META DO CAPÍTULO: +60 COMENTÁRIOS E EU TRAGO MAIS 💬
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"É difícil descrever o motivo de ser tão entregue a você. mas se fosse para resumir: é como se com você eu tivesse a segurança em poder fazer tudo"
MARIÁ 🐈⬛
Mariá: Obrigada pela carona.- eu sorri e puxei o marrentinho pra um abraço, e mesmo de começo ele fazendo corpo duro, se amoleceu e me abraçou também, ficando algum tempo ali.- Eu vou deixar minha mala no carro, você deixa lá em casa depois ?.- eu perguntei assim que a gente se afastou
Henrique: Eu deixo lá, pode deixar aí.- ele falou olhando pra mala no banco de trás.
Ele estava quieto, um pouco pensativo. E eu sabia o porque.
Mariá: Tem certeza que você não quer entrar comigo ?.- eu perguntei pra ele pela segunda vez, Já tinha perguntando quando ele me pegou no hospital, mas na primeira vez ele fingiu que não ouviu.
Eu tinha acabado de sair do plantão, queria ir ver como a Alina estava, o Heitor tinha mandado uma mensagem dizendo que ela acabou passando mal de novo assim que ele voltou pra casa depois de me deixar no condomínio de moto no dia anterior. Ele tava meio nervoso porque normalmente ela não passava mal e queria que eu diagnosticasse a Alina por telefone, bom sempre muito querido e simpático. Deu um mini show achando que eu fazia milagre ao invés de ser médica e ficou por isso mesmo.
Estava caindo uma chuva que alagou diversos pontos do Rio de Janeiro. Foi um custo pra sair do Vidigal, e eu de verdade não sei como teria chego na Alina se o Henrique não tivesse ido me buscar.
Mesmo ele não querendo ir ele foi. Acho que não era sobre me buscar em si, mais sobre me levar na casa dela.
Acho que era a boca grande daquele troço. Deve ter me jogado praga. Eu realmente ia ter que ver a questão do carro. Não tinha mais condições.
Henrique: Tu sabe que eu não entro aí, nunca entrei em todos esses anos e não vai ser diferente agora..- ele falou segurando mais forte no volante e eu sabia que aquela cara, aquele jeito, na verdade era preocupação. Ele estava nervoso. Ficou desde a hora que eu falei o que tinha acontecido. O Henrique podia mentir pra qualquer um, mas pra mim não adiantava.
Mariá: Henrique é a casa dela..- falei baixo olhando no olho dele
Henrique: A casa não é dela, a casa é do irmão dela.- ele fez questão de pontuar.- E eu não vou fazer isso cara, não faz sentido. Nunca foi diferente, vou chegar do nada lá agora pra que ? Não vou dar essa confiança para ele tá falando merda não..- ele olhou pra frente agora desviando o olhar e eu engoli a saliva. Sabia que era sobre o Heitor.