15 capitulo

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Fayola :
Depois do encontro com a Amélia,regressei para casa,ansiosa para ver minha avó que graças a Deus tem recuperado. Assim que adentrei,a casa estava silenciosa. Minha Avó descansava tranquilamente em seu quarto, enquanto Dona Nicha estava dedicada em preparar o jantar na cozinha e o Essanju terminando suas atividades no colégio.

Por instantes tive um Flasback de 5 anos atrás,quando mal tínhamos um cama para dormir e comida na mesa. Hoje temos um teto,não faltou comida na mesa um dia se quer nesses últimos anos. Me formei e tudo graças ao chefe Antônio.
****

___O tio Antônio veio?___Disse enquanto levava o copo de água a boca

___Não,mas ouvi o Alexandre dizer que ele viajou ___Disse dona Nicha

____Viajou para onde? Que estranho ele não me disse nada ___Disse surpresa

___Parece que ele queria  relaxar,estava muito tenso,foi para África do Sul.ter dinheiro é muito bom yah.__Disse dona Nicha

___Enfim. Eu vou buscar o Essanju no colégio,fique atenta a avó por favor ___Disse passando as mãos levemente em seus ombros

[...]

___Gosto quando vens no colégio me buscar meus colegas não param de te elogiar e as meninas a maioria te tem como inspiração ___Disse empolgado

____Hahaha muito fofo,mas eu não faço nada para servir de inspiração,tem muitas mulheres incríveis nessa sociedade em que elas deviam se inspirar,eu sou uma simples jovem que teve a sorte de encontrar alguém que me proporcionasse conforto.

____Falando nisso,o que você gostaria de fazer? __Perguntou Essanju Curioso

___Bem,primeiro eu gostaria de viajar dizem que viagens proporcionam experiências incríveis,depois eu gostaria de trabalhar,tenho vários projetos ligados à agricultura que gostaria muito de implementar em algum lugar. Hãm é só coloquei as viagens em primeiro lugar porque o trabalho rouba muito tempo e nos torna viciados então uma vez que começar a trabalhar não vou querer parar. E por fim  encontrar alguém que me ame intensamente kkkk

____sabes o que eu gostaria ?

___Hã,diz ___Disse curiosa

___Ir para o Moxico__Disse baixando o rosto

___Mas porquê? Não estás feliz aqui? ___disse estranhando

___Não é isso,é que nós saímos de lá faz muito tempo eu era uma criança,mas lembro-me que é lá onde nossa mãe foi enterrada e também que tenho a minha avó e meus tios lá,gostaria de encontrá-los nós vivemos como se não tivéssemos família ___Disse apreensivo

___Eu e a avó Albertina somos a tua única família,você não precisa daqueles desgraçados para nada.__Disse com um tom sério

___A avó Albertina,vai morrer a qualquer momento e nós como vamos ficar? Principalmente eu ___Disse olhando fixamente para mim

____Quando a avó se for ainda terás a mim,com aquela gente tu não deves nem podes contar para nada,por causa deles a nossa mãe morreu,eles nunca se importaram contigo,eles tiraram tudo que nós tínhamos. Essanju,enquanto estiveres sobre a minha responsabilidade você não vai pisar naquelas terras ainda mais na casa daquela gente ___Disse com autoridade

___Mas eles é que me fazem lembrar do meu pai .__Disse alterado

____Eras uma criança e não compreendeste na altura o que aconteceu mas eu vou te fazer lembrar. O teu pai prejudicou muito a nossa mãe, por causa da irresponsabilidade e maldade dele a nossa mãe contraiu SIDA,o teu pai sabia do estado de saude dele e nunca disse a nossa mãe para que ela se protegesse, o teu pai batia a nossa mãe como se fosse escrava, me maltratava porque eu não era a filha dele,a tua avó e os teus tios tiraram-nos de casa,receberam-nos tudo dois dias após o funeral do teu pai,que tipo de relação você quer com eles? __Disse com raiva

___O teu também errou e ainda assim você quer lhe encontrar .

____São situações completamente diferentes,o único erro do meu pai foi ter enganado a nossa mãe deixando-a grávida na mata em plena guerra,já o teu pai errou tanto mas tanto que como consequência dos seus erros a nossa mãe partiu cedo demais ___Disse aos berros

___Desculpa,eu não queria tocar nesse assunto mas eu me sinto sozinho ___Disse com voz de choro

___Eu sinto muito meu irmão,mas não serão eles a preencher o vazio que tens aí dentro ___Disse encerrando a conversa

[...]
Por volta das 20 horas me arrumei e fui até o bar onde Amélia estava,o lugar estava muito movimentado,pessoas por todo canto,uns bebendo,outros fumando,outros namorando e a maioria dançando

___Ainda bem que vieste ___Disse aos gritos me oferecendo um copo com uma bebida colorida qualquer

___Sabes que eu não bebo___Disse gritando por conta da música alta do local

___Existe uma primeira vez para tudo,hoje vais beber e romper esse cabaço ___Disse sorridente

Precisava descontrair,estava tensa e inquieta ao mesmo tempo,dei um gole na bebida que parecia com bom aspecto mas o sabor era amargo,pousei o copo na mesa e comecei a dançar com a Amélia. Minutos depois apareceram dois homens que sentaram-se próximos de nós,dois homens de boa aparência por sinal . No decorrer da noite nos juntamos.A noite estava a correr muito bem até que Amélia sumiu e eu fiquei apenas com o segundo homem,o relógio marcava 2horas da madrugada

___Eu sabia que a qualquer momento o meu amigo sumiria ele faz sempre isso ___Disse o homem

___E eu sabia que a minha amiga faria a mesma coisa,ela faz sempre isso ___Disse sorridente

____Estou exausto, acho que vou para casa, queres uma boleia ?

____Não.estou de carro e vou te confessar que pretendo ir para qualquer lugar menos para casa .__Disse com uma certa timidez

____Essa cara é de quem quer aprontar __Disse sorridente

Nesse momento já estávamos numa área mais silenciosa e menos movimentada,era a área vip do bar

___Estamos aqui os dois,e até agora não sabemos o nome um do outro ___Disse olhando para ele

___Nós os homens curtimos sem querer saber nomes,então contigo madame será a mesma coisa ___Disse sorridente

___Em outras circunstâncias eu ia me levantar e resmungaria o quão mal educado estás a ser comigo mas hoje eu quero ser diferente daquilo que tenho sido todos os dias ___Disse me aproximando e roubando um beijo

Assim que parei ele abriu um sorriso de satisfação e beijou-me de volta mas de forma mais intensa,foi acariciando meu corpo devagar.

___Tem um hotel aqui perto,topas ir para lá? ___Sussurou em meu ouvido

Por instantes fiquei receosa,ele é um desconhecido e eu nunca me aventurei dessa forma. Porquê eu quero fazer isso?

__Então não dizes nada?__Disse pela milésima vez

___So se for agora.__Respondi tímida

Caminhei até o balcão do bar e Pedi uma garrafa de champanhe é a única  bebida que podia entrar no meu organismo com facilidade por ser doce,o que eu pretendia fazer não podia fazer sóbria. Fui bebendo durante o caminho

___já chega mocinha,eu não posso fazer nada contigo em estado de embriaguez é crime ___Disse recebendo a garrafa de champanhe

___Mas eu não estou bêbeda __Disse sorridente

Chegamos no hotel ele pagou o quarto,subimos e assim que adentramos no quarto,ele retirou minha roupa,de seguida a dele e fomos para o banheiro,depois do banho ainda com os corpos molhados ele jogou-me na cama e começou a beijar delicadamente cada parte sensível do meu corpo...
No momento do sexo a penetração foi dolorosa no início mas por conta do álcool a excitação era maior que a dor...
[...]

Na manhã seguinte acordei com o sol batendo em meu rosto,uma terrível dor de cabeça surgiu, olhei de um lado e do outro tentando me lembrar o que aconteceu. Quando finalmente lembrei levei as mãos ao rosto, o lencol branco da cama do hotel tinha pequenas manchas de sangue

"__Como eu pude perder a virgindade com um desconhecido __Pensei"

Tinha um bilhete sobre o criado mudo
"se soubesse desde o início que você era virgem faria diferente..."

Vesti-me e fui para casa decidida a viver uma nova história.

A Procura de MirandaOnde histórias criam vida. Descubra agora