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Dhiovanna Barbosa

Abro os olhos lentamente e sinto minhas costas doerem, olho para os lados e reconheço a casa

Tento me mecher e só então sinto os braços fortes e quentes em minha volta e só então me lembro de ontem a noite

Ele me trouxe para casa dele e... Ah, acho que não preciso dizer muito, não?

A gente fez em cada canto dessa casa, surpreendente apenas no andar de baixo, nem entramos nos quartos

Eu realmente estava com saudades.

Nós estamos no sofá, eu estou com uma calcinha e uma pequena manta cobria nós dois.

O sofá é enorme, então eu não tive muitos problemas e foi bem fácil para sair, só dei uma almofada para ele abraçar e ele nem suspeitou

Me levanto me alongando e olho para baixo, lembrando que nesse momento eu só usava uma calcinha

Graças a Deus não tem ninguém em casa, os funcionários estão todos de folga, pelo o que eu entendi, eles não trabalham de domingo

Caminho pela a casa e acho minha saia perto da cozinha e meu sutiã no mesmo lugar

Olho o relógio e arregalo os olhos quando vejo as horas

São 16:30!

Meu Deus, eu dormi muito, dormi demais

- Raphael, acorda! - Balanço seu corpo rapidamente e ele abre os olhos lentamente resmungando

- O que foi? - Se senta coçando os olhos e me olha sorrindo

- São quase cinco da tarde, me leva para casa, agora! - Respondo me abaixando em baixo do sofá procurando a merda da minha camisa

- E você tá pensando em ir assim? - diz e eu me viro vendo o mesmo com os cotovelos apoiados no sofá e um sorriso de lado e só então eu percebi que estava de saia e agachada

- Seu tarado! - Murmuro caminhando até o banheiro - Procura a minha camisa!

Entro no banheiro enorme e abro uma gaveta achando uma escova e pasta de dentes, sorte que ele deixa isso em todos os banheiros da casa, não tô afim de subir

Escovo meus dentes e quando estava lavando a boca, Veiga aparece atrás de mim com uma coisa nas costas e eu franzo o cenho

- Você achou? - me viro para ele

- Achei... - Arregalo completamente os olhos quando vejo vários pedaços de pano que um dia já foi minha camisa

- Não...

- Sim...

- Eu. Não. Acredito - digo pausadamente tentando não quebrar nada nele quando percebo que ele rasgou minha camisa

- Ah, qual é - Joga o resto de pano no chão e entra no banheiro - Isso não teria acontecido que não tivesse ficado tanto tempo sem...

- Tá, tá. Eu já entendi - Interrompo, antes que ele venha com esa justificativa péssima. - Vou até o seu quarto pegar outra

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