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Lívia Alencar

- Chegamos. - Ele para em uma rua com uns restaurantes e eu franzo o cenho. Nunca vim para esses lados.

- Me trouxe para um restaurante?

- É o melhor de São Paulo, tá? - Não posso conter minha risada.

- Richard, eu...

Ele não espera eu dizer nada e sai do carro e franzo o cenho e ele vem quase correndo para o meu lado e abre a porta, dando espaço para eu sair.

- O que deu em você? - Sorrio de lado.

- Desce. - Reviro os olhos e desco vendo a rua estranhamente vazia.

Tem outros restaurantes na rua, mas eles estão fechados e só tem um aberto, com luzes chamando atenção para si

Não tem carro nenhum na rua, só o nosso. Ele pega a minha mão e joga a chave para um homem que eu nem percebi que estava aqui.

- Richard, espera. - Olho para ele e sorrio triste. - A gente não pode, você sabe como eu queria, mas não podemos...

- Você é muito ansiosa. - Franzo o cenho e ele me puxa até o restaurante com uns protestos.

Paramos na recepção refinada e eu tento esconder meu rosto de alguma forma quando vejo o recepcionista falando com o Richard.

Eu vou sair correndo de verdade.

- Certo, vocês podem escolher qualquer mesa.

Richard concorda e eu franzo o cenho olhando para o homem e olhando para frente.

Ele sorri de lado e caminha comigo até uma mesa no centro, observo o restaurante vazio.

- Eu não acredito que fez isso. - Murmuro desacreditada. Só pode ter uma opção.

- Eu precisava ver você em um lugar que não fosse as nossas casas e o CT.

- Richard...

- Não se preucupa, eles não vão falar nada, eu garanto. E bom, não tem ninguém aqui para ficar especulando o nosso jantar.

- Você fechou o restaurante?

- Depois de uma conversa com o dono. - Dá de ombros e eu sorrio.

- Os outros restaurantes também estão fechados.

- É, aí eu tive que pagar. - Sorrio e sinto meus olhos molhados

Ele fechou um restaurante para gente? Eu nunca vim em um lugar assim e agora tem só nós dois aqui.

- O que vai querer? - Ele murmura examinando o cardápio e eu estendi minha mão, tocando na dele, fazendo seu olhar encontrar o meu.

- Obrigada... - Sussurro - Ninguém nunca fez isso por mim, eu acho que...

- Não tem que agradecer, linda. - Sorri e beija minha mão. - Só relaxa e aproveita, tá bem?

Sorrio e finalmente olho o cardápio, mal entendendo alguma coisa mas não consigo esconder o sorriso enorme que está estampado no meu rosto, e eu vejo que ele tenta conter o seu.

♤♤♤


- Ah, qual é! - Sorrio e ele me olha duvidando. - Eles duram sim!

- O Endrick durar com alguém? Até parece.

- Não seja amargurado. - Sorrio. - Eu acho que eles podem até se casar.

- Casar?! - Dá risada. - Nem fudendo

Reviro os olhos e sorrio, observando o caminho.

A noite foi incrível, nós rimos, conversamos e bebemos, acho que bebi algumas boas taças de vinho.

Agora estamos quase chegando no apartamento dele, temos sorte que a reforma do vizinho acabou.

Meu celular apitou e eu abri para ver o que era. Abro o meu Instagram e franzo o cenho quando vejo uma mensagem no meu direct.

@gabrielmenino00 te enviou uma solicitação

Franzo o cenho, ele tem o meu número de trabalho para falar alguma coisa, quase ninguém me manda mensagem pelo Instagram.

Bom, tem o homem do meu lado, mas eu estou saindo com ele a meses.

"Oi, Lívia. Boa noite."

Respondo e pergunto se ele precisa de alguma coisa, mas ele não respondeu ainda.

- O que foi? - Olho para ele e mordo o lábio, eu devia contar?

Por que eu não contaria?

- Não é nada. - Sorrio, mas percebo quando ele tira o olhar do trânsito para olhar para mim. - O Menino me mandou uma mensagem no Instagram

- O Menino? - Pergunta quase instantaneamente e sinto seu aperto na minha coxa se firmar de uma forma quase dolorida. Ele percebe e solta, fazendo um carinho desajeitado põe cima. - O que ele quer com você?

- Eu não sei. Não sou a maior fã dele.

- Que bom, né. - Diz sarcástico e eu semicerro os olhos, o olhando. - Eu também não sou.

- No final isso não importa muito, vou ter que trabalhar com ele do mesmo jeito. - Reviro os olhos de leve.

Eu não sei, não me traz uma boa sensação, sempre que me vê já vem querendo me tocar.

Mas não é algo que eu não possa lidar, está tudo bem.

- Ele não vai mexer com você. - Ele diz virando a rua e eu franzo o cenho. Olho para ele e quando ia responder... - Chegamos.

Reviro os olhos e sorrio, nem percebi que ele passou pela portaria. Desço do carro e espero ele trancar para irmos até o elevador.

- Essa coisa tem câmeras? - Pergunto quando uma ideia surge na minha cabeça.

- Com certeza, por que?

- Nada demais. - Reviro os olhos

Espero ele abrir a porta do apartamento e antes mesmo dele fechar, colo minha boca na sua, sentindo seu aperto na minha cintura.

Estava querendo fazer isso desde a hora que saímos da minha casa

Ele ri entre o beijo e fecha a porta, só virando a chave e pega a minha coxa, entendo o recado e pulo no seu colo de uma vez, sentindo ele me levar até o quarto.

Eu tenho razão, está sendo uma ótima noite.

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