Ouvimos em muitos momentos da nossa vida que "os opostos se atraem", nessa história, podemos dizer que "os opostos se distraem". Giovanna e Alexandre são duas pessoas completamente diferentes e com personalidades fortes. O amor não é algo que falte...
Parece que minha sexta só é sexta quando eu posto a att. Dei meu jeitinho 💐
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A flor da quaresmeira tem um significado cultural no Brasil e simboliza a renovação espiritual e a esperança. O nome da flor vem do período da Quaresma, que é o período de 40 dias entre o Carnaval e a Páscoa, e a flor floresce de forma exuberante nesse período.
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🌼Giovanna
Quando entro no meu quarto e caminho para a cama, ouço um barulho às minhas costas. Me viro a tempo de ver alguém entrar no quarto e arregalo os olhos pelo susto.
- CLEIDE!
- Dona Giovanna - ela assoa o nariz no casaco em que está vestindo. - Eu ouvi a senhora e o Dr. Alexandre.
Meu Deus, ela está soluçando! Enxugo minhas próprias lágrimas e caminho até ela. Ela me abraça e começa a chorar, muito, quase um choro de cabra.
- Calma, Cleidinha. Tá tudo bem.
- Tudo bem? - ela se afasta e passa o antebraço limpando o nariz. Faço uma careta, mas levo ela até minha cama para sentar-se. - Vocês se amam tanto, são tão perfeitos juntos, aí tem as duas pituquinhas que são as florzinhas de vocês... e agora - ela solta um soluço agudo. - Agora estão separados...
Meu Deus!
Passo as mãos nas costas dela e tento confortá-la.
- Tudo bem, Cleide. Vai passar! Você vai ver que tudo vai se resolver.
Ela assoa o nariz novamente.
- Se eu fosse a senhora eu ia tá chorando muito agora. Desesperada! Jogada no chão! Eu ia colocar Marília Mendonça e pegar uma cerveja, ia chorar até dormir agora. Um homem daquele, Dona Giovanna. Queria que um homão daquele me amasse como ama a senhora. A senhora não tá triste?
- Estou.
- Quer escutar Marília Mendonça?
- Que tal Adele? Mais depressivo.
- Mas aí eu não entendo o que a mulher tá falando. Me deixa ficar aqui com a senhora, eu tô tão triste por vocês - ela deita na cama e abraça um travesseiro chorando.
- Tá bom. Deita, vai! - deito ao lado dela e fico em silêncio. Passou até a vontade de chorar.
- Dona Giovanna? - ela me chama.
- Oi, Cleide.
- Vocês vão fazer as pazes? E serem como antes? - ela me olha e observo seu rosto fazer uma careta com outro acesso de choro.