Capítulo 2

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Pov Bucky

Caminhávamos pelos corredores daquele enorme bunker, cada passo ecoando de forma solene pelas paredes de concreto. O silêncio que Natasha mantinha era enlouquecedor, como se ela estivesse imersa em seus próprios pensamentos, alheia ao mundo ao redor.

A luz fraca dos corredores lançava sombras sinistras, criando uma atmosfera que combinava perfeitamente com a aura intimidante da Viúva Negra. Seu rosto permanecia impassível, mas havia uma tensão palpável nos ombros tensos e no olhar afiado que lançava ocasionalmente ao redor.

Eu me sentia como se estivesse caminhando ao lado de uma tempestade contida, sabendo que a menor mudança de vento poderia desencadear uma torrente de ação imprevisível. A presença de Natasha era opressora e magnética ao mesmo tempo, uma combinação de frieza calculada e um magnetismo que era difícil de ignorar.

Enquanto continuávamos pelo labirinto de corredores, eu me perguntava sobre os segredos que aquele lugar escondia, e sobre os segredos ainda maiores que Natasha mantinha para si mesma.

O som distante de máquinas e a respiração abafada do ar condicionado eram os únicos companheiros de nossa caminhada silenciosa. Cada passo parecia ecoar com significados ocultos, como se estivéssemos caminhando por entre os fios soltos de um enredo complexo e perigoso.

- Seus seguranças não estão aqui hoje? Onde estão?- Pergunto quebrando aquele miserável silêncio.

- Eu matei cada um deles.- Ela fala e eu a olho.

- E por que?- Pergunto olhando a mesma.

- São uns imprestáveis! Não sabem fazer o serviço direito então eu os matei.

Finalmente, chegamos à porta da sala de Natasha. Era uma entrada imponente, reforçada e protegida, como um portal para um reino de segredos bem guardados e decisões cruciais. Natasha não hesitou ao inserir um código complexo no painel ao lado da porta, desbloqueando-a com um som suave de mecanismos internos.

A sala além da porta estava iluminada por luzes suaves, contrastando com a escuridão dos corredores que deixávamos para trás. Equipamentos sofisticados e monitores piscavam silenciosamente, testemunhas silenciosas da operação meticulosa que Natasha conduzia ali. Ela adentrou a sala com passos firmes, sua presença preenchendo o espaço com uma energia que era ao mesmo tempo intensa e controlada.

Eu segui Natasha para dentro da sala, me sentindo parte de um mundo que poucos conheciam e menos ainda entendiam. Aquela sala era mais do que um quartel-general, era um reflexo da mente meticulosa e implacável de minha irmã, onde cada detalhe era uma peça em seu jogo complexo de estratégia e sobrevivência.

- Por que está aqui? Tommy não precisava de você?- Pergunto a observando.

Natasha se moveu com graça silenciosa até uma mesa de madeira escura no canto da sala, onde uma garrafa de whisky repousava ao lado de dois copos de cristal. Com movimentos precisos e elegantes, ela serviu duas doses, o líquido âmbar brilhando suavemente à luz ambiente. Ela entregou um dos copos a mim antes de se sentar em uma poltrona de couro próxima, indicando que eu fizesse o mesmo.

Ela levou o copo aos lábios, tomando um gole antes de falar, sua voz baixa e controlada.

- Tommy está seguro por enquanto. Ele tem proteção suficiente.- Ela fez uma pausa, seus olhos fixos no meu, avaliando minha reação.- Wanda é uma garota indefesa aqui dentro, Bucky.- Sua voz era cortante, carregada de frustração.- Há muitos homens e provavelmente pedófilos neste bunker. Ela não pode ficar aqui.

Natasha da um gole em seu whisky.

- Eu não posso simplesmente deixá-la à mercê desses homens.- Natasha continuou, seus olhos brilhando com uma determinação feroz.- Precisamos levar Wanda conosco. Não importa o quão perigoso isso possa ser.

Entre Armas e RosasOnde histórias criam vida. Descubra agora