25| sorry

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Sorria me afastando das pessoas que anteriormente dançavam comigo, tomava o ar de volta deixando o álcool se dissipar no sangue. Não daria o gosto de dizer que tinha falhado no que ele tinha me pedido. Em partes Jumpol nunca tinha me pedido para não furtar os convidados, tudo tinha sido bem sucedido, tinha conhecido pessoas e arrancado informações, até mesmo aquelas que me custariam algo mais tarde. Tateava o bolso falso sentindo o pequeno volume de joias. Tirava seu celular descarregado tentando ligar, Fiat se aproximava de mim e eu me assustava.

- Fiat, o que faz aqui?

- Estou procurando Jumpol, um representante quer conversar com ele.

- Quem?

- Eu.- Gawin sorria dissimulado, dava um passo pra trás enfiando o celular no bolso.- Bom te ver novamente.

- Está me seguindo por acaso?

- Se não estivesse no lugar errado fazendo a coisa errada não ia ter que me ver, não consegue evitar. Você é presságio de problema.

Gawin passava por mim esbarrando propositadamente me deixando atônito, a adrenalina fazia meu estômago embrulhar e sentia que poderia vomitar a qualquer momento.

- Me surpreende que tenha aparecido aqui mesmo depois do que aconteceu.- A voz impaciente de Jumpol fazia eu me virar, ele caminhava até mim sem encarar com a feição fechada.

- Eu vim em paz apenas prestar respeito, não quero problemas por conta dele, já me resolvi com o Payu.

- E com ele já se resolveu? Porque eu tenho certeza que o Tay não sabe disso.

- Eu estou fazendo um favor, ele disse que não ia comparecer e minha relação com Gun não tem nada a ver com ele.

- Que relação? Você tá louco.- Interrompi pela primeira vez dando um passo a frente e cruzando os braços. Seu olhar não focava em mim e pairava no ar quem ele se sentia na obrigação de respeitar.

- Não vou discutir isso na frente de terceiros.

- E nem sozinhos, Gawin.

- Eu ainda não sei o que foi que você fez e sabe que eu tenho olhos e ouvidos em todos os lugares, então apenas não toque mas em nenhum dos meus.

- Vai mesmo deixar ele falar o que tem que fazer? Sabe que não tem nada demais no que aconteceu.

- Deveria saber que seu namorado não ficou nada bem depois de toda essa situação, não posso falar por ele mas acho que isso é um ponto final.

Em sua face tinha uma expressão de total insatisfação e procurava meu meu rosto algum tipo de resposta, em contra partida eu só conseguia observar o rosto rígido e levemente satisfeito com a falta de palavras do outro procurando aprovação do que tinha dito ao mesmo tempo que confessava que mesmo distante sabia de tudo. Engolia, umidecia os lábios, abria a boca e nenhuma palavra apenas a certeza que estava corado.

- Ele não é meu namorado.

- Não é bem-vindo na minha casa e não ouse estragar os negócios que eu tenho com Tawan.

- Não vão sustentar isso até ele saber mesmo, o contrato será encerrado assim que ele souber que está aliciando o irmãozinho dele.

- Veremos. Se me der licença eu preciso conversar com o meu funcionário.

Sua mão debruçava firme sobre meus ombros, ele me encaminhava rápido para uma área isolada. Segurava meu antebraço forte me arrastando.

- Jumpol... Jumpol! Tá me machucando.

O som estava abafado, ele soltava meu antebraço abrupto me empurrando contra parede, o ódio transbordava em seus olhos.

- Eu deveria mesmo te machucar. No que tava pensando quando fez aquilo com Benz?

IMPETUOSOSOnde histórias criam vida. Descubra agora