Capítulo 37

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"And if I may just take your breath away
I don't mind if there's not much to say
Sometimes the silence guides a mind
To move to a place so far away
The goosebumps start to raise
The minute that my left hand meets your waist
And then I watch your face
Put my finger on your tongue 'cause you love to taste, yeah
These hearts adore, everyone the other beats hardest for
Inside this place is warm
Outside it starts to pour
Coming down
One love, two mouths
One love, one house
No shirt, no blouse
Just us, you find out"


POV NARRADOR

Em 2 anos e dez meses, a vida de Natasha Romanoff e Wanda Maximoff foi virada de cabeça para baixo.

Houve sequestro. Houve dor. Houve noites em claro, marcadas pelo medo e pela incerteza. Mas também houve carinho, toques delicados em meio ao caos, uma proteção tão feroz que se transformou em escudo contra o mundo.

E desse turbilhão nasceu algo maior, algo que nenhuma das duas poderia ter previsto: um amor incondicional. Um sentimento que atravessou cicatrizes, superou a violência e floresceu mesmo em terreno devastado.

Agora, diante de todos, decidiram selar esse amor com a promessa mais antiga e mais poderosa que existe: caminhar juntas até que a morte se atrevesse a separar o que o destino uniu.

[...]

20 de julho de 2026, dia do casamento de Wanda e Natasha.

Wanda mal havia pregado os olhos naquela noite. A ansiedade não a deixava descansar nem por um instante, cada vez que fechava os olhos, a imagem de Natasha surgia clara em sua mente: o sorriso, o olhar firme, a voz rouca prometendo que "da próxima vez que eu te vir, vai ser no altar".

Ela estava morrendo de saudades. Sentia falta até do jeito desajeitado que Natasha tinha de arrumar o cabelo, ou de como ela sempre deixava o casaco jogado em qualquer canto. O que a confortava era saber que aquele breve tempo separadas era por uma boa razão e que logo, muito em breve, estariam juntas outra vez. Só que dessa vez seria para sempre.

O sol nascia devagar, tingindo o céu da Rússia com tons dourados e rosados. Os primeiros raios atravessavam os vitrais da mansão Romanoff, refletindo sobre as pétalas brancas espalhadas pelo chão de mármore e os vasos altos de cristal posicionados nos corredores. Do lado de fora, o vento leve agitava a superfície calma do lago e o som distante dos violinos se misturava ao murmúrio das vozes.

A mansão do lago estava viva. Cada canto pulsava energia.

Funcionários cruzavam os corredores em ritmo frenético, uns com pranchetas presas ao peito, outros com rádios na cintura, todos com a mesma expressão tensa de quem sabia que nada podia dar errado.

No jardim, carpinteiros e decoradores ajustavam a estrutura do altar, um arco de madeira clara coberto de flores e fios de luzes que seriam acesas ao entardecer. Um grupo de floristas trabalhava sem parar, trocando e alinhando pétalas, enquanto o florista-chefe comandava tudo com gestos precisos.

E eram muitas flores. Centenas de rosas brancas, orquídeas champagne, lírios e peônias, todas escolhidas pessoalmente por Wanda. Ela queria que o aroma lembrasse o início do verão - leve, doce e inesquecível.

Como o casamento aconteceria às 17h, sob o pôr do sol refletindo no lago, as horas da manhã podiam ser vividas com calma... ao menos teoricamente.

Por volta das dez, uma van prateada estacionou diante da mansão, trazendo consigo a equipe do salão mais renomado de Moscou. Eram cinco profissionais: maquiadoras, cabeleireiras e estilistas, todos cuidadosamente escolhidos por Wanda semanas antes.

Entre Armas e RosasOnde histórias criam vida. Descubra agora