"Proibição não apaga desejo, só o alimenta."
~~~~~~
Lívia Alencar é fisioterapeuta do Flamengo, apaixonada pelo clube desde criança e querida por todo o elenco rubro-negro. Quando recebe uma proposta quase irrecusável para trabalhar em São Paulo, no...
- O que eu estou fazendo aqui, hein? - Dhiovanna diz ao meu lado, de vestindo toda de preto, quem vê pensa que ela está de luto - Se o Gabriel ver isso eu estou morta.
- Ele não vai te matar.- Bom, eu acho que não. - Eu preciso ir para o banco, vocês sobrevivem sem mim?
- Ah, cala a boca. - Isabel murmura sorrindo - a gente sobrevive
Ah, essa aí.
Eu realmente quis matar ela no momento em que eu soube o que ela fez.
Mas não foi algo ruim, foi até bem engraçado saber que o Ríos apanhou do Piquerez para ir na minha casa.
Nós não transamos, ele simplesmente me abraçou e conversou comigo. A gente ficou o resto do tempo que tínhamos conversado, e eu confesso que fiquei frustrada por ter tido pouco mais de vinte minutos.
Falamos sobre família, futebol, amigos, Rio de Janeiro, São Paulo. Tudo menos o assunto proibido, como ele gostou de nomear
"Trabalho"
Não citamos Palmeiras e nem Flamengo, e eu confesso que não senti nem falta.
Me despeço das meninas e vou até o vestiário, me encosto na porta observando o ambiente, que já é de vitória
- Eu não preciso usar essas camisas, não é? - Olho para as camisas do time com o número 12 atrás.
Se a resposta for sim, eu juro que lesiono o melhor deles
- Claro que sí - Joaco diz. - Já é una palmerense, Lívia
É, o difícil vai ser descobrir qual é o melhor jogador
- Nem morta!
- Quer pagar para ver? - Ríos pergunta se aproximando quando os outros já não estavam mais prestando atenção.
Já faz dois dias desde o episódio na minha casa
Ontem eu fui para o CT e a primeira pessoa que apareceu foi ele. Eu pensei que depois daquilo ele ia desistir, mas foi até meu escritório 7:00 da manhã
Eu acho difícil esses jogadores não desconfiarem que a gente tem algo. Ríos me olha como se quisesse me comer na maior parte do tempo e.... bom, eu não sou muito diferente
- Sem chance, não tenho sorte com esse lance de apostas - respondo sorrindo e o vejo dar risada entendendo uma quase piada interna
Olho em volta e percebo que não estávamos sozinhos, quase ninguém prestava atenção, estavam conversando entre si
Exceto três jogadores.
Raphael Veiga, Joaquín Piquerez e Endrick Felipe
Os três encostados nos armários nos olhando com uma cara.... uma cara diferente
Confusão e malícia misturadas na mesma expressão
Eles percebem que eu estava olhando quando ergo uma sobrancelha, os bonitos desviam o olhar e fazem cara de paisagem começando um assunto sobre basquete, eles acham que eu sou o que?
- Pode ir até a minha casa se você se dedicar no jogo. - Sussurro e sorrio de lado, saindo.