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Edgar

Ando pelo corredor do hospital indo em direção ao quarto de Elizabeth quando estou de frente a porta abro com cuidado e vejo ela dormindo tranquilamente.

Ainda bem.

Desde o sequestro ela não é a mesma sempre se debate durante a noite com pesadelos, Natasha não está muito diferente minha sobrinha não deixa que apaguem as luzes ou consegue ficar sozinha por mais de dez minutos.

Hoje elas receberão alta e quando chegarmos em casa Elizabeth vai ter uma grande surpresa.

Ando até a cama e retiro a parte de cima do meu terno e puxo a manga da camisa social até os cotovelos, me abaixo ficando da altura dela e faço um carinho em seus cabelos enquanto beijo seus lábios. Ponho a mão sob seu ventre e sinto uma leve ondulação, nosso bebê está ali bem pequeno mas forte e protegido.

Passo um bom tempo apenas olhando ela dormir e penso que é a melhor visão que já tive em toda minha vida.

Eu a amo.

Sei que já disse isso antes mas dessa vez é mais sério, só de pensar no tempo em que ela esteve sumida sinto náuseas.

- Acho que te amo.

Falei e vi ela piscar os olhos de maneira preguiçosa.

- Eu quero ir pra casa.

Ela falou com a voz rouca.

- E eu quero você em casa.

Ela abriu um sorriso que fez meu corpo tremer.

- Você fica muito charmoso vestido assim se eu não estivesse grávida acho que ficaria agora só de te olhar.

Rir do pensamento dela.

- Se você não estivesse grávida eu ficaria muito feliz em te engravidar.

Respondi e ela me puxou para um beijo sedento.

- Edgar precisamos conversar.

Ela falou seria e fiquei inquieto mas quando fui responder a porta foi aberta e o médico responsável pelo caso dela entrou.

- Oh acho que atrapalhei alguma coisa!

Ele exclamou e eu respondi com um simples sorriso.

- Como minha mulher e meu filho estão?

Perguntei segurando a mão de Elizabeth.

- Olhei os exames e nossa última ultrassom o bebê estava muito bem vim aqui para dar alta.

Ele falou com um sorriso e ouvi Elizabeth dizer um "graças a Deus".

- O senhor só precisa assinar aqui.

Ele entregou um papel e eu li rapidamente então assinei.

- Pronto.

Ele pegou o papel e sorriu.

- Então Elizabeth está oficialmente de alta assim que estiverem prontos podem ir.

Ele falou e saiu do quarto.

- O que quer conversar?

Perguntei a ela mas ela apenas negou com um sorriso.

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Quando passamos pela sala de espera Elizabeth fez uma careta fofa.

- Algo errado?

Perguntei fazendo um carinho em seus cabelos.

Bruto - Fora Da Curva Onde histórias criam vida. Descubra agora