Capítulo 12 - A calmaria antes da tempestade

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[...]

Nezu estava curioso, mais cedo naquele dia Aizawa veio até ele com uma história bastante interessante. Quem imaginaria que existia um bar tão exótico. Gerenciado por um adolescente ainda por cima.

Claro, Nezu também acha que Aizawa foi bastante inocente, até porque, não há nada que eles possam fazer se o garoto é emancipado. Tentar colocá-lo sobre responsáveis adultos se ele tem se mostrado ser perfeitamente capaz de cuidar de si mesmo seria como dar um tiro no próprio pé.

E provavelmente, a reputação da Yuuei também cairia. E isso não é algo que possa ser levado levianamente, considerando todos os acontecimentos recentes.

Ele disse isso diretamente a Aizawa. E por isso ele pode dizer que o homem não gostou nem um pouco da justificativa.

Seus instintos animais lhe disseram que Aizawa pode tentar fazer algo estúpido novamente. Para um herói do submundo EraserHead era ingênuo, provavelmente porque ele raramente está no submundo, já que passa a maior parte do tempo na Yuuei.

De qualquer forma, apesar de ser emancipado, ele não deveria estar em posse de uma arma, e isso era uma boa evidência para pegar um possível vilão... ou vigilante, antes que se torne um problema mais sério.

Talvez ele passe lá mais tarde para adquirir uma evidência mais sólida além de apenas o testemunho de Aizawa.


[...]


— Obrigado Mori — Izuku agradeceu

Depois daquele fiasco com EraserHead, onde ele se descontrolou (apenas um pouco), ele deveria estar preparado para uma visita de algum oficial do governo ou ao menos um herói com influência maior.

— De nada. Por sinal, em que você se meteu para precisar de um documento como esse? — Mori perguntou, apontando para o Certificado de Registro de Arma de Fogo que Izuku acabou de guardar em uma gaveta.

Esse documento permite a posse de arma de uma maneira legal, claro, foi falsificado, mas Mori é muito bom no que ele faz. Então as chances de ele ser descobertos são ridiculamente baixas.

Izuku deu um sorriso tímido — Eu posso ou não sem querer ter apontado com uma arma para a cara de EraserHead e sem querer puxado o gatilho —

Mori piscou perplexo antes de rir

— Quem imaginaria. Bem, vou ficar um tempo sem vim. Dazai foi preso e preciso tirá-lo de Tártaro. Vejo você no próximo mês — Disse Mori antes de ir embora sem olhar para trás.

Izuku não se lembra quem era Dazai. Mas não é como se isso importasse para ele. Não agora.

Dando de ombros, ele voltou a terminar de lavar a louça quando o barulho do sino de fez presente, anunciando a entrada de alguém. Izuku olhou para a porta esperando ser Mori, mesmo que não tenha motivos para ele voltar. Porém ficou confuso quando não viu ninguém.

Izuku semicerrou os olhos e esperou por algum tipo de ataque, era EraserHead tentando algo?

— Isso é bem mais moderno do que eu esperava — uma voz se fez presente do seu lado esquerdo e Izuku se virou rapidamente pelo susto, dando de cara com algum tipo de rato humanoide bebendo o chá que anteriormente era de Mori. 

Izuku imediatamente reconheceu Nezu.

— E o que você esperava, Nezu? — Izuku perguntou em um tom entediado enquanto trocava a xicara dele por uma limpa adicionando o resto chá de menta que sobrou na garrafa para o animal... ou ele era humano? Híbrido funciona melhor... talvez ele deveria chamá-lo de leptospirose? Essa última ideia soou muito tentador para a sanidade de Izuku.

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