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"Quando uma pessoa quer estar com você, ela estará com você, não existirá desculpa, drama, dor de cabeça, nada, absolutamente nada."

H e i t o r

Heitor: Pode falar..- segurei no volante apertando um pouco o mesmo olhando pra ele. Era um comédia mesmo, uma hora dessa vim de história pro meu lado

Henrique: Você sabe que uma hora ou outra eu ia trocar ideia contigo, tá se fazendo de surpreso não sei porque.- ele falou e eu engoli o riso vendo a Malu olhar pra Alina sem parar.

Eu tava tranquilo, não queria aporrinhação com ninguém, mas também não tava entendendo a dele. Nunca fez questão, sempre deixou claro que não queria dirigir nem a palavra a mim, agora isso ? Também não precisava mais. Tava bom do jeito que tava.

Heitor: Vai me chamar pra entrar e jantar contigo também ?.- eu passei a língua na boca e esfreguei as mãos olhando pra ele que revirou os olhos puto

Henrique: Claro, aí tu vai ser minha sobremesa depois..- eu tossi, e neguei com a cabeça. Quase que eu falei uma merda pra ele, mais ainda bem que não saiu..

Heitor: Já comi já, tô bem satisfeito..- falei olhando no olho dele que agora abaixou a cabeça negando

Alina: Heitor, da pra você levar as coisas a sério um pouquinho ? Tô te pendido.- ela falou me fazendo olhar pra ela

Heitor: Tu quer falar ? Então entra aí..- eu apontei pra porta do carro e ele ficou me olhando

Alina: Eu vou junto ...- ela falou quase entrando na frente dele

Heitor: Como confia no homem você né..- eu ri e ela me deu o dedo do meio entrando no banco de trás. Que merda, além de colocar aquele babaca no meu carro ainda ia no banco da frente..

Eu olhei pra Malu de novo e ela ficou nos encarando de longe, quieta de braços cruzados. Tava com os olhos baixos. Eu não sabia se era sono ou alguma outra coisa. Pensei em mandar ela entrar no carro também, mas depois da nossa conversa, era melhor não envolver ela mais nisso.

Heitor: Quer que eu pare aonde ?.- olhei pra ele que engoliu a saliva olhando de volta pra mim

Henrique: Tem um bar que fica aberto aqui perto, vira ali.- ele apontou e eu fui. No completo silêncio.

Travei a porta do carro e saí andando até onde vi que eles dois já tinham entrado. Avistei eles numa mesa e fui andando sem pressa até lá.
A Alina tava jogada na cadeira, passando a mão na barriga, parecia cansada, também, 03:00 da madrugada. Esse povo tava de sacanagem comigo. Só queria minha cama e mais nada!

Heitor: Trás uma gelada aí por favor..- apontei por garçom.- Pode falar..- olhei para os dois que se olharam de novo

Henrique: A gente nunca se deu bem, não precisamos fingir uma parada que não existe. Mas depois daquele dia, eu fiquei com vontade de falar contigo, explicar que o que eu falei, foi na provocação mesmo. Não tinha nada diretamente contigo. Você é adulto, eu também, eu gostando ou não, tu é irmão da pessoa mais importante da minha vida. Tentei ignorar isso por muito tempo mais não vou mais fazer isso. Sou sujeito homem pra reconhecer quando eu erro e passo do ponto, então quero te pedir desculpa por aquele dia. Não foi maneiro, criou uma situação que não precisava! Você não precisa entender minha atitude, mas eu tô fazendo isso por quem realmente importa.- ele falou olhando pra mim enquanto eu tirava um cigarro do bolso acendendo o mesmo e prestando atenção no que ele falava

MINHA CURAOnde histórias criam vida. Descubra agora