cap 14

232 16 5
                                        


Isabel POV

- Proklyatiye! Ela não atende! (Porra) - esbravejo, andando de um lado para o outro com as roupas desajeitadas, o desespero claramente estampado no rosto. - Deve ter sido sequestrada... ou algo pior!

- Isabel, calma! - Nick tenta intervir, mantendo a voz firme, mas sem perder o tom conciliador. - Às vezes ela só está ocupada. Ela me mandou uma mensagem, você viu isso?

- Isso foi antes de percebermos a merda em que estamos, Nick! - grito, virando-me para ele com os olhos cheios de fúria e medo. - Não dá para pensar positivo agora! Pegue as armas, qualquer coisa que possa matar um líder da máfia. Não podemos perder tempo!

Sem esperar uma resposta, corro em direção à garagem, o coração batendo em um ritmo frenético. Milhares de pensamentos horríveis inundam minha mente.

Logo vejo Nick surgir, carregando um pequeno arsenal. Sem perder tempo, entramos no carro, e ele pisa fundo no acelerador. O motor ronca enquanto rasgamos as ruas na direção daquela maldita boate. Não havia plano, nenhuma estratégia definida  apenas a certeza de que eu faria o impossível para tê-la de volta ainda hoje.

Meu coração batia acelerado, os nós nos dedos apertando o painel. O silêncio entre nós era pesado, cheio de tensão. Cada curva, cada semáforo parecia uma eternidade, mas eu sabia que hesitar agora não era uma opção. Eles a tinham, e eu não iria deixar barato.

- Chegamos. Qual o plano, Isabel? - Nick pergunta, sua voz carregada de preocupação enquanto me encara em meio à confusão.

- A gente entra, acaba com aquele desgraçado e tira ela de lá. - Respondo sem pensar, ignorando qualquer possibilidade de falha.

- Você tá maluca? - Ele segura meu braço com força. - Se entrarmos lá desse jeito, é morte na certa! Pelo amor de Deus, Isabel, seja racional pelo menos uma vez na vida!

- Olha só, Nick Jacobs. - digo com o sangue fervendo, meus olhos fixos nos dele. - Eu não preciso de sermão seu, ainda mais agora! Se quiser fique aqui no carro. Mas eu vou.

Sem esperar por mais debates, tiro o seu aperto forte do meu braço, logo saindo do carro indo até a entrada, meu coração acelerado, o medo e a raiva competindo para me dominar.

- Isabel...! Espera. - Nick segurou minha mão, me obrigando a parar e encará-lo.

- Nick, não vai adiantar. - Digo com impaciência, tentando me soltar, mas ele segura firme.

- Tem uma entrada nos fundos. - Ele fala, os olhos fixos nos meus, determinado. - Vai ser mais discreto, menos suicida.

Ele não espera minha resposta e me puxa em direção aos fundos da boate, seus passos rápidos e silenciosos, enquanto minha mente já corria para o que encontraríamos lá dentro.

- Prefiro a entrada principal. - Digo, encarando a janela minúscula que parecia mais apropriada para um banheiro.

- Vamos passar por aqui. - Nick rebate, sério. - Já estamos nos arriscando demais.

- Proklyatiye! Então me dá um impulso. (Porra)

Nick suspira, mas se aproxima, segurando firme na minha cintura. Com um movimento rápido, ele me dá o impulso para passar pela janela estreita.

Cai dentro de uma pequena sala com um baque surdo, percebendo tarde demais que o lugar realmente era um banheiro, como suspeitava. O cheiro e o espaço apertado confirmaram minha frustração.

- Típico. - Resmungo, limpando a poeira das mãos e já me preparando para abrir caminho dali. - Você vem? - Pergunto logo vendo ele quase dentro do banheiro.

- Vamos, fique perto de mim. - O loiro segura minha mão com firmeza, evitando que nos percamos na multidão.

Dessa vez, não discuto. Apenas deixo que ele me guie enquanto abrimos caminho até a área VIP.

- Droga... Os seguranças não vão nos deixar passar, que inferno! - reclamo, tentando pensar em uma solução.

- Distrai ele que eu dou um jeito de entrar. Melhor do que nada. – Nick sugere, atraindo minha atenção.

-Ah, nem pensar. Você que vai distrair ele. Do jeito que você é, vai acabar confundindo ela com qualquer uma. – Rebato, cruzando os braços.

-Claro que não. Eles já estão atrás de você por todo lado, Isabel. Melhor não arriscar. Apenas faz essa droga e pronto! – Ele insiste, a voz baixa, mas firme.

Bufo irritada, avançando na direção do segurança com passos embolados que poderiam facilmente ser confundidos com os de uma bêbada qualquer, perdida nessa boate insuportável.

- Saia da minha frente, infeliz! - resmunguei, tentando empurrá-lo para o lado. Meu semblante furioso era impossível de ignorar, mesmo sob a luz baixa.

- Moça, só pode entrar na área VIP com a pulseira. Você tem? - Perguntou cruzando os braços.

Revirei os olhos, bufando novamente.

- Você ainda pergunta, seu idiota? Agora saia da minha frente! - exclamei, acertando um tapa em seu peito, o que só serviu para deixá-lo ainda mais irritado.

O segurança não hesitou. Com um movimento rápido, me agarrou pelo braço, firme o suficiente para me afastar.

- Ou você se controla, ou vai ser convidada a se retirar, moça. - Disse ele, a voz grave deixando claro que não estava para brincadeira.

Enquanto isso, Nick já havia passado pela entrada VIP, atento a cada canto, seus olhos varrendo o ambiente à procura de Elleanor. Ele murmurava algo em sua escuta.

- Me solte, seu imprestável! Nem quero mais entrar nessa droga! - Retruquei, puxando meu braço com força. Sem esperar resposta, virei as costas e saí dali, pisando firme, mas carregando minha frustraçao em uma nuvem de tempestade sobre a cabeça.

Alguns minutos depois, Nick reaparece, mas sem Elleanor. Cruzo os braços, esperando uma resposta que, pelo seu olhar, já sei que não era boa.

- Cadê ela?!? Der’mo... ( merda)

Nick suspira, tentando manter a calma.

- Ela não está aqui. Procurei por toda parte, até no banheiro feminino. Vamos... - Ele agarra minha mão, tentando me guiar até a saída.

Puxo minha mão de volta, recusando-me a ceder.

- Não podemos ir! Temos que procurar mais. Está lotado, talvez você só não tenha visto ela... - Minha voz soa quase como um apelo, enquanto tento acreditar na possibilidade de que ela ainda esteja ali, em algum lugar.

- Isabel... Ela não está aqui. - Nick diz com firmeza, segurando meu olhar como se quisesse me fazer entender de uma vez por todas. - Vamos. Posso tentar rastrear o celular dela, mas preciso que você venha comigo.

Suspiro, derrotada, mas incapaz de discutir. Apenas balanço a cabeça em concordância e o sigo em silêncio até o carro. Sem hesitar, entro e fecho a porta, sentindo o peso da situação apertar meu peito a cada segundo que passava.

Continua...

RED ZONEOnde histórias criam vida. Descubra agora