Capítulo 12

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O apartamento de Chris tinha espaço mais que suficiente para todo mundo. Os oito se alojaram confortavelmente e sem brigas, quase sem brigas. Afinal, oito homens reunidos juntos, sujos, suados e fedidos brigam quando querem usar o banheiro primeiro. Os sequestrados foram os primeiros porque a situação estava crítica e também porque Hyunjin ameaçou cortar todos eles enquanto dormiam.

Mas felizmente havia outros banheiros, apesar de que eram menos chiques que os das suítes. Só para constar, o apartamento de Chris tinha duas. Os outros tomaram banho, alguns juntos, nos banheiros mais simples e no final todos estavam limpos e cheirosos.

Chris emprestou roupa para todo mundo.

Depois eles pediram comida e se sentaram nos sofás espaçosos chiques da sala de Chris e esperaram pela comida.

— O que você e o cara da morte falaram lá em francês? — Lino perguntou curioso, ele queria perguntar desde que os homens foram embora no caminhão.

— Hummm. Eu agradeci pelo sobretudo, depois ele perguntou o que aconteceu e eu respondi que foi só um encontro de amigos com um pouco de sangue. — Hyunjin deu de ombros e se aninhou no colo de Chris. — Ah, ele perguntou se um de nós estava ferido e eu disse que não. Depois perguntei se havia problemas com o pagamento, até porque não confio no francês do Ji, mas estava tudo bem.

— Oh. — o fofoqueiro dentro de Lino estava satisfeito.

— E para onde vão levar a outra gangue? — Changbin perguntou. Ele estava sentado ao lado de Felix com um braço sobre os ombros dele.

— Não queira saber. — a gangue respondeu em uníssono.

— Poxa. — Changbin queria saber.

Hyunjin olhava para Lino e Jeongin que estavam juntinhos. Eles pareciam bem mais próximos agora e com certeza já havia rolado algo entre eles, os dois estavam de chamego para todo canto.

— Então... — Chris cortou o silêncio. — Essa situação acabou?

Hyunjin o olhou pensativo.

— Não diga que é perigoso para eu saber. É perigoso para todo mundo, até o Felix que nem estava no rolo foi sequestrado. — Chris estava cansado de ser deixado no escuro.

Hyunjin olhou para seus membros, para sua família. Seungmin acenou com a cabeça e Jisung também. Jeongin concordou de imediato.

— É claro que não acabou. Ainda há o banqueiro. — o cabeludo disse.

— O que vocês farão?

— Nós não podemos ficar e esperar até que ele venha atrás da gente, especialmente depois que ele invadiu nosso território e ainda nos sequestrou. Felix conseguiu ganhar algum tempo a nosso favor, mas não será para sempre. — Hyunjin respirou fundo e se encolheu, aproximou os joelhos perto de seu rosto e os abraçou encostando o queixo sobre eles. — Não imaginávamos que aquele covarde iria revidar. E nem sei porque ele revidou.

— Nós traçamos um plano perfeito. A segurança ter vindo também estava nos planos. — Seungmin disse.

— Pode ter relação com a denúncia que um funcionário fez alguns meses atrás. — Lino disse.

— O quê? — Hyunjin olhou para ele.

— Quatro meses atrás um funcionário menor do banco denunciou o banco para o ministério público alegando que eles não pagavam o salário já tinha vários meses. Ele trabalhava e não recebia nada. Ele não denunciou antes porque pensou que era um erro do sistema, mas depois viu que vários outros funcionários recebiam seus salários normalmente. — Lino explicou.

— Mas a denúncia foi arquivada. — Chris comentou. — E depois descobriram que o funcionário já havia sido desligado do banco na época em que ele parou de receber o salário. Mas veja bem, seus chefes não o informaram sobre a demissão, nem removeram o acesso dele ao banco. Ele trabalhou quatro meses e até o tempo que o processo foi arquivado sem receber nada.

Hyunjin riu alto, mas foi de raiva.

— Eu vou matar ele. — ele se levantou de supetão. — Preciso fazer uma ligação. Seungmin.

Os dois seguiram juntos rumo ao quarto de Chris e se trancaram lá.

— Ué? — Chris estava meio confuso.

— Acho que tem alguém vazando informações sobre a gente. — Jisung comentou.

— Por que acham isso? — Lino perguntou curioso.

— Porque foi tudo muito conveniente. Nosso ataque e esse problema com os funcionários? Tem coisa aí.

— Alguém vai ser cortado e eu acho é pouco. — Jeongin disse. — Queria eu ser aquele que vai cortar.

— Jinnie nunca deixaria você fazer isso. — Jisung comentou.

— Sempre perco a parte divertida. — o mais novo fez bico e deitou a cabeça sobre as coxas de Lino.

— Sempre perde a parte divertida? Você levou um tiro de raspão, foi levado para uma clínica clandestina e ainda voltou de lá com um namorado rico. — Jisung o julgava. — Tá achando ruim, monta sua própria gangue.

— Eu vou assumir o lugar do Jinnie quando ele se casar com o Chan, nepotismo.

Jisung olhou para Jeongin.

— Me diz uma coisa. Eu soube que você conheceu o Lino lá no estacionamento do bar chique e que ele tava junto com os amigos dele. Qual foi a primeira coisa que você disse para ele?

Jeongin virou a cara para a barriga de Lino, suas orelhas estavam vermelhas. Lino riu e deu um beijo na cabeça do mais novo. Os outros também riram.

— Ele disse que iria cortar nossas caras se tocássemos nas motos. Nós estávamos apenas admirando-as. — Felix disse enquanto sorria.

— Oh... Sinto muito, Innie.

— Pau no seu cu. — Jeongin murmurou contra a barriga de Lino.

~~

Quando Hyunjin e Seungmin voltaram a comida já tinha chegado, os outros comiam e conversavam alto. Mas logo a sala ficou em silêncio com a presença dos dois.

— E aí? — Jisung perguntou.

— Depois que comermos a gente conversa. — Seungmin disse.

— Qual é?! — Jeongin estava morrendo de curiosidade.

— Innie, eu realmente tô com fome após ter lutado, depois ter sido sedado, sequestrado e mantido preso. — Hyunjin respondeu com a boca cheia de pizza.

— Vem cá, meu amor. — Chris, que estava sentado no sofá, abriu os braços para Hyunjin e o mais novo se aconchegou lá.

Eles continuaram as conversas enquanto comiam pizza, bolo e lasanha.

O Olho da RaposaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora