Capítulo 33

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POV WANDA

Acordei sentindo o corpo inteiro dolorido, mas não de um jeito ruim. Era como se cada músculo meu tivesse sido testado ao limite. Suspirei, virando um pouco na cama, e encontrei Natasha ali, ainda dormindo, seu braço envolvendo minha cintura.

Sorri suavemente, observando ela. Seu rosto estava relaxado, os traços delicados em paz, o que era raro. Eu sabia o peso que ela carregava, as responsabilidades que vinham junto com o nome Romanoff. Mas ali, na cama, comigo, ela não era a chefe da máfia. Era apenas Natasha.

Me mexi para sair da cama, mas no mesmo instante ela me puxou de volta, murmurando algo inaudível contra meu ombro.

- Nem tente fugir - sua voz saiu rouca pelo sono, e ela me abraçou mais forte.

- Não estou fugindo - murmurei, me aconchegando contra ela.

Natasha suspirou contra minha pele e começou a traçar círculos lentos em minhas costas. Seu toque era leve, gentil, sem nenhuma pressa. Apenas carinho.

- Você está bem? - ela perguntou depois de um tempo, sua mão deslizando para meu cabelo, afastando os fios do meu rosto.

Assenti, fechando os olhos com o toque.

- Só um pouco cansada... - murmurei.

- Eu exagerei? - Sua voz saiu preocupada, e quando abri os olhos, vi sua expressão se suavizando em culpa.

- Não - sorri, pegando sua mão e entrelaçando nossos dedos. - Só estou aproveitando o momento.

Ela sorriu de lado e apertou minha mão com carinho. Então, sem dizer nada, começou a passar os dedos pelo meu braço, um carinho preguiçoso, sem segundas intenções. Apenas nós duas, em silêncio, compartilhando aquele instante.

Me virei de frente para ela, enterrando o rosto em seu peito, sentindo o calor familiar de seu corpo. Natasha passou um braço ao redor de mim, sua outra mão acariciando meus cabelos, e suspirou contra minha testa.

- Poderíamos ficar assim o dia todo - ela murmurou.

- Poderíamos - concordei.

Ficamos ali, sem pressa, sem pressões, sem precisar de mais nada além da presença uma da outra. E, naquele momento, isso era tudo que eu precisava.

Depois de um tempo aconchegada nos braços de Natasha, senti o sono começar a se dissipar por completo. Suspirei, me espreguiçando devagar antes de me afastar um pouco dela.

- Eu vou tomar um banho - murmurei, minha voz ainda um pouco rouca pelo sono.

Natasha abriu os olhos e me observou por um instante, seu olhar deslizando pelo meu rosto de maneira suave. Sua mão ainda estava em minha cintura, como se hesitasse em me soltar.

- Quer que eu vá com você? - ela perguntou com um pequeno sorriso.

Revirei os olhos, mas não pude evitar um sorriso também.

- Acho que já tive o suficiente de você por enquanto, Romanoff - provoquei, me sentando na beira da cama.

Ela riu baixo, se sentando também.

- Tudo bem, senhorita Maximoff. Dessa vez, eu deixo você ir sozinha.

Natasha se inclinou para frente e depositou um beijo em meu ombro antes de finalmente me soltar. Me levantei, sentindo o corpo protestar levemente pelo esforço, e caminhei até o banheiro, sentindo seu olhar ainda sobre mim.

Antes de entrar no chuveiro, ouvi Natasha suspirar e se levantar da cama.

- Vou descer e preparar o café - ela avisou.

Entre Armas e RosasOnde histórias criam vida. Descubra agora