cap 18

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Isabel POV


Eu estava deitada no sofá, revisando pela centésima vez a minha parte do plano, enquanto Nick cuidava de comprar os equipamentos que usaríamos na missão.

Ela aconteceria hoje, à meia-noite. E, apesar da tensão, não era isso que mais me preocupava. Elleanor continuava trancada no quarto, sem trocar uma única palavra comigo.

Por mais que eu quisesse que tudo voltasse ao normal, algo dentro de mim me impedia de dar o primeiro passo.

A missão não me assusta tanto quanto o silêncio dela — e, a cada segundo que passa, parece que tudo só piora.

Nick voltou poucos minutos depois, trazendo as sacolas com os equipamentos. Ele me lançou um olhar rápido, como se pudesse ler meus pensamentos, mas não disse nada.

— Está tudo certo para hoje à noite — avisou, deixando as coisas sobre a mesa.

Assenti, mas minha mente continuava no quarto ao lado.

Levantei-me do sofá, hesitante, e fiquei parada diante da porta de Elleanor por alguns segundos. Bati de leve. Nenhuma resposta.

— El... — minha voz saiu baixa demais, quase um sussurro. — Eu sei que você está brava comigo, mas... precisamos conversar.

Silêncio. Só o som distante do relógio na sala, marcando cada segundo que passava como se quisesse me lembrar de que o tempo estava acabando.

Suspirei, encostei a testa na porta e fechei os olhos. Se ela não me ouvisse agora, como poderíamos trabalhar juntas daqui a poucas horas?

Foi quando ouvi o barulho de algo se movendo lá dentro. Passos leves se aproximaram. Meu coração disparou.

Mas os passos pararam. E foi só isso.

Nenhuma palavra. Nenhum som de chave girando na fechadura.

Fiquei parada ali por mais alguns segundos, esperando, torcendo por qualquer sinal de que ela ia abrir a porta. Mas nada aconteceu.

O silêncio era pior do que qualquer grito que ela pudesse ter dado.

Afastei-me devagar, sentindo um aperto no peito, e voltei para o sofá. Nick me observava de canto de olho, mas teve o bom senso de não perguntar nada.

Peguei o mapa da missão e tentei focar nele, mas as linhas e marcações começaram a se embaralhar na minha cabeça. Não importava quantas vezes eu lesse, minha mente voltava para o quarto de Elleanor.

Faltavam poucas horas para partirmos, e nós duas ainda estávamos em pedaços.

Eu só conseguia pensar que, se algo desse errado essa noite, e eu não tivesse tido coragem de falar com ela antes... eu nunca me perdoaria.

Algumas horas depois

A sala estava silenciosa, exceto pelo som das páginas sendo viradas e canetas rabiscando anotações de última hora. Todos estávamos reunidos, revisando o plano pela última vez antes de sair.

Nick explicava calmamente cada etapa, apontando no mapa e certificando-se de que todos sabiam exatamente o que fazer. Eu ouvia, mas meu olhar se desviava o tempo todo para Elleanor.

Ela estava sentada à minha frente, concentrada no caderno, o rosto sério e impassível. Nenhum sorriso, nenhuma palavra além do estritamente necessário para confirmar que tinha entendido as instruções.

Era como se uma parede invisível tivesse se erguido entre nós.

Quando Nick terminou de explicar, todos assentiram. Eu também, mesmo sentindo que minha cabeça estava longe dali.

— É isso, então — ele disse, fechando o mapa. — Partimos em trinta minutos.

Um silêncio pesado pairou no ar. Cada um de nós sabia o que estava em jogo, mas para mim, a maior batalha ainda era atravessar o muro que Elleanor havia construído.

Todos já estavam prontos. Elleanor estava irresistível, com o vestido vermelho colado ao corpo, realçando cada curva, e o decote provocante nos seios completava o look, acompanhado por um salto fino que alongava suas pernas.

Eu vestia um macacão preto justo e botas combinando, enquanto meus cabelos loiros estavam presos em um rabo de cavalo firme, destacando meu rosto e alongando meu pescoço.

Descemos para a garagem em silêncio; o clima estava tenso demais para qualquer conversa. Ninck dirigia, eu ao seu lado, enquanto Elleanor trocava mensagens com Scanor, já que estávamos atrasados.

Ao chegarmos à boate, colocamos os fones de ouvido para nos comunicarmos sem chamar atenção. Mal tive tempo de trocar uma palavra com Elleanor, pois ela e Ninck já haviam saído do carro, seguindo exatamente o que havíamos planejado.

Fiquei sozinha no veículo, observando cada movimento de Escanor com atenção redobrada. Minhas mãos pairavam sobre os controles do sistema de vigilância, monitorando as câmeras que agora estavam sob meu acesso exclusivo. Cada porta que ele atravessava, cada sombra que se movia pelo salão, eu acompanhava, calculando cada passo, cada reação, pronto para intervir caso algo saísse do previsto. O silêncio no carro só aumentava a tensão; era como se o ar pesado nos lembrasse do risco de cada segundo que passava.

Continua...

Oi, gente! Desculpa o sumiço, mas voltei de vez com a fic. Novos capítulos toda sexta-feira, com muita ação e paixão! Não esqueçam de deixar a ⭐️.

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