Capítulo 19

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POV NATASHA

- QUERO QUE ACHEM ELA! - Minha voz ecoou pelo hospital, carregada de fúria e desespero.

Eu estava ficando louca.

Minhas mãos tremiam, meu coração batia tão forte que parecia querer sair do peito. Meus olhos percorriam o rosto dos médicos, enfermeiros, policiais, qualquer um que estivesse por perto e pudesse me dar alguma resposta. Mas ninguém sabia de nada.

Wanda tinha sumido.

Ela estava naquele maldito carro. Carol e Clint estavam feridos, mas vivos. Mas Wanda? Ninguém sabia onde ela estava.

Eu passei as mãos pelos cabelos, puxando-os com força, tentando manter um mínimo de controle sobre mim mesma. O corredor do hospital parecia pequeno demais, sufocante. Meu corpo inteiro estava tenso, meus instintos gritavam para eu sair dali e ir atrás dela com minhas próprias mãos.

Um dos policiais se aproximou com cautela.

- Senhora Romanoff, estamos fazendo o possível para encontrá-la. Já verificamos os arredores, e...

- NÃO me venha com desculpas, EU QUERO AGORA RESULTADOS! - Gritei furiosa, me aproximando dele de um jeito que o fez engolir seco. - Vocês não entendem. Isso não foi um sequestro aleatório. Não foi um acidente comum. FOI PLANEJADO.

Meu olhar desviou para Carol, que estava deitada na maca, o rosto machucado, mas alerta. Bucky estava ao lado dela fazendo carinho em seus cabelos. Ela estava tentando manter a calma, mas eu conhecia aquele olhar. Ela sabia que algo estava errado.

- Carol - me aproximei dela, minha voz mais baixa, mas ainda carregada de urgência. - O que aconteceu? Você viu algo?

Ela hesitou por um segundo antes de responder.

- Eu... Eu acordei e Wanda já não estava lá. - Sua voz era fraca, cheia de culpa. - Havia gente ao redor, mas ninguém viu quem levou ela.

Fechei os olhos por um momento, tentando acalmar o caos dentro da minha cabeça.

O ar ao meu redor parecia pesado, como se cada respiração fosse um esforço monumental. Meu peito subia e descia rápido, e meu coração batia tão forte que eu sentia o sangue pulsando nas têmporas.

Wanda estava desaparecida.

E cada segundo que passava sem notícias dela era um segundo a mais que me afundava no abismo da loucura.

O policial à minha frente abriu a boca para falar algo, talvez para me acalmar, talvez para dar mais alguma desculpa esfarrapada sobre como estavam "fazendo o possível", mas eu já estava farta dessas merdas.

Não estavam fazendo o suficiente.

Meu punho se fechou com força antes que eu percebesse.

E então, num segundo, minha mão voou.

O soco acertou o rosto do policial com um estalo seco, fazendo sua cabeça virar violentamente para o lado. Ele cambaleou um pouco, levando a mão à bochecha, onde um filete de sangue começou a escorrer do canto de sua boca.

O silêncio que se seguiu foi quase ensurdecedor.

Os outros policiais ao redor ficaram tensos. As enfermeiras e médicos pararam no que estavam fazendo. Carol arregalou os olhos da maca e Bucky soltou um riso baixo.

O policial se endireitou devagar, limpando o sangue do lábio com as costas da mão. Seu olhar encontrou o meu, agora cheio de raiva.

- Você enlouqueceu, Romanoff? - Ele cuspiu no chão, como se quisesse se livrar do gosto metálico. - Eu poderia te prender agora mesmo por agressão a um oficial.

Entre Armas e RosasOnde histórias criam vida. Descubra agora