Capítulo 27

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POV WANDA

Dois dias depois, estávamos voltando para casa. A viagem para a Disney tinha sido mágica e eu ainda sentia o calor do momento em que Natasha me pediu em namoro. Olhava para o anel em meu dedo de tempos em tempos, sorrindo como uma boba.

- Você está muito apaixonada por mim, não está? - Natasha provocou, sem tirar os olhos da estrada enquanto dirigia.

Revirei os olhos, mas não consegui segurar o sorriso.

- E você está muito convencida.

Ela riu, segurando minha mão sobre o câmbio do carro e acariciando meu dedo com o polegar.

- Só estou dizendo que é fofo te ver olhando para esse anel o tempo todo.

Suspirei fingindo irritação.

- Me deixa, Romanoff. Estou namorando uma mulher incrível. Preciso aproveitar essa sensação.

Natasha riu novamente, mas dessa vez não provocou. Apenas apertou minha mão com mais força, e ficamos em silêncio por alguns instantes, ouvindo a música baixa que tocava no rádio.

A estrada parecia infinita, mas era um silêncio confortável, do tipo que a gente aprende a valorizar quando está ao lado da pessoa certa.

- Já sinto falta da nossa viagem - comentei olhando pela janela.

- Podemos viajar de novo quando quiser - Natasha disse, dando um leve sorriso. - Qualquer lugar, qualquer hora.

Virei o rosto para encará-la, sentindo meu coração acelerar.

- Você realmente faria isso por mim?

Ela me olhou rapidamente antes de voltar a atenção para a estrada.

- Wanda, eu faria qualquer coisa por você.

E naquele momento, tive certeza de que ela estava falando a verdade.

Olhei pelo retrovisor e vi Tommy se mexendo no banco de trás, os olhinhos ainda pesados de sono enquanto coçava o rosto com as mãozinhas pequenas. Ele resmungou baixinho, tentando se situar.

- Já chegamos? - ele perguntou com a voz sonolenta, o rosto amassado de dormir.

Sorri e me virei um pouco para olhar ele melhor.

- Quase, meu amor. Falta pouco.

Ele piscou algumas vezes, ainda lutando contra o sono, e depois bocejou, apoiando a cabeça no encosto da cadeirinha.

- Tô com fome... - murmurou, a voz arrastada.

Natasha riu baixinho, olhando pelo espelho para ele.

- Que novidade - ela brincou. - O que quer comer, pequeno?

Tommy franziu a testa, pensativo e depois deu um sorriso preguiçoso.

- Pizza

Natasha soltou uma risada e olhou para mim, como se dissesse "você que lute".

- Podemos pedir quando chegarmos em casa - falei, rindo.

Tommy sorriu satisfeito e voltou a se encolher no banco, fechando os olhinhos novamente.

Suspirei, sentindo um calor no peito. Natasha dirigia com uma mão firme no volante e a outra segurando a minha, como se fosse a coisa mais natural do mundo. O carro seguia pela estrada e a noite lá fora estava calma.

Era engraçado pensar em como tudo tinha mudado. Quase um ano atrás, eu nunca imaginaria que agora estaria aqui, com Natasha ao meu lado e o filho dela dormindo tranquilamente no banco de trás.

Entre Armas e RosasOnde histórias criam vida. Descubra agora