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Quando a roda-gigante finalmente chegou ao chão, Minho ainda segurava a mão de Jisung, como se tivesse medo de que ele mudasse de ideia. Jisung não protestou. Eles desceram em silêncio, mas a tensão entre eles parecia ter mudado de um jeito que nenhuma palavra conseguia explicar.
Minho, como sempre, foi o primeiro a quebrar o silêncio. "Tá bom, Hannie, e agora? Quer voltar pro hotel ou prefere que a gente continue vagando pela cidade até sermos expulsos de algum lugar?"
Jisung revirou os olhos, mas não soltou a mão de Minho. "Vamos voltar. Acho que já tivemos aventura suficiente por hoje."
Minho riu baixinho, mas não insistiu. Eles pegaram um táxi de volta para o hotel, e o silêncio no carro era confortável dessa vez, cheio de algo novo e desconhecido, mas que, de alguma forma, parecia certo. Quando chegaram ao quarto, Jisung sentiu uma leve ansiedade retornar. Ele ainda estava tentando processar o que tinha acontecido na roda-gigante. O que aquilo significava para os dois? E mais importante, o que aconteceria depois?
Minho, no entanto, parecia incrivelmente à vontade. Ele largou os tênis ao lado da cama e caiu no colchão com um suspiro exagerado, como se a confissão de horas atrás tivesse sido a coisa mais natural do mundo. "Você tá com essa cara pensativa de novo," ele provocou, olhando para Jisung de lado. "Se eu soubesse que confessar meus sentimentos ia deixar você ainda mais perdido, talvez tivesse feito isso antes, só pra me divertir."
"Você é insuportável," Jisung respondeu, jogando uma almofada nele, mas não conseguia esconder o leve sorriso que surgia no canto de seus lábios.
Minho segurou a almofada com facilidade e sentou-se, apoiando o queixo nas mãos. "Insuportável, mas irresistível, né?"
Jisung bufou, tentando ignorar o calor que subiu para seu rosto. "Para de se achar."
"Eu só tô falando a verdade," Minho disse, em tom casual, mas havia algo no olhar dele que fez Jisung parar. Ele não sabia como Minho conseguia ser tão confiante, tão direto. Talvez fosse isso que o irritava — e o atraía — desde o começo.
Minho se levantou e parou na frente de Jisung, cruzando os braços. "Olha, Hannie, eu sei que você ainda tá tentando entender tudo isso, mas não precisa complicar. A gente tem tempo. Só... não fuja de mim, tá?"
Jisung piscou, surpreso pela seriedade na voz de Minho. Ele queria dizer algo, qualquer coisa, mas as palavras pareciam emperrar na garganta. Então, em um impulso que ele mal conseguiu explicar, deu um passo à frente e o abraçou.
Minho ficou rígido por um segundo, mas logo relaxou, um sorriso surgindo em seu rosto enquanto ele envolvia Jisung com os braços. "Bem melhor do que uma resposta verbal," ele murmurou, a voz soando divertida, mas suave.
"Você fala demais," Jisung respondeu, a voz abafada contra o ombro de Minho, mas havia um leve riso em sua fala.
"E você gosta disso," Minho retrucou, apertando-o um pouco mais.