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"Nem sei direito que sentimento era aquele, sério, só que havia muito dele."
MARIÁ 🐈⬛
Eu sabia que era uma péssima ideia falar justamente com ele, e caramba. Tinha que ser logo ele ali ? Eu poderia desabafar com qualquer pessoa, eu estava tão cheia, tão esquisita que eu só precisava colocar aquilo pra fora de alguma coisa. O Henrique não estava em casa, a Mariana não me atendeu, e a Alina estava em outra dimensão, ela sempre percebia quando algo não estava bem e eu nem precisava falar, mas hoje ela simplesmente não percebeu. Desde que eu cheguei, fui direto pro banheiro, chorei, saí. Ela não percebeu, e eu não podia culpar a mesma. Ela não tinha que ter uma bola de cristal.
E porque justamente ele tinha que ter ?
Ele nem me conhecia ? A gente está a se falando a o que, um mês ou pouco mais que isso. E como ele conseguiu perceber que talvez tinha alguma coisa de errado comigo ?
Era difícil achar aquilo normal sem me fazer milhares de perguntar enquanto os olhos daquela coisa estavam presos nos meus.
E o mais louco, ou o pior de tudo. Eu quis falar. Eu não senti barreiras pra isso, e nem estranha por falar algo com ele. A inquietação junto com as perguntas de um minuto por outro se aquietaram, e era como se uma brisa suave soprasse dentro de mim enquanto ele me analisava pensando sei lá o que.
Era estranho. Com poucas pessoas na vida eu me senti assim.
Mariá: É difícil pra mim ser pressionada. Não é um sentimento que eu lido bem..- eu falei olhando um pouco pro lado mais logo voltei a olhar pra ele.- é estranho quando as pessoas te cobram tanto verdade mais agem com hipocrisia, é mais estranho ainda pensar que simplesmente não confiam em mim..- eu engoli a saliva e parecia que me lembrava o tempo inteiro daquela discussão antes de eu sair de casa depois que simplesmente meu Pai e minha mãe acharam que eu devesse largar tudo aqui, e ir pra Europa, junto com a Alina.
Quando eu pedi qualquer explicação pra eles acharem mesmo que eu largaria tudo, eles simplesmente disseram que isso envolvia coisas do trabalho, pessoas que faziam parte do meu passado, e que eu não tinha que largar nada porque eu não tinha nada que me prendia aqui.
Sim, eu tive que ouvir isso. E ouvir calada!
Como se já não bastasse a pressão, a falta de sinceridade pra me explicar o que é que fosse que estava acontecendo pra aquilo tão de repente eu ainda tive que ouvir que o que eu mais amava fazer que era o meu trabalho aqui não era nada!
Aquilo me pegou num ponto difícil. Porque isso já era uma coisa que me doía muito. Eu sempre ficava me lembrando de que ali eu não era ninguém na realidade, e eu lutava muito contra esse sentimento, mas ouvir deles. Foi difícil demais pra mim.