Como se estivesse escrito nas estrelas, Colin e Penelope têm um encontro inesperado no interior da Irlanda - enquanto Penelope tenta escapar de uma vida que parece vazia após uma série de desilusões, Colin luta para encontrar um propósito genuíno no...
Olharam bem para a capa, né? Lembram do aviso de conteúdo do capítulo anterior, certo? Não preciso dizer muito. Foi MUITO difícil escrever isso daqui e dosar de forma coerente. Espero que gostem! 🖤 (Há uma surpresa muito fofinha hhihihihi)
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Penelope nunca tinha estado no quarto de Colin, nem mesmo quando eles eram crianças, nem quando eram adolescentes e muito menos quando eram adultos.
Ela não tinha entrado ali quando eles visitaram o apartamento para buscar algumas roupas - ela tinha se entretido demais em fuçar nas coisas dele espalhadas pelo restante da casa.
Os únicos quartos dele que ela tinha estado foram os quartos provisórios das hospedagens pelas quais eles passaram, até que eles estivessem dividindo o mesmo quarto e a mesma cama.
Então, bem, ser colocada na cama dele como uma boneca foi um grande evento. A bunda dela ardia pelos tapas e a buceta dela latejava pelo orgasmo intenso que ainda enviava espasmos pelo seu corpo, mas os olhos dela só conseguiram captar todas as fotografias que ele tinha ali, emolduradas.
Ela se lembrou da primeira e única vez que tinha visitado o apartamento e como ela se incomodou (irracionalmente) pela ausência de fotos dela no pequeno mural na sala... E como aquele incomodo poderia ter cessado se ela apenas fosse xeretar o quarto dele também.
Porque, bem, ali estava ela: pré adolescente, com o cabelo cheio de frizz, o sorriso colorido pelo aparelho e com Colin ao seu lado. Os dois estavam sujos de lama de uma partida acirrada em um dos verões em Aubrey Hall.
Benedict tinha visto-os e decidido que usaria-os para treinar seu combo de desenho de memorização e estilo de animação - o que, mais tarde, retornou num desenho deslumbrante, mas descartado por ele por insatisfação com a proporção dos corpos e a dificuldade em pintar os dentes com um aparelho tão colorido.
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Penelope sorriu. Ela se lembrava de poucas coisas da sua infância, mas as suas lembranças de Aubrey Hall eram bem vívidas como alguns dos dias mais felizes de sua vida.
Seu coração se encheu de afeto quando ela pensou que era para aquele desenho ter ido para o lixo (ela viu quando Benedict o descartou) ou, num cenário mais confiante possível, esquecido no sótão da casa de campo da família Bridgerton.
Mas, Colin sempre encontrava uma maneira de amá-la em todos os pequenos detalhes, fosse aquele pré adolescente do desenho que a fazia rir quando ela tinha vergonha de mostrar os dentes ou o adulto que tinha desaparecido dentro do closet há poucos minutos.
Ela olhou em direção ao portal do cômodo enquanto o ouvia abrir e fechar algumas coisas, o que ligeiramente aumentou sua ansiedade.
Tudo tinha acontecido muito rápido.
Ela não planejou ir sozinha de Romney Hall até Londres e, muito menos, enfrentar uma tempestade na metade do caminho.
Era como se, a partir do momento em que ela viu as melancias cortadas em formatos de coração, todos os acontecimentos posteriores tivessem se desenrolado novamente no piloto automático - e, curiosamente, seu piloto automático agora a direcionava para Colin, como se ele fosse o norte de sua bússola.