•Troca de olhares

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A Gabi estava lá, como sempre, irradiando energia e confiança. Observava cada movimento dela com atenção, admirando a forma como se movia com graça e poder.

A Mariana dando-me um cotovelo ligeiro, sorrindo.

Mariana: Acho que ela te viu

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Mariana: Acho que ela te viu.

Olhei rapidamente e, para meu espanto, os olhos da Gabi estavam fixos em mim. Meu coração disparou. O olhar dela era intenso, como se houvesse uma conexão invisível a nos ligar. Ela manteve o olhar por um momento que pareceu uma eternidade, depois sorriu de leve antes de voltar ao treino.

Mariana: Ela definitivamente te viu.

Mariana sorri com um olhar malicioso, e eu sinto o meu rosto corando de vergonha.

O treino continuou, mas aquela troca de olhares não saiu da minha cabeça. Cada vez que Gabi olhava na minha direção, sentia um arrepio percorrer a minha espinha.

Cada troca de olhares com a Gabi era como um pequeno choque elétrico que percorria o meu corpo, deixando-me tonta e cheia de emoções conflitantes. A primeira vez que nossos olhos se encontraram, senti uma onda de calor invadir meu peito, como se o mundo ao meu redor tivesse desaparecido e restassem apenas nós duas. Foi um olhar rápido, mas carregado de uma intensidade que nunca havia experimentado antes.

Durante o treino, sempre que eu a observava, ela parecia sentir minha presença. Os olhos dela procuravam os meus e, quando finalmente se encontravam, meu coração batia descontroladamente. Era como se houvesse uma corrente invisível lingando-nos, uma conexão silenciosa que falava mais do que mil palavras.

Houve um momento em que ela fez um ponto espetacular, e, no meio da comemoração, seus olhos encontraram os meus novamente. Senti uma mistura de orgulho e admiração, como se estivesse partilhando daquele momento de glória com ela. O sorriso dela se alargou ao perceber minha reação, e meu coração acelerou ainda mais.

Cada vez que nossos olhares se cruzavam, a intensidade aumentava. Havia uma comunicação silenciosa entre nós, algo que ia além das palavras. Era como se ela estivesse a dizer-me algo, algo que só nós duas podíamos entender. Eu sentia uma mistura de nervosismo e excitação, um formigueiro constante na base do meu estômago.

O treino tinha terminado e as jogadoras estavam a começar a dispersar. Mariana e eu olhamos uma para a outra com um misto de excitação e nervosismo. Tínhamos decidido que íamos aproveitar a oportunidade para tirar fotos com as estrelas da seleção brasileira de vôlei. A energia no ginásio era contagiante, com fãs animados a formarem filas para cumprimentar as jogadoras.

Mariana pegou a minha mão e puxou-me em direção à fila.

Mariana: Vamos, Nala! Esta é a nossa chance!

Eu estava nervosa, mas também incrivelmente entusiasmada. À medida que nos aproximávamos das jogadoras, o meu coração batia mais rápido. Eu mal conseguia acreditar que estava prestes a encontrar a Gabi.

As primeiras fotos foram com outras jogadoras da equipe, que foram todas muito simpáticas e acolhedoras. Quando eu estava próxima da Thaisa e da Júlia, me senti uma formiguinha, e fizemos uma brincadeira com isso. Mariana e eu sorríamos para a câmara, absorvendo cada momento. Finalmente, chegou a minha vez de tirar uma foto com Gabi.

Ela estava lá, a poucos passos de distância, sorrindo e conversando com outros fãs. Quando os nossos olhares se cruzaram, senti aquele familiar choque de eletricidade. Gabi deu um passo à frente e estendeu a mão.

Gabi: Olá! Fico feliz que esteja aqui hoje. Como se chama?

— Nala! Eu me chamo Nala... É um prazer estar lhe conhecendo pessoalmente.

Respondi, tentando manter a compostura e fingir normalidade, apesar do meu coração estar prestes a sair do peito. Eu estava totalmente nervosa, experimentando sensações que eu nunca havia sentido antes.

Gabi: É um prazer lhe conhecer, Nala!

— Podemos tirar uma foto?

Gabi: Claro!

Ela me respondeu com aquele sorriso que parecia iluminar todo o ginásio. Mariana pegou o celular e preparou-se para tirar a foto. Gabi aproximou-se de mim, colocando a mão levemente na minha cintura. O toque dela era quente e reconfortante, e eu senti um arrepio percorrer o meu corpo.

A mão da Gabi em meu corpo era firme, mas suave. Cada centímetro do meu corpo estava hipersensível ao toque dela. O calor da mão dela parecia penetrar a minha roupa, causando um conforto e uma sensação inexplicável. A aproximação dela me permite sentir a sua respiração calma e ritmada, e o perfume delicado que ela está usado, uma mistura sútil de frescor e notas florais me envolveu de um modo mágico.

Quando nos posicionamos para a foto, Gabi inclinou-se ligeiramente, e me senti atraída pela presença dela. Sem perceber, aproximei-me, encostado os nossos corpos. Ela respondeu com um sorriso discreto,  e eu pude ver uma cumplicidade nos seus olhos, além de algo mais que não consegui identificar.

Mariana: Está pronta? — assinto com a cabeça em afirmação, tentando manter a minha compostura.

Mariana tira a nossa foto, e eu dou um sorriso sentindo a minha respiração ofegante no momento em que sinto um beijo suave da Gabi no meio ombro.

Gabi: Vamos tirar mais uma foto para ter certeza que ficou boa.

Rimos juntas, e naquela risada, havia uma conexão silenciosa. Quando tiramos a segunda foto, me senti ainda mais próxima dela, o perfume dela agora uma presença no meu olfato, a respiração dela num ritimo reconfortante ao meu lado. Os nossos sorrisos agora são mais amplos, mais genuínos, como se estivemos partilhando de um segredo que somente nós duas conhecemos.

Gabi: Foi um prazer lhe conhecer, Nala! Espero poder ter o prazer de lhe ver mais vezes.

Sorrindo, ela me olha com a mão ainda na minha cintura, me fazendo sorrir e umedecer os lábios.

— O prazer foi todo meu, Gabi! Eu irei amar ter mais encontros agradáveis contigo.

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