Um mês antes...
— Senhor, a psiquiatra do hospital já está aqui.
— Ela acabou de dormir não pode ser depois?
— Infelizmente como não é uma psiquiatra particular não podemos pedir pra ela voltar depois..
Fui até a Mia e a acordei com calma, da última vez ela teve um pesadelo com a memória do nosso termino e eu não queria mais que isso acontecesse, ela ainda está confusa como o médico disse.
— Amor.. precisa acordar..
—... o que houve?
— A psiquiatra está aqui pra ver você... tudo bem?
Ela parecia estar tão cansada que me dava pena ter que acordá-la. Mesmo assim ela se sentou ainda de olhos inchados e assentiu.
— Onde está a Olivia?
— No berço, quer que eu pegue ela?
— Sim porfavor...
A enfermeira estava na porta esperando então eu apenas coloquei Olivia no colo da Mia e a dei um beijo rápido antes de sair do quarto.
Eu estava com aquela sensação outra vez, tinha alguma coisa muito errada mas aparentemente estava tudo bem. Talvez fosse só o estresse do dia eu apenas estou cansado.
— Tudo bem filho? Parece nervoso.
— Só estou cansado, muita coisa aconteceu ultimamente estou tentando me acostumar com tudo..
— Vai dar tudo certo, minha netinha é tão linda ah meu filho eu estou tão feliz..
Era engraçado ver minha mãe animada assim, ela sempre disse que gostaria ter outro filho e de preferência uma menina, sempre tratou a Mia como filha mas não era a mesma coisa.
— Eu também estou, depois do que aconteceu com a Sophia eu decidi que não queria ter mais filhos mas ela me fez mudar de ideia.
— O que houve com a Sophia foi uma fatalidade Infelizmente, eu não gostava da garota mas não queria que ela tivesse passado por aquilo. Espero que ela esteja bem.
Ficamos na sala de espera conversando por uma hora provavelmente eu já podia voltar ao quarto mesmo que ninguém tenha me dito..
Quando entrei a primeira coisa que vi foi Mia chorando ela estava estranha parecendo estar procurando alguma coisa na cama, aquele comportamento com certeza não era normal e eu me assustei antes mesmo de saber o que estava acontecendo.
— Mia?...Mia?!
— meu...meu bebê...onde está meu bebê?... onde?
Olhei pelo quarto e não vi a Olivia, a enfermeira entrou no quarto também estranhando a cena e eu me apressei em perguntar.
— Onde está minha filha?
— Eu não sei quando sai o bebê estava no colo dela... a psiquiatra já foi embora?
— Quando eu entrei não tinha ninguém aqui, onde está minha filha?!
Ela também parecia não saber e apenas apertou o botão de emergência, sai pelo hospital afora vendo se eu encontrava alguém suspeito ou conhecido procurando pela Olivia em toda parte mas não tinha ninguém.
Eu estava desesperado isso não podia estar acontecendo, alguém tinha sequestrado minha filha..
Quando voltei ao quarto haviam três médicos cercando a Mia e tentando acalmá-la mas ela estava fora de si, completamente descontrolada e chorando sem parar. Ela estava agindo como uma pessoa louca, minha mãe também a olhava com medo eu nunca tinha visto ninguém assim antes.
— NÃO TOCA EM MIM!.... EU QUERO A MINHA FILHA! ME SOLTA!
Os médicos conseguiram segurar ela enquanto ela se debatia, as lágrimas escorriam pelo meu rosto eu não sabia o que fazer, minha filha não estava aqui e eu nunca vi a Mia assim. Eles conseguiram aplicar uma injeção e aos poucos foi fazendo efeito.
—... minha filha... cadê minha filha?... Oli ela tá com fome.... onde ela ta?....onde...
Quando ela apagou eu finalmente consegui reagir, o diretor do hospital estava ali e a primeira coisa que fiz foi ligar pra policia e relatar o que tinha acontecido.
Meia hora depois os policiais e os investidores apareceram, pegando o depoimento da enfermeira, da minha mãe e dos médicos. Eu não conseguia nem pensar no que estava acontecendo apenas agia no automático minhas mãos estavam tremendo.
— Com as imagens da câmera talvez fique mais fácil de reconhecer, sabemos que foi uma mulher reconhece ela?
Ele me mostrou o vídeo da câmera do quarto e do corredor e mesmo com o rosto coberto não demorei dois segundos até reconhecer e eu não esperava por isso. Ela foi até Mia que ainda parecia sonolenta e disse alguma coisa que a fez chorar, depois arrancou o bebê dos seus braços com agressividade e saiu do quarto.
— Sophia..
— Quem é Sophia?
— Tivemos um caso por alguns meses, perdemos um bebê e a mãe dela me disse que eles tinham ido pra Inglaterra por causa da faculdade dela...
— Vamos olhar as câmeras da rua e analisar o caso, questionar a família e fazer o possível para encontrá-la por ser o caso de um recém nascido a investigação vai ter prioridade não se preocupe..
— E o que eu faço? Fico sentado e espero sendo torturado com a ideia de que minha filha não está segura?
— Infelizmente não tem nada que você possa fazer por enquanto... olha, eu entendo.. minha esposa acabou de ter um bebê também eu prometo que vou estar a frente desse caso.
Ele estava fazendo tudo o que podia dava pra ver que realmente se preocupava mas eu não sabia o que fazer nessa situação.. eu estava destruído, poucas horas atrás eu estava no paraíso e agora parecia que tinha descido até o inferno.
Voltei aí quarto pra cuidar da Mia e quando eu entrei minha mãe estava conversando com os médicos e chorando.
— Que bom que voltou meu filho, precisa saber da situação da Mia...
— Por causa do estresse e do trauma ela está catatonica, não sabemos por quanto tempo mas achamos que talvez quando ela ver a filha possa passar... mas se não... provavelmente é permanente..
Ela estava em estado vegetativo mesmo acordada eu não podia acreditar no que estava acontecendo.. eu não podia ter perdido minha filha e minha mulher no mesmo dia...
Sentia que estava prestes a surtar precisei me segurar para não cair e notando isso eles me fizeram sentar para não desmaiar. Eu precisava ser forte pelas duas, não podia me dar por vencido, meses atrás eu achei que estava tudo perdido e consegui dar a volta por cima, tenho certeza que vai ser igual desta vez...
Minha mãe me abraçou me deixando chorar tudo que estava acontecendo, estava tudo desmoronando e eu simplesmente não conseguia ter outra reação..
— Vamos encontrar ela, Mia vai voltar a ser como antes e vai ficar tudo bem filho...
Eu queria muito acreditar mas no momento eu não consigo fazer isso..
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Friendzone
RomanceOliver vive um conflito interno com seus sentimentos de uma vida toda por sua melhor amiga de infância Mia e vai precisar enfrentar seus próprios demônios para se encontrar. +18: Essa história contém conteúdo sexual explícito; gatilhos de todos os t...
