Capítulo 9

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POV Natasha

Já era tarde e Tommy começava a ficar sonolento enquanto brincava. Ele tentava lutar contra o sono mas o cansaço dele finalmente venceu ele.

Eu peguei ele com cuidado no colo e caminhei até sua cama. Ele já está estava completamente adormecido. Ele solta um ronco pequeno, que me fez rir baixo.

- Boa noite meu pequeno.- Sussurrei arrumando o cobertor nele e beijando sua testa

Fiquei observando ele por um momento enquanto o mesmo dormia. Era impossível não pensar em como ele fazia tudo valer a pena, mesmo no dias mais difíceis e quando eu as vezes não estava presente.

Assim que me virei, vi Wanda recolhendo alguns brinquedos espalhados no chão. Seu olhar encontrou o meu. Vou até ela e agacho em sua frente.

Seguro seu rosto com calma e faço um leve carinho em sua bochecha e ela fecha os olhos, como se quisesse aproveitar aquele momento. Ergo seu rosto com calma e beijo sua testa, desço meus beijos para sua bochecha, ela não se segura e então me beija.

O beijo começou calmo, quase como um reflexo da ternura do momento.

Senti a suavidade de seus lábios e o gosto doce de sua boca, misturado com um toque de vulnerabilidade que só Wanda era capaz de mostrar.

Minhas mãos deslizaram até sua cintura, a puxo levemente para mais perto, enquanto ela envolvia meu pescoço com os seus braços. Começo a apartar sua cintura com firmeza.

Era como se o mundo inteiro desaparecesse. Ali, naquele instante, nada mais importava além dela, além de nós.

O calor do beijo começou a aumentar, se tornando mais intenso, mais cheio de necessidade e de sentimentos que há tempos eu tentava reprimir.

Quando nos separamos, ainda com os rostos próximos, nossos olhares se encontraram, carregados de algo que não precisávamos colocar em palavras.

Ela sorriu de forma tímida, com as bochechas coradas, e eu senti meu coração acelerar de uma maneira que há muito não acontecia.

- Wanda... - murmurei, minha voz saindo rouca.

- Não diga nada, Nat. - Ela colocou um dedo sobre meus lábios. Dou um beijo de leve ali. - Só... fica aqui comigo.

Assenti, sem me importar com mais nada. Me levantei, ajudando ela a se levantar também, e caminhei com ela até o quarto dela e a levo até a cama.

Wanda se sentou na beirada, enquanto eu permaneci de pé por um momento, observando ela. Ela parecia tão frágil, tão diferente da força que sempre tentava demonstrar.

- Você está bem? - perguntei, quebrando o silêncio.

- Estou. - Ela sorriu levemente, mas havia algo nos olhos dela que me preocupava. - Só... cansada, acho.

- Você não precisa enfrentar tudo sozinha, sabe disso, certo?

Ela assentiu, mas não respondeu. Em vez disso, puxou minha mão, como se pedisse silenciosamente para que eu ficasse.

Me sentei ao lado dela e Wanda se encostou em meu ombro. Ficamos ali, em silêncio, enquanto eu passava os dedos em seus cabelos, sentindo a suavidade deles.

Era um momento de paz, algo raro em nossas vidas caóticas. Wanda fechou os olhos e sua respiração começou a ficar mais lenta. Ela estava adormecendo novamente, e eu me permiti apenas ficar ali, observando ela.

O rosto dela estava relaxado, tranquilo, como se todos os problemas do mundo tivessem desaparecido naquele momento.

Mas como sempre, tudo de bom dura pouco, meu celular começa a tocar em meu bolso. Arrumo Wanda na cama com delicadeza. A cubro porque o ar condicionado estava gelado já.

Entre Armas e RosasOnde histórias criam vida. Descubra agora