05| Ela pode ser meu tudo

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   Eu poderia me acostumar com Harper Morgan agarrada a mim, seus braços estavam ao redor do meu abdômen, e eu gosto da sensação disso

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   Eu poderia me acostumar com Harper Morgan agarrada a mim, seus braços estavam ao redor do meu abdômen, e eu gosto da sensação disso.

Era para chegarmos em menos tempo, mas eu resolvi ir mais devagar que o habitual.

De qualquer forma, ela não estava acostumada a andar de moto.

Estaciono na cafeteria e a ajudo a descer, ela parece estar congelada por alguns segundos.

— Onde exatamente estamos? — Sua pergunta me fez sorrir.

— É uma cafeteria, chamasse Sweets Coffee — Ela engoliu em seco — Também é um moto clube a noite.

Ela arregalou os olhos, então abriu a boca, ela quase bateu o capacete contra o meu peito.

— Você só pode estar de brincadeira, de todas as cafeterias dessa cidade, você tinha que escolher logo essa? — Ela parecia estar com raiva.

Franzi o cenho confuso, eu escolhi essa porque passava muito tempo aqui, já que Asher fazia parte do moto clube.

— E o que tem de mais? O que essa cafeteria tem de mais? — Ela me olhou com raiva, mas não respondeu.

— Vamos entrar, tomar droga do café, vamos falar desse acordo idiota e vamos embora o mais rápido que pudermos.

Apenas balancei a cabeça concordando.

Harper ficava mais bonita quando estava com raiva, suas bochechas ficaram mais vermelhas, realçando as sardas que ela tinha, e seus olhos tinham um tom de castanho claro que chegava a parecer mel.

Ela é linda por inteira.

Dei espaço para que ela fosse na frente, ela parecia hesitante, seus olhos passavam por todo o lugar, como se estivesse procurando alguém, ou melhor, torcendo para não encontrar alguém.

Aquilo me chamou atenção, eu não sabia muito sobre ela, mas a cada momento que passava com ela, a sua vida toda e quem é ela, me deixava mais intrigado.

Quem é você ma belle?

Nos sentamos na mesa mais afastada, os olhos dela passaram pelo lugar todo novamente, então ela finalmente relaxou.

— Certo, vamos ao ponto, relacionamento falso — Ela apoiou seu queixo em sua mão e me encarou.

Meus olhos se prenderam em suas sardas na bochecha e na ponta do seu nariz.

Será que dá para contar quantas delas tem em seu rosto?

Eu adoraria tentar descobrir.

— Eu preciso que seja a minha namorada, por um tempo. — Constato olhando para as sardas em suas bochechas, e nem diretamente para os olhos dela.

Me inclinei mais sobre a mesa, e comecei a contar as sardas, já estava na sétima quando ela falou novamente desviando a minha atenção.

— Falsa — Resmungou de volta.

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