Trilhos enferrujados

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OIÊ! PEÇO QUE LEIAM AQUI! Obrigada por todos os comentários, votos e visualizações. Os números por capítulos ainda são surreais para mim.
Peço desculpas pelo tempo para continuar aqui: eu reescrevi isso pelo menos três vezes até ficar satisfeita.
Esse capítulo exigiu MUITO de mim. De experiências, pesquisas e até mesmo conversa com uma profissional. 
Tentei deixar o capítulo bem fluído, mas coloquei * em algumas palavras que podem ser novas e vocês encontrarão uma explicação mais elaborada nos comentários do parágrafo, tudo bem?
Por hora, é só.
OBRIGADA POR TUDO, TICI 💛 ticidanic
(leiam Love in Greece - Uma história Polin)

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(...) Tudo estava indo bem.

Até que, enquanto lavava as mãos, Penelope teve a atenção roubada por uma voz familiar que soou de dentro da cabine para pessoas com deficiência no banheiro. Era Tilley.

E ela podia jurar que tinha acabado de ouvir seu nome saindo da boca dela.

– Você precisa superar isso, faz quase 2 anos, Tessa – Ela ouviu Tilley com dicção explicitamente comprometida pelo álcool.

Sem se aguentar, Penelope se abaixou para olhar por baixo da porta e viu 3 pares de saltos Louboutin. Um desses pares estava apontado em sua direção, a dona provavelmente curvada sobre a privada.

Isso foi comprovado para Penelope quando ela ouviu uma sequência de arcadas secas e, em seguida, o barulho de líquidos se encontrando. A mulher estava vomitando.

– Eu não preciso superar... – Penelope tomou a nota mental de Tessa, a arrogante de antes que agora também era a vomitadora que precisava superar alguma coisa. Isso rapidamente tomou toda sua atenção – Eu sei que eu nunca vou encontrar ninguém como ele... – Mais líquidos batendo contra a porcelana da privada.

O coração de Penelope batia com força enquanto ela tentava silenciar o alerta na sua cabeça que dizia que as mulheres dentro da cabine estavam falando do seu namorado.

Seu namorado, que estava do lado de fora esperando-a com um Uber.

– Você está nisso a mais tempo do que ele, Tess... – Falou gentilmente uma terceira voz que Penelope não reconhecia. Essa parecia a única voz não embolada ou comprometida pelo álcool.

Foda-se – Respondeu Tessa, quando as arcadas secas pareceram dar um descanso e ela tomou um fôlego antes de começar a chorar alto dentro da cabine – Eu não suporto que ele esteja para lá e para cá com essa... Essa...

Um novo enjoo interrompeu o choro e Tessa voltou a vomitar, sem completar a ofensa que iria proferir.

Penelope sentiu a garganta secar e o coração disparar ainda mais com a expectativa por saber mais. Sabia que deveria sair dali e que não deveria estar ouvindo a conversa dos outros, no entanto... Aquele era um banheiro público, certo?

Colin tentou conversar com ela quando viu Tilley mais cedo. O pensamento de que a tentativa de conversa talvez tivesse um significado a mais e não apenas o ciúmes do dia anterior começou a rondar a cabeça de Penelope, deixando-a tonta.

Não é sobre você. Não é sobre seu namorado, repetia ela, mas seus pés não se moviam para sair do banheiro.

– Ele... – Voltou a murmurar Tessa, chorando um pouco enquanto tentava falar, a língua demasiadamente enrolada – Ninguém nunca me pegou como ele. Eu sinto como se eu nunca mais... Serei dominada por ninguém como ele... Sabe?

– Era sexo, Tess – Falou a terceira voz ainda com gentileza, mas com um tom de voz que demonstrava que aquela não era a primeira vez que ela repetia aquele conselho – E você sabia disso. A cena de BDSM* é assim. Talvez seja só isso com essa daí também, você não sabe. Pode ser só um namorico.

NAS ESTRELAS | polinHistórias para pegar e não largar. Descubra agora