Suas estrelas cadentes

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Oiê! Gostaria de esclarecer sobre o atraso: o último capítulo realmente sugou a minha alma e eu não consegui mais escrever por alguns dos dias posteriores. Mas, valeu muito a pena pelo retorno MARAVILHOSO de vocês. Foi o meu capítulo favorito e parece que o de vocês também 🖤 Obrigada por todos os comentários (que ainda vou responder), votos e visualizações. (!) Aviso: cuidado com o lugar em que forem ler esse capítulo... 

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Ainda estamos no dia 29 de Março
E ainda estamos em Barcelona


Penelope tinha perdido as contas de quantas coisas novas tinha feito nas duas últimas semanas.

Entre todas as coisas, algumas estavam bem registradas em sua mente: tinha experimentado picles, conhecido a Espanha e a Sagrada Família, roubado a caneca de um bar, quebrado a promessa de ir num casamento de dois desconhecidos franceses que ela nunca mais viu, sentido ciúmes de um namorado, visto o céu noturno com estrelas em Dublin, gozado (várias vezes) com sexo oral e, principalmente, perdidamente, se apaixonado.

Agora, havia mais uma coisa entrando para a lista de todas as suas primeiras vezes memoráveis e, por mais tolo que aquilo pudesse soar nas páginas do seu diário, ainda assim lhe causava um formigamento gostoso na barriga: era a primeira vez que um namorado (do seu curto histórico) lhe apresentava para um meio social como se ela estivesse apta a frequentá-lo.

Enquanto Colin a conduzia para dentro daquela galeria, ele sussurrava em seu ouvido pequenas e rápidas observações sobre algumas pessoas que estavam em seu caminho antes de apresentá-la para eles de forma empolgada. Dizendo, em alto e bom som, que ela era sua namorada, Penelope Featherington.

Não era constrangedor. Cada palavra dele sobre ela era enaltecedor, inclusivo, orgulhoso. Diferente da sua experiência anterior, onde ela acessava os locais andando um pouco atrás do seu ex-namorado e sendo apresentada como alguém que não precisava de atenção porque não entenderia sobre os assuntos chatos, Colin a conduzia pela cintura ou segurava em sua mão, sempre ao lado dele, sempre com ele.

– Featherington? – Perguntou a mulher na sua frente, após serem apresentadas. O nome dela era Alessia e ela olhava para Penelope com os olhos estreitados por trás dos óculos de armação dourada – Eu conheço esse sobrenome.

– Talvez por causa do meu pai? – Se prontificou Penelope, com um sorriso educado no rosto – Archibald Featherington. Ele escreveu O Assassinato no Parlamento, O Agente da Meia-Noite...

– Ou, talvez, por causa da Penelope – Sugeriu Colin com um tom orgulhoso, quando Alessia não respondeu – Ela escreveu Rainha Charlotte-

– Oh! – Exclamou Alessia, com os olhos se iluminando assim como seu sorriso. Em um ato bastante inesperado, ela se inclinou e segurou o rosto de Penelope com as duas mãos, virando para beijar cada bochecha num beijo estalado.

Colin ergueu as duas sobrancelhas, com um sorriso divertido da risada constrangida que Penelope soltou.

A mulher ao lado, Chiara, riu também.

– Desculpem a minha esposa – Pediu – Rainha Charlotte é o livro dela de cabeceira. É realmente incrível encontrá-la aqui hoje.

Penelope - com o rosto e o colo totalmente vermelhos, os olhos quase escondidos por suas bochechas tamanho o sorriso que estava em seu rosto - acenou com a cabeça, agora envolvida por um abraço da mulher que beirava os cinquenta anos.

Depois da grande descoberta sobre a identidade de Penelope, ela e Colin se viram envolvidos numa conversa bastante entusiasmante sobre literatura e arte no geral. As mulheres eram artistas plásticas italianas e amigas de longa data de Colin.

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