encontrava por dentro para ser consumido de uma vez, ambos haviam chegado no topo do limite. Ele por estar colapsando de ter negado o tempo todo até não aguentar mais e o Korwnit colapsando de tesão acumulado por tantos anos se explodindo em apenas algumas horas de conversa, toques bobos.

“Eu até gostaria de permanecer admirando, senhor Pete…” Deslizou a mão para a bochecha do homem, esfregando ela ali num carinho gentil e inocente. “Mas eu quero muito ver sua reação experimentando ficar com seu aluninho que odiava até então, entre suas pernas.”

professor PeteOnde histórias criam vida. Descubra agora