O pão que o diabo amassou

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[Alerta gatilho: Abuso/assédio]

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Está frio.

Tão frio.

Não sei se quero abrir os olhos, está dolorido até para respirar, não posso me mexer.

Espera...

Não consigo me mover.

Abro os olhos, no entanto não consigo enxergar logo de início, a luz reflete de todos os cantos sobrecarregando minha visão. Quando finalmente consigo me adaptar, percebo que na verdade é apenas uma lâmpada no teto reluzindo no gelo e metal das paredes.

Gelo...

Não estava nevando quando apaguei, onde estou?

Observo ao redor, há caixas e prateleiras, uma porta de ferro maciço e uma pequena janela de vidro grosso nela.

Só eu estou aqui.

Isso é bom, não sei quanto tempo tenho antes de ter uma puta hipoglicemia, isso devido ao alto consumo de energía para meu corpo se manter aquecido o suficiente. Se tivesse outra pessoa aqui, iria gastar mais energia me preocupando com alguém além de mim.

Ou me culpando por ter alguém tentando me salvar. É o mau de pensar demais.

Há sangue por todo o meu corpo, e minha camisa está rasgada. Lembro que senti algo me cortando, mas não consigo ver o que aconteceu, meus braços estão amarrados nos braços da cadeira.

Com certeza estou em choque, tudo parece tão surreal que dá vontade de rir.

— Olha só, me parece que a putinha protegida do Sr. Grayson acordou. — Um policial diz próximo ao vidro da porta antes de abri-la — Estava rezando pra você acordar, preciso de uma foto bonitinha pra provar que ainda está viva, meu bem. Ainda.

— Sr. Grayson... ele soa até importante quando fala desse jeito. — Pigarreio — Olha só, se quer usar essa putinha aqui de isca, sugiro ser rápido ou me tirar daqui. Vocês norte-americanos são meio burros, mas acho que sabe o que é diabetes, não sabe?  — Não custa tentar.

Ele se aproxima rápido demais — ou eu que estou lenta. A mão vem direto ao meu pescoço e começa a apertar com força, tirando minha capacidade de respirar.

Dói, mas não se compara a força que Damon usou aquele dia, ele não pode me matar ainda. É uma ordem, ele é apenas um dos lacaios, lembro que Will falou sobre a polícia corrupta.

— Ah, não posso te matar ainda, mas posso aproveitar mais esses peitos depois.— Ele começa a puxar minha camisa e quando olho entre meus seios, vejo algo branco grudado por cima de toda a minha tatuagem — Sua sorte é estar sangrando pela buceta, não quero manchar meu pau com esse sangue nojento.

Eu... eu fui...

Não, é muita coisa ruim para uma única vez, estou sonhando, é um pesadelo. Meu cérebro se recusa a acreditar que isso está acontecendo, e mesmo assim sinto o calor da adrenalina e da raiva espalhando pelo meu corpo.

— Você sempre fode as garotas desacordadas para que não percebam que é uma bicha ruim de foda? — DROGA DE BOCA.

A mão dele se fecha em um punho e me atinge direto na barriga, onde sinto latejar novamente. Ele foi direto onde estou ferida e ao me ver chorar de dor, pega o celular e aproveita para tirar a foto.

Lilith's nightHistórias para pegar e não largar. Descubra agora