A procura de Miranda 35

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Fayola Flasback
Restaurante/Hotel

__A senhora já sabe o que vai querer para o pequeno almoço? __Perguntou o Garçon

___Estou com presa hoje sabe? Então vou querer apenas um café puro. __Disse com um leve sorriso entre os lábios

___O chefe disse para cuidarmos bem de si,então vou preparar um lanche e dar ao motorista para colocar no carro caso sintas fome __Disse retirando-se

Minutos Depois.

__Fayola?

Ricardo de Almeida,amigo de peito e de alma de chefe Antônio estava aí, elegante e com um semblante transbordando felicidades como sempre.

__Senhor,Ricardo!__Disse com um misto de sentimentos

Alguma coisa me dizia que ele sabia alguma coisa sobre Miranda, e Vê-lo novamente era como um triunfo.

___Oi,Fayola. Feliz em vê-la novamente __Disse abraçando-me

___Senta por favor,tome um café comigo __Disse indicando a cadeira

___Infelizmente não posso,vim para uma reunião mas podes ficar com o meu cartão,liga-me assim que poderes. Ou se não for problema posso ligar ao compadre para irmos jantar logo à noite.

___Ele já não está aqui, teve uma urgência lá no Huambo. Mas posso ir a esse jantar estou cansada de ficar nesse hotel ___Disse com cara de aborrecida

___Este é o meu número,quando forem oito da noite ligue para mim,por favor. Até mais..__Disse se dispensando

Flashback off

[...]
Será que ele sabe onde está o meu pai? Será que é dessa vez que eu vou conhecer finalmente Miranda?

Esses pensamentos tomavam conta de mim enquanto me arrumava. Assim que terminei chamei um táxi de aplicativo pois o motorista do chefe Antônio está mais para um informante. Quando cheguei ao local marcado,era um restaurante chique com vista a Assembleia Nacional,uma área muito nobre. Na entrada o porteiro pediu minha identificação após o sinal verde,o Garçon acompanhou-me até uma sala especial onde tinha apenas uma mesa familiar, era uma área restrita como a placa dizia "uma área especial". Ricardo de Almeida estava em pé olhando para alguma coisa, elegante como sempre num terno azul escuro, quando se virou estava com um charuto em suas mãos "Esse charuto Deve ser o auge da riqueza -Ri do meu próprio pensamento"

__Seja Bem-vinda,senhorita Miranda __Disse se aproximando com os braços abertos

__Obrigada!__Retribuindo ao abraço

Sentamos,o Garçon mostrou-nos o cardápio e para entrada frutos do mar acompanhado de vinho branco e queijos diversos.

__Então,Fayola. O meu compadre contou-me que  terminaste a formação em engenharia agrônoma e com excelente nota. Já começaste a trabalhar em projectos? Olha que a agricultura é a nova aposta do governo __Disse olhando fixamente para mim

__O teu compadre não quer que eu trabalhe __Disse após um longo suspiro

__Um erro. E não devias te submeter a isso. És muito jovem e agora a tua formação é arma mais importante que tens,devias aproveitar. ___Disse levando sua taça de vinho a boca

__Eu tentei,mas ele fez de tudo para impedir-me, o teu compadre pensa que eu sou propriedade dele, ele manda em mim, ele decide o que eu faço, como faço e com quem faço. Tudo porque me deu um teto,me deu uma formação e ajudou a minha família ___Disse irritada

__É notável que essa situação é desagradável para ti,mas porquê não saíste dela? Por quê Te permitiste chegar até esse nível de opressão?

__O que eu podia fazer? Eu não tenho ninguém. O chefe Antônio foi a única pessoa que abriu as mãos quando eu realmente precisava,talvez se não fosse ele eu já teria perdido a minha avó e o meu irmão, seria uma cawica como a minha mãe ___Disse com lágrimas escorrendo lentamente

A Procura de MirandaOnde histórias criam vida. Descubra agora