Capítulo 9

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Hyunjin estava sentado no chão da entrada do quarto de Jeongin, ele ficava pensando e repensando se ele deveria ou não levar o irmão a um médico. Ele sabia que os seguranças do dono do banco estavam à procura deles. Sabia que se fizesse qualquer coisa estaria pondo um alvo nas costas de toda a gangue. Ele já tinha até pensado em ir a um médico e ameaçá-lo para que ele tratasse o mais novo, mas era inútil porque eles nem tinham chances de entrar no estabelecimento.

O mais velho suspirou alto e olhou para seu irmão que dormia profundamente. O ferimento não era sério, mas ele poderia acabar pegando uma infecção, Precisava de tratamento. O que ele poderia fazer? Não sabia.

— Você precisa comer. — Jisung apareceu com uma bandeja nas mãos. — Na verdade, você precisa lavar suas mãos.

Hyunjin olhou para as mãos e viu que elas ainda estavam sujas do sangue de Jeongin. Ele recostou a cabeça na parede cansado e preocupado.

— O que eu faço, Ji? — ele encarou o outro.

Jisung colocou a bandeja no chão perto do outro e se afastou. Segundos depois ele retornou com um pacote de lenços umedecidos na mão e se sentou de frente para Hyunjin.

— Primeiro, você limpa as mãos. — o mais novo começou a passar um lencinho entre os dedos dele.

O mais velho o encarou e começou a chorar.

— Ah, não. — Jisung o olhou preocupado. — Você é um chorão.

Hyunjin recostou a testa sobre o ombro direito de Jisung. E ficou lá chorando enquanto o outro limpava os dedos dele em silêncio. Pouco tempo depois eles ouviram um barulho lá embaixo. Antes que eles pudessem se levantar e ver o que era, Lino e Chris apareceram na porta de Jeongin. Lino se aproximou e tocou a testa do outro, ele estava com um semblante preocupado. Hyunjin e Jisung se levantaram.

— Não briga e nem corta minha cara também. Eu sei o que está acontecendo. — Lino falava rápido. — Conheço um médico e ele tem uma clínica em casa, é extremamente privada. Se eu pedir, ele pode tratar o Jeongin sem denunciar vocês. Eu não vou contar para ninguém, eu prometo. Só me deixa-

Lino parou de falar porque foi puxado para um abraço por Hyunjin. O mais alto o apertou e chorou de alívio nos ombros de Lino, que estava surpreso demais para dizer algo. Os outros os olhavam meio surpresos, meio emocionados.

— É... — Lino deu um pigarro e Hyunjin o soltou.

— Vamos. — Hyunjin disse.

Ele olhou para Jeongin e o acordou de leve.

— Eu vou precisar carregar você. — disse gentilmente.

Jeongin nada disse, apenas estendeu os braços para Hyunjin e o mais alto segurou no colo, o mais novo enlaçou com as pernas a cintura dele igual a um filhote de bicho-preguiça agarrando a mãe. Hyunjin se levantou com cuidado e desceu as escadas com Jeongin nos braços. Os outros os acompanharam, Seungmin abriu a porta da saída e Lino destravou o carro.

Hyunjin colocou Jeongin sentado dentro do banco traseiro com cuidado e colocou o cinto de segurança.

— Chris, você precisa vir com a gente. Ji e Minnie, fiquem aqui e não saiam, estamos fechados.

— Certo. Manda notícias. — Seungmin disse.

Hyunjin deu a volta para entrar e se sentar ao lado de Jeongin. Chris se sentou no banco do passageiro e Lino já estava ao volante. Eles partiram sem demora. Eles não conversaram. Às vezes Hyunjin perguntava se Jeongin estava bem e este apenas acenava com a cabeça. Rapidamente eles chegaram, Lino se identificou e eles entraram, estacionaram no subsolo do prédio privado.

O Olho da RaposaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora