20 | EPÍLOGO

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Busan

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Busan.

Outubro, 2023.

— Eu quero o divórcio.

— Doyoung, nós não somos casados. Então não é divórcio, é chute na bunda.

— Então 'cê tá querendo dizer que concorda em me dar um chute na bunda?! — questionou em pura indignação, quase jogando chão a baixo, a caixa de papelão com alguns pertences do Lee.

— Céus, Doyoung! Eu só expliquei o óbvio e antes que você venha criar as suas hipóteses malucas, não teve segundas intenções nas minhas palavras, ok?

— Aish... Eu te ajudei com toda a mudança até essa hora da noite e no final, ainda sou chamado de louco.

— Primeiro, eu não te chamei de louco. — Taeyong rebateu ainda sem encará-lo, pois estava completamente focado em verificar se haviam trazido as últimas cinco caixas que faltavam para finalizar a mudança. — Segundo, é a nossa mudança. Nós decidimos morar juntos, não?

— Se eu soubesse que iria ficar tão cansado assim, nunca teria me mudado — reclamou, colocando uma mecha de seu cabelo, parcialmente suado, para trás da orelha. — Mas o que eu não faço por você, né?

— Vem cá, amor. — Taeyong sentou no sofá — agora, com alguns resíduos de poeira espalhados por todo canto — e deu um leve tapinha em seu colo, chamando o namorado, que mesmo estando com um biquinho triste preso em seus lábios, decidiu ir em sua direção sem questionar. — Eu ainda não consigo acreditar que realmente estamos aqui... Terminando a mudança da nossa casa. Da nossa casa, Dodo, dá pra acreditar? 

— Eu estaria mentindo se eu dissesse que a ficha já caiu pra mim também. Sério, eu tô feliz pra caralho! — Kim riu de sua própria fala, se ajeitando brevemente no colo do namorado, a fim de que a posição ficasse mais confortável para os dois. Aliás, não é a todo momento em que um cara de 1,78m está sentado no seu colo, tal como um bebê recebendo carinho da mãe.

Pensando nisso, Doyoung riu baixinho mais uma vez, enquanto rezava mentalmente aos deuses para que ninguém nunca os flagrasse tão íntimos dessa maneira, não conseguia imaginar como reagiria tal situação. Se possível, deixaria o país imediatamente de tamanha vergonha.

— Se brincar ainda acho que a gente demorou muito.

— Pra morarmos juntos? — Taeyong assentiu em silêncio, ainda com os braços repousados na cintura do amado. — Meu Deus, Taeyong. Nós namoramos há seis meses, não tem pra quê essa pressa toda. Não é como se eu fosse fugir.

— Ué. E quem pode me garantir isso? — Lee ousou brincar, recebendo uma careta como resposta por parte de Doyoung, que saiu de seu colo de imediato e se ajeitou ao seu lado, evitando de olhar diretamente pra ele, e antes mesmo que Taeyong pudesse dizer alguma coisa, Kim deu um belo beliscão em seu braço, fazendo-o quase gritar de dor.

𝗺𝘂𝘁𝗲𝗱 | 𝗱𝗼𝘁𝗮𝗲; 𝘆𝘂𝘄𝗶𝗻Onde histórias criam vida. Descubra agora