Pais?

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Após alguns dias do término da excursão, Minho e Jisung haviam firmado uma rotina agradável na cidade. O apartamento – agora decorado com esmero e muito aconchegante – era o porto seguro onde sempre retornavam, um refúgio sereno após os dias agitados.

Naquela quarta-feira pela manhã, Minho já estava absorto no estúdio, produzindo uma nova canção, enquanto Jisung se dedicava ao projeto de design gráfico em casa. O silêncio confortável era interrompido apenas pelo som suave do teclado e, ocasionalmente, por risadas compartilhadas quando algo engraçado surgia em suas conversas.

Durante a pausa para o almoço, Minho entrou na cozinha e viu Jisung preparando um smoothie verde, os cabelos cobrindo os olhos enquanto cantava uma melodia animada.

"Você está impossível hoje", comentou Minho, sorrindo.

Jisung parou e o fitou com um sorriso travesso. "É porque estou cheio de ideias ótimas para o nosso futuro."

Minho ergueu uma sobrancelha, demonstrando interesse. "Ah, é? Conte-me mais."

Jisung deu de ombros, terminando de preparar o smoothie. "Não sei, só sinto que podemos ir ainda mais longe. Criar coisas novas, ter mais razões para sorrir a cada dia."

Minho permaneceu em silêncio por um instante, então caminhou até Jisung e segurou suas mãos, encarando-o nos olhos.

"Tenho pensado muito nisso também", começou Minho, com a voz mais suave do que o normal. "Na verdade... há algo que quero te perguntar há algum tempo."

Jisung arregalou os olhos, curioso e um tanto ansioso. "O quê?"

Minho respirou fundo, como se organizasse os pensamentos. "Eu queria saber o que você acha de nós adotarmos uma criança."

O silêncio pairou no ar por um momento. Jisung piscou, assimilando o que ouvira, enquanto o coração acelerava em uma mistura de surpresa e emoção.

"Você quer dizer... agora?", perguntou Jisung, tentando entender melhor.

"Não precisa ser agora, claro. Mas sinto que nosso amor e nossa casa estão prontos para isso. Que podemos oferecer muito mais do que espaço físico. Uma família, Jisung. É o que eu mais quero."

Jisung sentiu um calor diferente subir pelo peito, uma sensação doce e intensa. Ele se aproximou e abraçou Minho com força.

"Eu nunca imaginei isso tão cedo, mas agora... parece a coisa mais certa do mundo. Eu quero isso com você, Minho. De verdade."

Minho sorriu, aliviado e feliz. "Teremos muito a aprender, nem sei por onde começar, mas... sei que juntos daremos conta de tudo."

Nos dias seguintes, o assunto se tornou uma conversa constante. Pesquisas sobre adoção, visitas a encontros e grupos de apoio, papéis para organizar, tudo feito com o carinho e o amor que só um casal que se entende de verdade poderia ter.

Numa tarde de sábado ensolarada, durante um passeio no parque perto de casa, Minho fez uma pausa e fitou Jisung, com os olhos brilhando de ternura.

"Consegue se ver aqui, com um filho, ensinando as belezas simples da vida?"

Jisung abriu um sorriso e segurou sua mão com carinho. "E ela correndo atrás do nosso futuro cachorro, que ainda vamos buscar."

Eles soltaram risadas gostosas, imaginando um futuro cheio de momentos alegres e obstáculos, que agora pareciam menos intimidades e muito mais promissores.

Mais tarde, já na varanda, admirando as luzes da cidade, Jisung se virou para Minho e disse em tom sereno:

"Obrigado por me deixar fazer parte desse sonho, Minho. Eu te amo — e amo cada detalhe do que estamos construindo juntos."

Olhos nos Olhos.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora