brincadeira no ônibus

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No ônibus de volta da escola,
Entre meu amor e meu amigo,
Eu me encontrava, desinibida e à toa,
Nossas mãos travavam um jogo antigo.

Conversas banais enchiam o ar,
Enquanto pensamentos ardentes surgiam em mim,
A mão na coxa, quase a tocar,
Na mente, desejos que não têm fim.

Competição silenciosa de mãos,
Entre risos e olhares cúmplices,
Em meio ao fluxo dos vagões,
O fogo do desejo se faz conivente.

O ônibus balança, a viagem prossegue,
Mas dentro de mim arde uma chama,
Entre o amor e a amizade, me entrego,
Neste jogo proibido, minha alma se inflama.

No aperto do banco, no roçar das mãos,
Sinto o calor da paixão incandescente,
Entre olhares furtivos, nós dois nos perdemos,
Neste jogo secreto, tão envolvente.

Meu coração acelera, o tempo parece parar,
Enquanto meu corpo se entrega à tentação,
Entre suspiros contidos, no ar a flutuar,
Exploramos juntos essa doce sensação.

E assim, no meio do vai e vem do ônibus,
Nos perdemos na dança dos desejos,
Um triângulo de cumplicidade e tabus,
Onde o proibido se torna nosso ensejo.

Neste banco estreito, entre dois amores,
Descubro um mundo de prazer e emoção,
No silêncio do ônibus, entre sussurros e suspiros,
Vivo a intensidade dessa inebriante paixão.

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