Capítulo 17

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POV NATASHA

•Flashback on•

Eu e minha esposa, Maria Hill, tínhamos acabado de ter uma briga.

Nosso pequeno Tommy estava dormindo no berço dele enquanto eu olhava para ele, tentando acalmar a raiva e a frustração que ainda pulsavam dentro de mim. O silêncio do quarto contrastava com a tempestade na minha mente.

Maria estava na sala, provavelmente sentada no sofá com os braços cruzados, a expressão dura que ela sempre fazia quando estava irritada comigo. Eu sabia que, no fundo, ela só queria proteger nossa família. Mas eu também queria.

Eu suspirei e saí do quarto, voltando para a sala. Maria me olhou assim que apareci, seus olhos ainda carregando resquícios da discussão de minutos atrás.

- Você vai continuar fugindo de mim agora? - ela perguntou cruzando os braços.

- Eu não estou fugindo. Só precisava de um minuto.

- Um minuto não vai mudar o fato de que você ainda insiste em se meter nisso, Natasha! - Maria se levantou, exasperada. - Você prometeu que sairia dessa vida. Que nossa família viria primeiro!

- E vem, Maria. Mas eu não posso simplesmente ignorar tudo. Se eu sair completamente, vamos ficar vulneráveis.

- Você não vê? É exatamente por isso que ainda estamos em perigo! Se você nunca tivesse entrado nessa, se tivesse se afastado quando teve a chance, nada disso estaria acontecendo!

Eu passei a mão pelo rosto, tentando manter a paciência.

- Eu sei que você tem medo. Eu também tenho. Mas eu prometo que estou no controle.

- No controle? - Maria soltou uma risada sem humor. - Você não tem controle de nada, Natasha. Se tivesse, não estaríamos dormindo com armas embaixo do travesseiro.

Eu ia responder, mas antes que pudesse, ouvimos um barulho estranho vindo da porta. Um arrepio percorreu minha espinha.

Maria percebeu também. Seu olhar ficou sério e minha mão foi direto para a arma em minha cintura.

- Pegue o Tommy - eu disse, baixo, em alerta.

Mas antes que qualquer uma de nós pudesse se mover, os tiros começaram.

O primeiro tiro atravessou a porta da frente, estilhaçando a madeira e silenciando qualquer outra conversa entre mim e Maria. Meu instinto assumiu o controle antes mesmo de minha mente processar o que estava acontecendo.

- MARIA, CORRE! - gritei, puxando minha arma da cintura enquanto ela se movia em direção ao berço de Tommy.

Outro tiro veio, agora pela janela, quebrando o vidro e lançando cacos pelo chão. Me abaixei atrás do sofá, minha respiração acelerada, meu coração martelando no peito.

Maria pegou Tommy rapidamente, segurando ele firmemente contra o peito, enquanto eu mirava em direção à porta, esperando qualquer sinal do invasor.

O silêncio pairou por alguns segundos, apenas o som do vento entrando pela janela quebrada e a respiração pesada de Maria preenchendo o espaço.

E então a porta foi arrombada.

Três homens entraram de uma vez, todos armados, vestindo roupas escuras e máscaras que escondiam seus rostos.

Não hesitei. Disparei três vezes.

O primeiro caiu imediatamente, um tiro certeiro entre os olhos. O segundo cambaleou para trás, atingido no ombro, mas o terceiro foi mais rápido e conseguiu se esconder atrás da mesa antes que eu o acertasse.

Entre Armas e RosasOnde histórias criam vida. Descubra agora