Já param para pensar, mesmo que por um momento, que poderia o bad boy da sua faculdade ficar OBCECADO por você?
Bom, eu nunca tinha pensando nisso, até que aconteceu, até o dia que eu vi, Kayden Declan, o bad boy mais cobiçado da minha universida...
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Eu poderia me acostumar com Harper Morgan agarrada a mim, seus braços estavam ao redor do meu abdômen, e eu gosto da sensação disso.
Era para chegarmos em menos tempo, mas eu resolvi ir mais devagar que o habitual.
De qualquer forma, ela não estava acostumada a andar de moto.
Estaciono na cafeteria e a ajudo a descer, ela parece estar congelada por alguns segundos.
— Onde exatamente estamos? — Sua pergunta me fez sorrir.
— É uma cafeteria, chamasse Sweets Coffee — Ela engoliu em seco — Também é um moto clube a noite.
Ela arregalou os olhos, então abriu a boca, ela quase bateu o capacete contra o meu peito.
— Você só pode estar de brincadeira, de todas as cafeterias dessa cidade, você tinha que escolher logo essa? — Ela parecia estar com raiva.
Franzi o cenho confuso, eu escolhi essa porque passava muito tempo aqui, já que Asher fazia parte do moto clube.
— E o que tem de mais? O que essa cafeteria tem de mais? — Ela me olhou com raiva, mas não respondeu.
— Vamos entrar, tomar droga do café, vamos falar desse acordo idiota e vamos embora o mais rápido que pudermos.
Apenas balancei a cabeça concordando.
Harper ficava mais bonita quando estava com raiva, suas bochechas ficaram mais vermelhas, realçando as sardas que ela tinha, e seus olhos tinham um tom de castanho claro que chegava a parecer mel.
Ela é linda por inteira.
Dei espaço para que ela fosse na frente, ela parecia hesitante, seus olhos passavam por todo o lugar, como se estivesse procurando alguém, ou melhor, torcendo para não encontrar alguém.
Aquilo me chamou atenção, eu não sabia muito sobre ela, mas a cada momento que passava com ela, a sua vida toda e quem é ela, me deixava mais intrigado.
Quem é você ma belle?
Nos sentamos na mesa mais afastada, os olhos dela passaram pelo lugar todo novamente, então ela finalmente relaxou.
— Certo, vamos ao ponto, relacionamento falso — Ela apoiou seu queixo em sua mão e me encarou.
Meus olhos se prenderam em suas sardas na bochecha e na ponta do seu nariz.
Será que dá para contar quantas delas tem em seu rosto?
Eu adoraria tentar descobrir.
— Eu preciso que seja a minha namorada, por um tempo. — Constato olhando para as sardas em suas bochechas, e nem diretamente para os olhos dela.
Me inclinei mais sobre a mesa, e comecei a contar as sardas, já estava na sétima quando ela falou novamente desviando a minha atenção.