Culpa sabor hortelã

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Oiê!
Infelizmente perdi uma boa parte desse capítulo porque o Wattpad não salvou os ajustes que fiz ontem 😩 Revisei agora, adicionei algumas coisas e outras deixei para o próximo.
Espero que gostem! OBRIGADA por todos os comentários e por todo o carinho DE SEMPRE! 💗

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Barcelona, Espanha
28 de Março

Penelope não sentia ciúmes.

Seu pequeno conhecimento sobre isso poderia ser dividido em três categorias:

Família: lembrava-se de algumas vezes na sua infância em que sentiu algo parecido com raiva de quando seu pai levava alguma das suas irmãs para passear e a deixava em casa. Isso não acontecia com frequência e, com o tempo, parou de acontecer - tanto com ela, quanto com suas irmãs. Muito nova, sentiu algo parecido com ciúmes da forma como sua mãe tratava sua irmã mais velha, mas aquilo era apenas o amargor da rejeição. Com o tempo, passou a agradecer pelos momentos em que sua mãe fingia que ela não existia, pois era mais fácil de lidar.

Parceiros sexuais: ela sempre teve bem definido em sua mente o que era um relacionamento casual e nunca sentiu nenhum tipo de posse sobre seus envolvimentos. Uma vez ficou incomodada quando beijou um cara numa festa da faculdade e, em seguida, ele beijou uma colega dela - então ela beijou o colega dele. E esse era o seu máximo de ciúmes sobre relações casuais. Penelope nunca se colocou nessa posição.

Ex-namorados: Penelope nunca sentiu ciúmes de Alfred Debling. O seu máximo em relação a outras mulheres era um pouco de inveja quando elas conversavam com ele, porque tinha a sensação de que todas aquelas acadêmicas eram mais inteligentes e interessantes do que ela. O sentimento de inveja ficava mais forte quando voltavam para casa e Debling continuava falando sobre como o meio acadêmico reunia jóias raras, sobre como aqueles trabalhos eram relevantes para a vida e blablabla. Ela nunca pensou que ele trairia ou trocaria ela e não poderia estar mais enganada sobre isso.

Então, enquanto via Colin visivelmente desconfortável com a interrupção da mulher desconhecida que parecia avaliá-lo com os olhos semicerrados e um entusiasmo exagerado, Penelope soube que namorar trouxe uma nova categoria para o "Penelope Featherington em: Conhecendo o Ciúmes":

Colin: Antes de se declarar, tinha descoberto que sentia ciúmes dele através do incômodo que sentiu com a presença de Michaela e que logo foi dissipado porque ela não gostava de rivalizar com outras mulheres e porque ela e Colin não tinham nenhum tipo de relacionamento. Após se declarar, Penelope pensou que nunca mais sentiria isso porque sabia com todo o seu corpo que Colin nunca faria algo para magoá-la. Ele era honesto, gentil e a amava. Eles estavam namorando. Ela confiava nele. E mesmo sabendo que aquela queimação no seu estômago era irracional, ainda assim ela estava sentindo e não podia evitar.

A mulher era bonita e o cabelo dela brilhava como se seus fios dourados realmente fossem de ouro. A postura dela denunciava uma elegância que poderia ser sentida de longe - como se sua saia midi com a tradicional estamparia da Versace já não fosse um indício.

Penelope não se sentia menosprezada na presença de mulheres fortes e chamativas, pelo contrário, ela gostava de mulheres fortes e chamativas. Mas, o desconforto de Colin ao seu lado lhe deixava minimamente preocupada.

Colin era o rei do "aliviar o clima" e não o "rei de manter o clima porque estou desconfortável".

- Como vai? Faz séculos que eu não vejo você! - A loura falou enquanto tirava os óculos escuros e se aproximava.

Antes que Colin pudesse responder, Tilley passou os braços por cima dos ombros dele e o abraçou.

A queimação no estômago de Penelope não aliviou nem mesmo quando a desconhecida se virou para ela com seu sorriso de dentes perfeitos e os braços abertos como se fossem amigas íntimas.

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