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"O casual não me transborda Não tira meu fôlego Não me deixa em chamas

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"O casual não me transborda
Não tira meu fôlego
Não me deixa em chamas."

MARIÁ 🐈‍⬛

Terminei de preencher alguns documentos e analisar alguns exames que tinham ficado prontos, imprimi tudo colocando um uma pasta e desliguei o computador. Me espreguiçando na cadeira.

O dia tinha sido intenso. Acho que poderia dizer que finalmente eu estava me familiarizando com os novos pacientes dali. Eles foram super queridos e receptivos desde o meu primeiro dia. Mas agora acho que finalmente estava conquistando me lugarzinho, fazendo a diferença na vida de cada um.

Passei na pediatria mas a Alina não estava ali. Provavelmente já devia ter ido embora a algum tempo.

Era duas da manhã. Eu acabei passando um pouco da hora porque queria finalizar tudo que precisava fazer antes de ir embora sem deixar uma tonelada de coisas acumuladas como uns e outros faziam, mas com isso acabei viajando completamente na hora.

Nesses momentos um carro tava me fazendo uma falta. Estava trabalhando em dois lugares totalmente distante um do outro, e os dois eram longe de casa. Acho que o que estava sendo mais cansativo nisso tudo era isso, a distância.

Sai do Hospital e a rua estava pouco movimentada. Alguns babados num bar que tinha bem ali na frente e dois garotos no ponto do moto táxi. Normalmente ali era bem agitado, e como eu sempre estava com alguém nunca via problema, mas naquele momento, ali sozinha, uma hora daquela, não sei. Fiquei um pouco insegura.

Dificilmente eu conseguiria algum uber aquela hora. E não achava a porra do endereço da casa que a Alina está a ficando aqui. Era muita penitência pra uma pessoa só.

Encarei o celular vendo 2 mensagens do Henrique e uma da minha mãe. Ignorei a do Henrique e respondi minha mãe dizendo pra ela não se preocupar que eu ia pra casa amanhã.

Ela não demorou muito pra responder mais eu logo guardei o telefone pensando no que eu ia fazer da vida. Estava definitivamente quase voltando pra dormir no Hospital quando vi um dos Garotos que estavam sempre com o pessoal.

Acho que eles eram gêmeos, uma coisa assim. Não lembrava do nome, eles tinham aquela vulgos que eu preferia ignorar. Mas de longe ele me olhou, batendo com a mão, e se despediu do outro garoto vindo na minha direção.

Paiva: Tá perdida princesa ?.- ele sorriu e eu dei um pequeno sorriso olhando pra rua

Mariá: Acabei de sair do plantão.- eu apontei pro Hospital

MINHA CURAOnde histórias criam vida. Descubra agora