Leidenschaft

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Olá, suas sem vergonha! Demorei, não foi? Mas estou de volta!

Principalmente para agradecer pelos 100k de visualizações! AAAAAAAA!!! Isso é um sonho. Quando comecei a escrever, eu jamais imaginei que minha história conquistaria tantas pessoas. Mas a verdade é apenas uma; eu não conseguiria sem vocês. Então muito obrigada! Vocês tem meu coração de todas as formas possíveis.

Por isso, teremos atualização dupla! Então comentem muito e compartilhem com os amiguinhos! SEM MAIS DELONGAS, vamos nessa? Capítulos bem musicais. Aproveitem e espero que gostem! Boa leitura. 🩷

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- Os sinais vitais estão subindo! - Eleanor falou com seriedade, o alerta claro em sua voz. - As ondas cerebrais indicam sérias alucinações.

Eu estava sentindo o medo me sucumbir. Edward não poderia fraquejar, não agora. O pior havia passado. Os olhares de todos eram apreensivos, mas a minha calma os manteve em aguardo. Com exceção de um. Hugh Spencer estava nervoso e era o menos produtivo de minha equipe, me olhava como temor.

- A pressão está em 16 por 11... - Ele exclamou.

- Acalme-se. - Eu pedi em um tom baixo.

- Céus, vamos perdê-lo!

Subi os olhos e encarei os dele, que engoliu com dificuldade. Archie e Eleanor se encararam, mas nada disseram. Eu sabia que a carga de energia exercida no cérebro poderia causar uma lesão cerebral permanente, mas eu não iria permitir.

- Recomponha-se e se for incapaz, saia desta sala imediatamente. Não vamos perdê-lo. - Eu disse, com a voz mais firme e segura que pude.

Ele assentiu freneticamente, erguendo o queixo para cima, tentando se manter no lugar.

- Mas o que faremos, Camila? - Archie retornou a dúvida.

- Não conseguimos ver. - Eleanor indicou o painel.

- Talvez... - Parei de ouvir quando a terceira voz soou.

Voltei a minha atenção para quem merecia tê-la. Senti um leve tremor que sua insegurança me gerou. As vozes começaram em minha cabeça, mas eu me desliguei completamente. Aquela criança era de Lauren, mas acima de tudo, era um ser humano. Eu precisava salvá-lo.

Respire, Camila... Feche os olhos, lembre de tudo o que aprendeu até aqui.

De olhos fechados e tomando um fôlego, usei aquele segundo para não permitir que minha mente fosse nublada. Lembrei de cada ato que me tornava boa no que eu poderia fazer. Cada livro, cada informação, cada aprendizado, cada pessoa que já pude curar. E pedi a qualquer intervenção divina pela concentração, desejando que absolutamente mais nada pudesse me roubar a essência que eu carregava em minhas mãos.

Minha mente entrou em foco e eu abri os olhos.

De repente, era como se tudo fosse escuro e só o que importava, estava iluminado. Tudo estava lá, Archie, Eleanor e Hugh, as luzes e as vozes, mas desligados em minha concentração. Meus olhos enxergaram a sala diferente, ficou silencioso e nada mais tinha foco, som ou visibilidade além de Edward Kraven.

No painel, era possível ver exatamente a indicação iluminando o lugar onde as células de DNA diferenciadas de Edward estavam, eu precisava remover aquela invasão. Nenhum deles estava vendo porque estavam com medo, assim como eu estava. Mas aquele medo para mim foi substituído pela determinação. E aquele era o momento.

Eu não poderia deixar ele partir ou se perder em uma loucura. Eu poderia melhorar ou piorar a situação, mas teria que arriscar e com os movimentos corretos e cuidadosos, fiz a remoção do que não deveria estar no cérebro daquela criança indefesa que confiou a sua vida a mim e todos os meus sentidos voltaram a regular.

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