A Segunda Constelação

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 "Dia 35

 Nosso grupo de rebeldes está ficando cada vez maior. Entretanto, ele me disse para eu encontrar com seu melhor amigo, que estava fundo no deserto. Aliás, era assim que acham essa parte do mundo onde a terra é composta por várias pedrinhas amarelas.

 De qualquer forma, eu fui até onde foi pedido. Humanos meio animais tentaram me fazer de presa, mas não foram capazes de me tocar. Eventualmente, deparei-me com um acampamento cercado por um muro de madeira alto. Bati no portão e chamei pelo nome que foi me contado "Flathor".

 Um solarsapien acima dos muros apontou seu arco e flecha para mim, tentei explicar o motivo de estar alí, mas ele não me deu ouvidos. Disparou precisamente na minha barriga. Fui alertado que ele podia ser "esquentadinho", só não esperava ser nesse ponto!

 A flecha dele doeu tanto...não somente pela temperatura dela, havia algo no seu interior que machucava meu ser por inteiro. Melhor eu ficar atento nas próximas vezes que encontrar esse tipo de arma.

 Ele chamou mais gente para me matar à distância. Fui forçado a entrar no seu acampamento. Dentro dos muros, enfrentei os que se aproximaram para combate corpo a corpo, evitei machucá-los ao máximo. Flathor decidiu vir até mim, nós dois nos socamos no rosto ao mesmo. Ele com sua água vermelha super quente, enquanto eu, com a minha habilidade natural. O resultado foi que aquele cara voou mais longe.

 Contudo, após a poeira ir embora e se levantar, Flathor caiu em gargalhadas dizendo que "Você sabe se divertir, bem diferente do Lohan! Ele já estaria todo irritadinho à esse ponto". Fiquei incrivelmente confuso, mas deixei a guarda baixa.

 Ele se desculpou oferecendo comida e água. Embora teria sido bom recuperar energia, recusei. Em seguida explicou o porquê da luta. Um teste. Nosso amigo em comum sempre me colocou em um patamar alto, então era para eu corresponder.

 Aparentemente, viramos amigos. Porém, o que me causa preocupação até agora são os motivos dele se juntar à rebelião. Foi lhe dito que seria dado uma posição de poder quando a gente acabar com a guerra. Isso não está certo."


 Restavam quatro dias até o desastre colossal. Somente após o amanhecer, encontraram sinal de civilização. Uma cidade média, cercado de metal, um castelo do mesmo tamanho daquele presente na Base Jaspe. Esta era Niardvar, onde a Base Lápis-Lazúli estava localizada. Aika diz:

 -Nero...eu estive pensando e...talvez eu deva ganhar uma Arma de ritual. Parece que encantar mentes não tem sido tão eficiente. E eu não quero ser um fardo! Consegue providenciar uma para mim?

 -Creio que não vai ser problema.

 Eles foram notados antes mesmo de chegarem na entrada, que foi aberta de antemão. Nero era reverenciado por basicamente todos, ele parecia estar confortável no meio de tanta gente. Mas Alicia também foi clamada! Ela se jogou na multidão dizendo:

 -Eu adoro essas Terras!

 -Sabia que ela era famosinha nessas bandas, mas isso é exagero!

 Comentou Fernan, talvez sentindo inveja. Não muito tempo depois, ela voltou pra carroça. Seguiram até o castelo no centro. Bateu no portão. Quem atendeu foi uma lunarsapien com a cara de alguém que acabou de acordar vestindo pijama e bebendo café em uma xícara escrita "Amiga incrível". Parecia ser um tanto mais nova que Flathor; tinha 1,75m; mesmo tom de pele que Aika e Gudo; olhos azuis claros como o céu de dia; cabelos lisos roxos que chegavam até os ombros. Ela cuspiu a bebida quando viu Nero, rapidamente fechou a porta, barulhos de coisas caindo podiam ser ouvidos. Ela retornou vestindo uma armadura de opala e safira pintada de azul cristal, diz fazendo a saudação da Legião:

A Mansão EclipseOnde histórias criam vida. Descubra agora